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» » » » Não investigaram a declaração do empresário que disse que Michel Temer e outros políticos recebiam R$ 100 mil mensais de propina?

Observe que não é uma "delação premiada" feita sob a tortura psicológica da prisão perpétua de Sergio Moro, delação que, frequentemente, parece mais uma armação entre procuradores e réus desesperados, com anuência do juiz.
É um depoimento espontâneo de um empresário em liberdade.
Ele menciona "Temer", primeiro, como parte de um esquema que envolveria também Eduardo Cunha. Em seguida declara que "Michel" recebia propina mensal de R$ 100 mil.
Claro, isso não prova nada. Pode ser armação do empresário.
O que é estranho, porém, é que a reportagem do UOL, publicada na época em que o escândalo veio a tona, diz que o depoimento do empresário não foi investigado. Não houve inquérito sobre Michel Temer, apesar de que as outras gravações de Durval Barbosa revelaram um esquema real de corrupção, o chamado "mensalão do DEM".
À luz do que acontece hoje, em que Eduardo Cunha e Michel Temer se mancomunaram para dar o golpe, a denúncia de Colaço volta a ganhar densidade.
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No blog Nossa Política
Temer recebia R$ 100 mil/mês de propina, diz empresário
13 de maio de 2016
Caixa de Pandora. O empresário Alcir Collaço, dono do Jornal Tribuna do Brasil, teria repassado R$ 100 mil de propina a Michel Temer, Cunha, Tadeu Filipelli e Henrique Eduardo Alves, todos do PMDB.
Assista ao vídeo:

Empresário do DF diz ter entregue propina aos deputados Michel Temer (PMDB-SP), Tadeu Filipelli (PMDB-DF), Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Alves (PMDB-RN
A Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, coletou indícios de um mensalão comandado pelo Democratas em Brasília. Em meio às gravações, um vídeo mostra o ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa e o empresário Alcir Collaço, dono do jornal Tribuna do Brasil, conversando sobre pagamento de propina a políticos do alto escalão do PMDB: os deputados Tadeu Filippelli (DF), presidente do partido no Distrito Federal, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) e Michel Temer (SP)presidente da Câmara.
No vídeo, Durval Barbosa e Alcir Collaço conversam sobre o pagamento de R$ 800 mil mensais a parlamentares em troca de apoio a José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal. “Arruda dá R$1 milhão por mês para o Filippelli”, diz Durval. Collaço corrige: “São 800 pau. R$ 500 mil para o Filippelli para fazer… vai R$ 100 mil para o Michel, R$ 100 mil para o Eduardo e R$ 100 para o Henrique Alves. São 800 pau”.
A conversa foi gravada no dia 17 de setembro de 2009, no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal. As gravações foram feitas pelo próprio Durval, em colaboração com a Polícia Federal na operação Caixa de Pandora, que investiga suposto esquema de pagamento de propina a políticos e empresários, coordenado pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).
Michel Temer negou o envolvimento no esquema. Em nota, o deputado afirmou que é “irresponsável e descabida” a citação de seu nome na conversa. “Meu nome está em evidência. Não há absolutamente nada. Eu não tenho relações pessoais com o governador Arruda, mas mantenho relação política. Não sei por qual razão se destinaria verba para mim. É mais uma infâmia, lamento dizer isso, disse o deputado.
Temer disse ainda que a divulgação do vídeo o fez viver um dos piores dias de sua vida de sua vida política. O deputado chegou a cogitar deixar a vida pública. ?Eu hoje começo a rever a possibilidade de continuar na vida pública. Se continuar na vida pública significa receber infâmias dessa natureza, não vale a pena estar nela. Tentar enlamear alguém que tem nome, graças a Deus, imaculado, sempre é uma vantagem, disse o deputado.
Tadeu Filippelli disse que as acusações são políticas e visam desestabilizar o partido. “A citação do meu nome em uma conversa de terceiros revela a irresponsabilidade daqueles que, movidos por interesses inconfessáveis, querem obter do meu partido, o PMDB, uma decisão açodada sobre esse momento de crise política do governo local”, declarou. Filippelli disse ainda que “não vai aceitar calado esse tipo de achaque”. “Já solicitei aos meus advogados que tomem as medidas cabíveis para reparar os prejuízos que me foram impostos pelas falsas acusações”, disse o deputado.
Um dia depois da divulgação do vídeo, o deputado Henrique Eduardo Alves viajou para a Europa com a família. De acordo com sua assessoria, ele entrará na Justiça contra Collaço.
Em resposta ao iG (02.dez.2009), o deputado Eduardo Cunha disse não conhecer Durval Barbosa nem Alcir Collaço e qualificou de “estapafúrdias”as citações de seu nome no vídeo. Para o deputado, as acusações são uma armação. “Atribuo isso a uma orquestração vinda do ex-governador Roriz (Joaquim Roriz) tentando se vingar de sua saída do PMDB”.
No 17.set.2009, mesmo dia das gravações, Joaquim Roriz deixou o PMDB para se filiar no PSC. A saída se deu pelo desentendimento entre Roriz, que pretende ser candidato ao governo do Distrito Federal, e a cúpula do PMDB, que já havia fechado apoio à candidatura de José Roberto Arruda.
O que aconteceu?
Até agora nada foi apurado e ninguém foi punido. O vídeo não está relatado no inquérito da operação Caixa de Pandora. A coordenação das investigações é feita pelo Superior Tribunal de Justiça. Mas deputados federais e senadores só podem ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal.
Em 03.dez.2009, Eduardo Cunha entrou na justiça contra o empresário Alcir Collaço. Os demais deputados do PMDB citados no vídeo devem ir à justiça em breve. Michel Temer disse que irá tomar “medidas legais”. Tadeu Filipelli disse que irá acionar Durval e Collaço. Por meio de assessoria o deputado Henrique Eduardo Alves disse que fará o mesmo.

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