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Colunista da Folha de São Paulo afirma que o Brasil foi entregue a Michel Temer e a seu grupo de ladrões

Em sua coluna nesta quinta, Janio de Freitas comentou a sucessão de ações de Michel Temer e seus aliados que provocaram a escalada das tensões e das manifestações no país. 
"Iniciou-se um processo que, embora não irreversível, é propenso a avançar, sob o incentivo ignorante das classes privilegiadas, aqui sempre empedernidas e vorazes.
Só esses predicados podem levar à crença de que é possível impor, a um só tempo e impunemente, desemprego, ostentação de roubalheiras premiadas do dinheiro público, salários atrasados, cassação de direitos trabalhistas, redução dos miseráveis recursos e serviços da saúde, ainda piores condições de aposentadoria para quem de fato trabalha ou trabalhou, corte dos investimentos públicos e, pairando sobre ou sob esse conjunto idealizado pela classe dominante, uma composição imoral de governo.
As ações diretas do povo não seguem regras. Obedecem à lógica das suas contingências.
(..)
Forças Armadas são postas a reprimir, não bandidos, mas a gente comum. Alguma dúvida de que tirar Michel Temer é a única hipótese das chefias políticas e seu empresariado para atenuar as tensões do país? Mas no povo a ideia também única, que se constata por toda parte, é de que o país está entregue a ladrões. E ele em pessoa é uma vítima de todos os ladrões.
É apenas lógica e induzida a elevação do modo de enfrentamento popular." (Com o 247)

O governo acha que está tudo normal, mas o caos está instalado no governo

Ação desastrosa do João Doria na cracolândia, em São Paulo, leva secretária a pedir demissão



Patrícia Bezerra, secretária de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo, pediu demissão do cargo na noite de quarta (24).
Ela entregou carta ao prefeito João Doria (PSDB) na qual informa sua "decisão em caráter pessoal e irrevogável" de sair da função, que ocupava desde o início da gestão, em janeiro.
Em vídeo que veio a público mais cedo, Patrícia diz em uma reunião com representantes de movimentos sociais que a operação de domingo (21) na cracolândia foi "desastrosa".
"'Agora a besteira já está feita', afirmou no encontro. O vídeo foi feito por algum dos participantes da reunião, realizada nesta quarta, e circula em grupos de WhatsApp.
 'Estou incomodada tanto quanto vocês. Também acho injusto', disse Patrícia aos participantes.
A secretária deixou claro para o prefeito que discorda da forma como a ação foi feita e que considera estar havendo violações de direitos.
'Diante das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda de direitos humanos e ao atendimento humanizado à população mais vulnerável de São Paulo, deixo o cargo, mas nunca a convicção em uma cidade que garanta o respeito à pessoa humana', escreveu Patrícia no texto entregue a Doria." (com o 247)

A Globo diz ao governo que quer a queda do Michel Temer



Moreira Franco, secretário-geral da Presidência e um dos mais próximos assessores de Michel Temer, pediu um encontro com João Roberto Marinho, do Grupo Globo. Os dois conversaram na segunda (22), no Rio. O encontro foi uma tentativa de conseguir o apoio da Globo para salvar Michel Temer.
Moreira se disse preocupado com o tom do noticiário da imprensa, e em especial da TV Globo.
"A conversa transcorreu em tom ameno. Mas Moreira Franco ouviu que a emissora continuará a fazer jornalismo. E que o posicionamento da empresa, pela renúncia de Temer, foi expresso em editorial." (Com o 247)

Levantamentos mostram que o Michel Temer é rejeitado por 95% dos brasileiros. No Nordeste a rejeição é de 99%

Depois de ser flagrado pelo empresário Joesley Batista avalizando diversos casos de corrupção, Michel Temer chegou ao fundo do poço na avaliação dos brasileiros. 
Os índices de aprovação do governo, que sempre foram baixos, chegaram ao fundo do poço.
Pesquisas e sondagens feitas pelo governo federal na internet mostram que a maioria dos brasileiros rejeita o peemedebista.
Os levantamentos indicam que a situação de Temer nas redes piora a cada dia. Até mesmo os antigos defensores do governo entre os chamados formadores de opinião sumiram, salvo raras exceções.
Pesquisas de opinião mostram que hoje 95% dos brasileiros fazem uma avaliação negativa de Temer; em algumas regiões metropolitanas do Nordeste do país, segundo outras sondagens, esse índice chega a 99%
Sondagens feitas com formadores de opinião, como empresários e executivos, também revelam descrença cada vez maior na continuidade do governo.
(Com o 247)

Investigado pela PF e pelo MP por corrupção, Michel Temer chamar o exército contra o povo

Investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer assinou decreto em que coloca tropas federais nas ruas do Distrito Federal por uma semana.
A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, em coletiva de imprensa durante confusão em Brasília após repressão da Polícia Militar contra manifestantes que protestavam contra as reformas do governo, pela saída de Temer e por eleições diretas.
"O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara, uma ação de garantia da lei e da ordem", anunciou Jungmann, que disse que Temer não irá aceitar baderna. "O senhor presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável baderna, inaceitável o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar o processo que se desenvolve de foram democrática e com respeito às instituições", afirmou.
"Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas também levando em conta fundamentalmente uma manifestação que estava prevista como pacífica. Ela degringolou à violência, vandalismo, desrespeito, agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados", acrescentou o ministro, em seu pronunciamento.
A decisão praticamente coloca o Brasil em estado de sítio, no momento em que mais de 85% dos brasileiros desejam a saída de Temer e eleições diretas para presidente. Brasília entrou em chamas com os protestos contra as reformas de um governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar. (Com o 247)


Polícia reprime com violência manifestação em Brasília contra o Temer. Ministérios evacuados e em chamas

Continua intensa a violência e o tumulto no protesto que acontece em Brasília nesta tarde contra as reformas do governo Temer, pela saída do peemedebista e por eleições diretas. Há manifestantes e policiais feridos. Quatro pessoas foram detidas. (Com o 247)
Os vídeos são de George Marques.
Os prédios dos ministérios da Fazenda e da Agricultura foram alvo de manifestantes com bombas, vidraças quebradas e frases pintadas nas paredes contra Temer. Um grupo de manifestantes faz uma barricada no local. Todos os ministérios foram evacuados, por segurança.
O protesto na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, que já dura três horas, sofre forte repressão do Choque, da Polícia Militar do Distrito Federal, que usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, além de spray de pimenta, contra os manifestantes.

O jornalista Ricardo Noblat afirma que o Aécio Neves vive recluso bebendo e chorando

O jornalista Ricardo Noblat revela que desde que vieram à tona as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, nas quais aparece pedindo R$ 2 milhões em propinas para pagar os advogados que o defendem na Lava Jato, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) está cada vez mais recluso. "Aécio Neves recluso em sua casa em Brasília, só faz beber e chorar. Mais ou menos nessa ordem. Está arrasado", postou Noblat no Twitter.
Na semana passada, além de afastado do mandato e da presidência nacional do PSDB, Aécio viu sua irmã, Andrea Neves, ser presa pela Polícia Federal, assim como o primo Frederico Pacheco de Medeiros na Operação Patmos, um desdobramento da Lava Jato. (Do 247)

A Band obriga o jornalista Ricardo Boechat ler um editorial patético em defesa de Michel Temer

O jornalista Ricardo Boechat foi forçado a ler, no telejornal da Bandeirantes, um editorial em defesa de Michel Temer, apresentado ao público como vítima de um "ladravaz".
Embora Temer seja investigado por organização criminosa, corrupção e obstrução judicial, fato inédito na história do País, a Band defende sua permanência no poder.
O motivo, aparentemente, é a publicidade oficial.

João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, fez doação de R$ 50 mil para o homem da mala do Michel Temer



Ligações perigosas: João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, mantinha uma relação além da institucional com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Antes de entrar na política, Doria estava preocupado e acompanhava atentamente o sucesso eleitoral do "homem da mala" de Michel Temer. 
Prova disso é a doação de R$ 50 mil feita por Doria à campanha de Rocha Loures em 2014. Declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a doação foi feita via transferência eletrônica no dia 29 de agosto de 2014 segundo o blog Maquiavel, da Veja.
Rocha Loures era o encarregado de tratar dos interesses da JBS com o governo e foi eleito como suplente em 2014. O titular do mandato é Osmar Serraglio (PMDB-PR), ministro da Justiça. No final de abril, ele foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil da JBS, que a PF desconfia ser destinada a Temer.
A assessoria de imprensa do prefeito afirma que “não há deferência nenhuma. O candidato estava em campanha e o prefeito fez uma doação legal, do seu próprio bolso. Naquele momento, o deputado Rocha Loures era um parlamentar com relações no meio empresarial. Ele não fazia parte da comitiva do prefeito que viajou a Nova York, até porque o prefeito não viaja em comitiva. O prefeito foi convidado a alguns eventos aos quais Rocha Loures também foi. João Doria doou 50.000 reais a um candidato de suas relações e sobre o qual, naquele momento, nada pesava”. (Com o 247)

Para o filósofo Renato Janine Ribeiro, Michel Temer no poder é humilhação suprema dos brasileiros

Michel Temer no comando é a humilhação suprema dos brasileiros, avalia o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor de ética da Universidade de São Paulo.
"Ter um presidente com o diálogo que ele teve com o Joesley é humilhante. Não é positivo aceitar esse tipo de coisa. Seria sinal de que aceitamos qualquer coisa. Que eticamente a sociedade brasileira chegou a um nível de desmoralização muito grande", disse ele ao jornalista Ricardo Mendonça.
"Eu considero que isso terminou com a credibilidade que Temer por acaso pudesse ter. Ele chegou à Presidência de uma forma complicada e para efetuar um programa que tinha sido derrotado nas urnas. Sua legitimidade dependia estritamente de conseguir fazer a economia melhorar. Adotou todas as receitas neoliberais. O empresariado fez o acordo de aceitar políticos duvidosos, conservadores, suspeitos, em troca disso. Mas os resultados não apareceram. Só segundo analistas econômicos, mas a sociedade não está vendo. Agora, as denúncias acabam com o pouco de credibilidade que tinha", afirma.
Janine defende as diretas, mas vê dificuldades pelo caminho. "Acho que seria o mais correto, mas é difícil; pois passaria por aprovação de emenda constitucional, exige consenso grande na sociedade". (Com o 247) 

Jornalista Fernando Brito: O Aécio Neves foi derrubado pela intolerância, perseguição e calúnia que ele criou

Por Fernando Brito, do Tijolaço -  Quando notares, estás à beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés.
Os versos do Cartola poderiam servir de epílogo do chororô com que Aécio Neves se despede de sua antes moralista e afetada coluna das segundas-feiras na Folha.
Coisa de moleque, dizendo que, tadinho, foi vítima de “um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação”.
Ah, menos, menos. Só falta dizer que você é bonzinho e apenas se meteu com “más companhias”, feito um guri tolinho. Tome tenência, Aécio, você tem 57 anos e só é superado em ridículo porque Temer, ao 76, sai-se com esta história do “tolinho“.
Todo mundo sabe que entre Joesley Batista e a santidade há distância maior que do planeta Terra até Andrômeda.
Tratar com eles de assuntos de negócios públicos é legítimo: são, afinal, um dos maiores grupos privados brasileiros e uma potência mundial no setor de carnes e derivados.
Mas Aécio foi é falar de política, de ações para “estancar a sangria” da Lava Jato, em diálogos em que abundavam palavras que, noutros tempos, D. Risoleta Neves teria passado sabão na língua dos netinhos. Dizer que usou  “um vocabulário que não costumo usar, e me penitencio por isso”, não trata do principal.
E o principal é que foi falar das indicações de delegados mais ou menos “amigos” pela Polícia Federal, segundo o grau de aquadrilhamento do investigado com Michel Temer.
A história de que foi pedir dinheiro para pagar advogados de sua defesa não explica porque a “bufunfa” foi apanhada por seu primo e entregue a asseclas de Zezé Perrela.
Depois, faz de “pobrezinha” sua irmã Andrea, que todos os mineiros, desde o neto de Tiradentes sabem, é sua mentora e executiva. Você tinha, Aécio, esta piedade quando ela mandava, sem cerimônia, degolar de seus empregos jornalistas mineiros que o desagradavam?
A seguir, continua se escondendo atrás de mulheres. Desta vez de sua mãe, dizendo estava vendendo o apartamento em que ela mãe mora, herança do seu falecido marido, oferecendo-o a empresários. Se estava vendendo, porque é que não estava, como todos fazem, vendendo no mercado? Ou empresários dariam o que Joesley diz que deu: um sobrepreço para legalizar uma “doação amiga”?
O pior, Aécio, é que antes de 2014, fora de Minas, você era um personagem que não despertava ódios.
Por oportunismo eleitoral, surtou-se como o moralista – má escolha para um notório boêmio como você – e, depois de perdê-las, berrou como um menino birrento, louco para quebrar o brinquedo que não ganhara nas urnas.
Você, mais que ninguém, criou e alimentou este clima de intolerância, de perseguição, de deduragem, de calúnia como forma de fazer a política que seu avô fazia com conversa.
Aécio Neves está sendo tragado pelo rodamoinho de ódio que ajudou como poucos a construir.
Ninguém lhe dará a mão, Aécio, porque o abismo é profundo, fatal, definitivo.
Quando notares, estás à beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés.
Os versos do Cartola poderiam servir de epílogo do chororô com que Aécio Neves se despede de sua antes moralista e afetada coluna das segundas-feiras na Folha.
Coisa de moleque, dizendo que, tadinho, foi vítima de “um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação”.
Ah, menos, menos. Só falta dizer que você é bonzinho e apenas se meteu com “más companhias”, feito um guri tolinho. Tome tenência, Aécio, você tem 57 anos e só é superado em ridículo porque Temer, ao 76, sai-se com esta história do “tolinho“.
Todo mundo sabe que entre Joesley Batista e a santidade há distância maior que do planeta Terra até Andrômeda.
Tratar com eles de assuntos de negócios públicos é legítimo: são, afinal, um dos maiores grupos privados brasileiros e uma potência mundial no setor de carnes e derivados.
Mas Aécio foi é falar de política, de ações para “estancar a sangria” da Lava Jato, em diálogos em que abundavam palavras que, noutros tempos, D. Risoleta Neves teria passado sabão na língua dos netinhos. Dizer que usou  “um vocabulário que não costumo usar, e me penitencio por isso”, não trata do principal.
E o principal é que foi falar das indicações de delegados mais ou menos “amigos” pela Polícia Federal, segundo o grau de aquadrilhamento do investigado com Michel Temer.
A história de que foi pedir dinheiro para pagar advogados de sua defesa não explica porque a “bufunfa” foi apanhada por seu primo e entregue a asseclas de Zezé Perrela.
Depois, faz de “pobrezinha” sua irmã Andrea, que todos os mineiros, desde o neto de Tiradentes sabem, é sua mentora e executiva. Você tinha, Aécio, esta piedade quando ela mandava, sem cerimônia, degolar de seus empregos jornalistas mineiros que o desagradavam?
A seguir, continua se escondendo atrás de mulheres. Desta vez de sua mãe, dizendo estava vendendo o apartamento em que ela mãe mora, herança do seu falecido marido, oferecendo-o a empresários. Se estava vendendo, porque é que não estava, como todos fazem, vendendo no mercado? Ou empresários dariam o que Joesley diz que deu: um sobrepreço para legalizar uma “doação amiga”?
O pior, Aécio, é que antes de 2014, fora de Minas, você era um personagem que não despertava ódios.
Por oportunismo eleitoral, surtou-se como o moralista – má escolha para um notório boêmio como você – e, depois de perdê-las, berrou como um menino birrento, louco para quebrar o brinquedo que não ganhara nas urnas.
Você, mais que ninguém, criou e alimentou este clima de intolerância, de perseguição, de deduragem, de calúnia como forma de fazer a política que seu avô fazia com conversa.
Aécio Neves está sendo tragado pelo rodamoinho de ódio que ajudou como poucos a construir.
Ninguém lhe dará a mão, Aécio, porque o abismo é profundo, fatal, definitivo.

O Michel Temer aumenta em 490% da verba destinada à revista Veja

Por Miguel do Rosário, editor do Cafezinho
Ser liberal com dinheiro público é uma maravilha!
A revista Veja passou a ser a publicação impressa que mais recebe dinheiro do governo federal, superando todos os jornalões e revistas, incluindo Folha, Globo e Estadão.
Nos últimos 12 meses, a Veja recebeu R$ 3,24 milhões da Secom, aumento de 490% sobre o ano anterior.
Os valores não contabilizam as estatais, o que poderia multiplicar o montante por três ou quatro vezes.
Definitivamente não houve ajuste fiscal na Secom, o órgão do governo que cuida da publicidade federal.
Nos 12 meses terminados em abril último, o governo federal fez anúncios da ordem de R$ 153,9 milhões, aumento de 21% sobre o ano anterior.
No ano inteiro, vimos e ouvimos jornais, canais de TV, rádio, outdoors, exibindo quantidades crescentes de anúncios do governo, inclusive aqueles que deviam ser terminantemente proibidos pelo poder judiciário, porque tratam de propaganda de governo, como os que alardeiam sobre os “benefícios” da reforma da previdência.
Os números da Secom neste post tratam apenas da publicidade da presidência e dos ministérios. A parte do leão fica com as estatais, responsáveis por cerca de dois terços da publicidade federal. Possivelmente, neste primeiro ano de golpe, elas responderam por percentual ainda maior.
Em primeiro lugar no ranking, claro, a Globo.
A empresa dos Marinho recebeu R$ 42,24 milhões apenas dos ministérios e presidência, um aumento de 11% sobre o ano anterior.
Os principais aumentos de publicidade federal neste primeiro ano de golpe foram para revistonas e alguns jornais, como Folha e Estadão.
O aumento da verba da Secom para a Folha cresceu 121,5%.
A Istoé, que elegeu Temer como “Homem do Ano” e fez uma cerimônia na qual Sergio Moro e Aécio Neves sentaram-se juntos e trocaram sorrisos e gentilezas, recebeu mais de R$ 700 mil da Secom, ou 1384% a mais do que no ano anterior.
Reitere-se que a publicidade das estatais não é publicada no portal da transparência. Em anos anteriores, a Folha costumava obter esses números, através de liminar da justiça, que obrigava as estatais a informarem quanto gastavam com publicidade. O objetivo da Folha era notoriamente político: monitorar se o governo estava fazendo publicidade em blogs, tanto que este era o assunto principal das matérias, apesar dos blogs receberem percentuais insignificantes da publicidade federal.
Desde o golpe, porém, a Folha, nem qualquer outro veículo, se interessa mais em apurar os gastos federais com publicidade.
O Cafezinho tentará obter, junto à justiça, esses números de publicidade das estatais.
O Infoglobo, responsável pelo jornal O Globo, recebeu R$ 1,6 milhão da Secom nos últimos 12 meses, um aumento de 82% sobre o período anterior.


Nem a perícia da Folha de São Paulo salva o governo de Michel Temer da degola

O jornal Folha de S. Paulo traz neste sábado, 20, reportagem em aponta que os áudios das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista com Michel Temer foram editados, o que comprometeria a legalidade das acusação de que ele deu aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha na cadeia. 
Segundo o perito Ricardo Caires dos Santos, contratado pelo jornal para analisar o material, as gravações contêm mais de 50 cortes. Segundo ele, o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas "não dá para falar com que propósito".
Outro perito ouvido tanto pela Folha como pelo Estadão para desqualificar a gravação de Joesley Batista é Ricardo Molina, que se celebrizou no atentado da bolinha de papel de que foi “vítima” o candidato José Serra em 2010. "Percebem-se mais de 40 interrupções, mas não dá para saber o que as provoca. Pode ser um defeito do gravador, pode ser edição, não dá para saber", disse Ricardo Molina sobre o áudio de Joesley.
Com seu navio fantasma afundando, Michel Temer deve se agarrar neste argumento para tentar prolongar sua permanência no Palácio do Planalto. 
Apesar dos argumentos, a Folha sentiu-se obrigada a incluir em sua reportagem um fato fundamental: segundo os peritos, o trecho em que Temer fala que "tem que continuar isso", não foi alterado.
Como lembrou o Jornal GGN, apesar de possivelmente em vão, Michel Temer pode atrasar as investigações. Mas a rádio CBN foi o noticiário decisivo para sustentar que o diálogo entre Joesley Batista e Michel Temer não foi editado. Isso porque no início da gravação do empresário, quando ele ainda estava no carro, a rádio CBN estava sintonizada antes e após a conversa. O jornal fez então uma análise dos tempos de duração do encontro, após a saída de Joesley, quando a rádio foi desligada, e após a reunião, quando o empresário retorna ao automóvel e sintoniza novamente.
"A gravação de Joesley mostra que, quando ele volta para o carro, o rádio do carro em que ele está continuava sintonizado na CBN e o que se escuta é o quadro 'Nos Acréscimos' que, naquele dia, começou às 23h08 da noite. Foi o que conseguimos observar nos nossos registros", disse o locutor Milton Jung, em reportagem do veículo.
"Com isso, é possível determinar que o tempo de gravação é de 38 minutos, o tempo da conversa entre Joesley chegar e sair da casa do presidente foi de 38 minutos, e esse tempo é a íntegra do áudio divulgado na quinta-feira e que comprova que o material não teve nenhuma edição. Portanto, a gente percebe que não teve edição na gravação que foi divulgada, colocada aí do início ao fim", completou. (Com o 247)

Delator da JBS acusa o jornalista Cláudio Humberto de fazer chantagens






Claudio Humberto é conhecido no meio político como o ex-porta-voz do ex-presidente Fernando Collor. Ele aparece nas delações da JBS, liberadas hoje pelo STF.
Ricardo Saud em sua delação acusa Cláudio Humberto de fazer achaque, chantageando-o para receber mesada.
O texto referido por Saud foi publicado no blog de Cláudio Humberto, no Correio Braziliense e até em Uberaba, terra do diretor da Friboi. De acordo com Saud  ele foi conversar com Renan Calheiros e este o avisou que Claudio Humberto “vive disso” (de achaque) e que era pra Saud dar uma mesada para o colunista chantageador. Humberto queria um contrato de 32 mil reais e negociaram 18 mil mensais, para que ele parasse de escrever textos contra Saud.
Assista ao vídeo da delação e a descrição detalhada que faz o diretor da Friboi sobre os aludidos achaques de Cláudio Humberto:


Na delação, Claudio Humberto é tratado com o desprezo que lhe reservam políticos e jornalistas do meio político. Nos últimos tempos, o colunista se tornou cada vez mais boateiro e raivoso chegando a afirmar que em agosto de 2015 a presidenta Dilma  Rousseff renunciaria sem qualquer fato que pudesse se relacionar com a realidade. O jornalista Rovai dispensou algumas linhas para analisar o comportamento do colunista que segundo Renan e Saud “vive de chantagear políticos e empresários”: Cláudio Humberto: a renúncia, o boato e a psicopatia jornalística
Cláudio Humberto nega tudo e diz que isso é vingança de Saud.
O colunista é caricato, peixe minúsculo que vive dos restos desta promiscuidade entre Estado, mídia e capital privado se comparado às revelações de Joesley em sua conversa com Temer onde ambos contam animadamente como dominavam a grande mídia oligopolizada no Brasil, especialmente a Globo. Joesley cita o Fantástico e se vangloria de que logo a Globo se aquietou, afinal a JBS é o terceiro anunciante das Organizações da Família Marinho.
Saud diz no vídeo que estão “passando o país a limpo”. É bastante curioso o delator da empresa corruptora da República (senadores, presidente ilegítimo, ministros, governadores, juízes, policiais federais, procuradores, jornalistas, nada ficou intocado nesta relação promiscua do empresariado ruralista e o Estado) com tanto “bom mocismo”. Vocês não acham?