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» » » » A Globo quer que o Michel Temer faça caça às Bruxas dos dissidentes e os contrários ao governo dele



Logo depois do golpe de 1964, o jornal O Globo republicou
um manifesto do Comando dos Trabalhadores Intelectuais que, segundo o jornal, “trabalhou ativamente pela implantação do regime comunista no Brasil”.
A republicação teria sido paga por “um grupo de democratas”.
Paulo Henrique Amorim, em seu livro O Quarto Poder, chamou de “a lista de Schindler ao contrário”.
Foi deduragem grosseira: “Chamamos a atenção do alto-comando militar para os nomes que o assinaram”, diz o texto introdutório.
Seguem-se as assinaturas, entre outros, de Barbosa Lima Sobrinho, Dias Gomes, Carlos Heitor Cony, Gianfrancesco Guarnieri, Ary Toledo, Nelson Pereira dos Santos, Carlos Diegues, Chico Anísio, Janete Clair, Nara Leão e Paulo Francis.
Roberto Marinho apoiou fervorosamente o golpe. Documentos revelam que, quando ainda se cogitava realizar eleições presidenciais, Marinho atuou nos bastidores para que Castelo Branco se mantivesse no poder — como acabou acontecendo.
Nenhuma empresa tirou mais proveito dos 21 anos de ditadura que a Globo.
Nenhuma empresa tem potencial para tirar mais proveito da interinidade de Michel Temer do que a Globo.
Um presidente fraco é tudo de que o Grupo Globo precisa para impor seus interesses, inclusive os mais paroquiais.
E o jornal O Globo, agora, incita Temer a praticar um macartismo tosco, a começar da EBC, onde os golpistas pretendem instalar… um ex-funcionário da Globo.
Em editorial, o jornal dos herdeiros de Marinho escreveu que “era preciso começar, e uma primeira medida correta foi a exoneração, pelo ministro da Secretaria de Governo, Eliseu Padilha, do diretor-presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Ricardo Melo. Caso exemplar de aparelhamento, a EBC, controladora da TV Brasil, rádio e agência de notícia, fora convertida em instrumento de propaganda lulopetista. A um custo anual de R$ 750 milhões, dinheiro que estaria sendo várias vezes mais bem empregado se de fato a empresa se pautasse pelo interesse público e não partidário. E nem isto ela fazia bem, pois a audiência de seu veículo potencialmente mais poderoso, a TV, é traço. Não alcança sequer a militância, servia apenas para abrigar apaniguados”.
A Globo sempre sonhou com a extinção da TV Brasil, não pelo que ela hoje representa, mas pelo potencial que tem de fazer sombra à programação abjeta imposta aos brasileiros pelo monopólio.
Instalado um diretor-presidente do gosto da Globo na EBC, podem ter certeza que a TV Brasil não vai deixar de existir: vai se tornar uma sucursal de luxo dos Marinho, uma produtora terceirizada para, com dinheiro público, fazer aquilo que comercialmente não dá retorno financeiro à Globo.
Isso sim, é o verdadeiro aparelhamento, que já aconteceu na TV Cultura de São Paulo.
Diz mais o editorial: “Costuma-se alegar que muitos servidores concursados ocupam estes postos. Mas isso não significa que não haja entre eles militantes do partido. É quase certo que aqueles que fizeram uma manifestação contra o novo ministro da Educação, Mendonça Filho, na frente dele, no dia seguinte à posse, eram servidores estáveis”. Aqui, os Marinho rasgam a fantasia e falam em fazer limpeza ideológica, pura e simplesmente.
O texto avança: “No momento, está em curso mais uma história típica patrocinada pelo conhecido aparelho há muito tempo instalado na Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Dominada pelo menos por parte do PT fluminense, ela se recusa a aceitar determinações judiciais, do TCU e até do governo para que o Jardim Botânico recupere toda a sua área, afinal em fase de legalização. A SPU ainda tenta, com manobras, regularizar a propriedade de imóveis dentro do JB, apesar da decisão contrária já tomada em várias instâncias”. Trata-se aqui de uma antiga campanha que interessa pessoalmente à família Marinho. A Globo acredita que a presença de moradores desvaloriza os imóveis da própria emissora no Jardim Botânico.
Curiosamente, O Globo não trata de denunciar a ocupação ilegal do estádio do remo da Lagoa Rodrigo de Freitas, denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. O estádio público foi entregue sem licitação ao casal Alexandre-Paula Marinho, a filha de João Roberto Marinho, faz quase 20 anos, recebeu quase R$ 30 milhões em investimento público mas continua servindo essencialmente a interesses privados.
A fúria dos Marinho ressurge na frase final, quando é sugerida uma caçada aos dissidentes com menção à palavra “aparelho”, como aqueles que eram estourados pelos militares durante a ditadura com ampla cobertura do Globo, replicando as mentiras do governo: “O potencial de descalabros neste universo de cargos comissionados é enorme. Pois, ao todo, chegam à faixa de 100 mil. O novo governo tem de se preocupar com esta infiltração gigantesca. Não só devido a aspecto financeiro, mas também por segurança, autoproteção, pois cada aparelho mantido deverá funcionar com intenções de sabotar a administração”.
Joseph McCarthy não faria melhor.

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