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» »Unlabelled » DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA BRASILEIRA

Como todos sabemos, o Brasil é um país que ainda não ascendeu ao mundo desenvolvido. Houve algumas épocas em que se vislumbrou essa possibilidade, mas na seqüência vieram dificuldades econômicas que levaram a pique essa tão almejada situação na qual o povo brasileiro seria considerado filho de uma nação rica.


O nosso país desde o começo da sua independência foi um país extremamente dependente de recursos estrangeiros, seja da Inglaterra, dos Estados Unidos ou de outros países ricos. Além disso, com a sua produção dando ênfase à cultura de monocultura, em vários anos a cultura do café chegou a mais de 50% do PIB, quando acontecia alguma coisa com a produção do café a economia entrava em sérias dificuldades.


Até 1930, a economia brasileira teve diversas crises. Ainda no Império, teve-se a maior crise que se tem na história da economia brasileira, a chamada crise do Encilhamento, provocada pela inundação de dinheiro na época em que o Rui Barbosa foi ministro da Fazenda. Nessa época, só não houve maiores conseqüências porque surgiu a borracha na Amazônia que aliviou muito as conseqüências da crise.


Em 1930, houve a derrota da chamada República Café com Leite, na qual os Estados de São Paulo e Minas Gerais se revezavam no comando do País. Nesse ano teve a entrada de Getúlio Vargas no puder no qual ficou até 1945, votando a governar o país entre 1951 e 1954.


Até 1958, apesar da economia brasileira ter experimentado algumas alterações com a entrada em funcionamento de diversas indústrias, notadamente a CSN entre outras, mas foi a partir de meados da década de 1950 que a economia brasileira começa a passar de uma economia agrícola para uma economia industrial.


Na segunda metade da década de 1950 a economia brasileira crescia a mais de 8,0% ao ano, dando mostras de que a nossa economia caminhava para entrar no grupo dos países ricos. Entretanto, no início da década de 1960 a economia entra numa severa crise, com os preços subindo para patamares jamais vista até então e agravada ainda mais com a crise política.


No final da década de 1960 e na década de 1970, principalmente até 1973, a economia brasileira teve crescimento a taxas jamais vistas, chegando em 1973 a crescer mais de 12,0%. Nesse período, vislumbrou mais do que nunca o tão almejado posto de primeiro mundo. Mas com as duas crises do petróleo, 1974 e 1979, a economia não conseguiu manter esse ritmo de crescimento na década de 1980 e 1990. Sendo que entre 1980 e 1994 a nossa economia viu surgir a inflação em níveis jamais imaginados para o nosso país. Tendo a economia tentado em diversas ocasiões vencê-la por meio de planos que serviam apenas para retardar um pouco um outro nível de inflação ainda mais alto do que o anterior.


Nos anos de 1980 um grande pesadelo foi a crise da dívida, onde na década anterior o país financiou uma parte razoável do seu desenvolvimento com empréstimos estrangeiros a taxa de juros flutuantes. Quando os empréstimos foram realizados as taxa de juros estavam muito baixa porque o capital financeiro era abundante. Quando o país foi pagar esses empréstimos no finalzinho da década de 1970 e início da década de 1980, as taxas de juros estavam muito altas e o país não tinha reservas de dólares suficientes para fazer frente a esses pagamentos. Esse aumento nas taxas de juros foi proporcionado, principalmente, pelo Estados Unidos que aumentaram as suas taxas de juros básicas para conter a inflação provocada pelo aumento muito forte dos preços do petróleo.


Com essas crises sucessivas a economia brasileira não pôde dar sustentação ao crescimento que vinha tendo desde o final da década de 1960. Caso a economia brasileira não tivesse sofrido essa interrupção certamente a nossa renda per capita (a melhor medida para caracterizar se um país é rico ou não) seria comparada à do europeu médio, o que caracterizaria como uma nação desenvolvida. Mas de depois de 25 anos de crescimento médio inferior a um terço do verificado nos 25 anos anteriores torna-se muito difícil o brasileiro dizer: eu sou de um país rico. Esperamos nos próximos 25 anos sejam de crescimento forte, que é a única forma de um país passar da condição de país pobre para a condição de país rico.

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