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» » » Gilmar Mendes, uma das heranças malditas de FHC e o responsável pela degradação do STF

Por Paulo Nogueira, do DCM
O responsável pela degradação do STF é Gilmar Mendes, uma das heranças malditas de FHC.
Não que outros ministros não tenham dado sua cota. Mas nenhum juiz fez tanto quanto Gilmar para transformar a maior corte do país num grotesco, despudorado palco político.
É por conta sobretudo de Gilmar que é absolutamente crível a afirmação de Jucá sobre a participação do STF no golpe.
Num mundo menos imperfeito, Gilmar já teria sido enxotado do STF há muitos anos. Mas o Brasil é o que é.
Em algum momento Gilmar simplesmente perdeu a noção, o pudor, o senso do ridículo. E começou a fazer política abertamente.
Ele contou com o silêncio de seus colegas de Supremo, que jamais manifestaram publicamente nenhum desconforto com seu comportamento patológico e indecente.
Contou, também, com o apoio da mídia, que jamais produziu um só editorial que lembrasse aos leitores que emnenhuma sociedade avançada é tolerado um juiz tão descaradamente partidário e parcial quanto ele.
A imprensa, na verdade, se mancomunou com ele. É conhecido o episódio em que, numa reunião de pauta do Jornal Nacional, Bonner fala ao telefone com Gilmar para combinarem pautas.
A reunião estava sendo acompanhada por convidados de fora, e um deles registrou a abjeta parceria entre a Globo, por Bonner, e Gilmar. Não é à toa que Glenn Greenwald escreveu nestes dias no Twitter que já via piadas jornalísticas, mas nenhuma como o Jornal Nacional.
A relação promíscua de Gilmar com a imprensa vem de longe. Você vê no Google fotos dele abraçado, em eventos festivos, a jornalistas patronais como Merval Pereira e Reinaldo Azevedo. Foi Gilmar quem liberou a funcionária da Receita Federal que fora presa depois de ser flagrada tentando fazer sumir o processo que provava a fraude e sonegação da Globo na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002.
Este meme que corre na internet deve muito a Gilmar
Este meme que corre na internet deve muito a Gilmar
Em países não dominados pela plutocracia, a imprensa e a justiça são poderes que se fiscalizam um ao outro. Na pátria de Gilmar e da Globo, os dois poderes se complementam e protegem um ao outro.
Nas sessões do STF relativas ao impeachment, Gilmar jamais perdeu a chance de proferir estridentes discursos contra o PT, mesmo quando eles eram impertinentes.
Por que o PT nunca reivindicou o impeachment de Gilmar diante de seus repetidos descalabros e desafios à lei da magistradura que prevê equidistância pelo menos aparente dos juízes, é um mistério que caberá à posteridade decifrar.
O que desde já se pode dizer é que no futuro, quando o Brasil já não for controlado pela plutocracia predadora de hoje, Gilmar vai servir de exemplo daquilo que não deve ser um juiz.
Com seu palavreado pomposo e envenenado, com seu semblante cínico e debochado de quem confia na impunidade, Gilmar arrastou a imagem do STF para o lodaçal em que ela está enterrada hoje.
Não é um juiz: é uma vergonha nacional.

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