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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles,grava o Programa do Ratinho, mas o programa não vai ao ar

Estava marcado para hoje. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, gravou um programa com Ratinho, o 'Dois Dedos de Prosa' para defender a reforma da Previdência. Tal qual fez Michel Temer. E com desembolso do governo federal. A previsão era para hoje, a partir das 22h45. 
 
De acordo com a divulgação do programa, com fotos e loas, Meirelles falaria sobre economia, crise no Brasil, recessão, sua possível candidatura a presidente do Brasil em 2018, reforma da Previdência, e outros assuntos correlacionados.
 
Segundo a mesma comunicação, Meirelles responderia perguntas da população, mas gravadas, nas ruas de São Paulo.
 
Deu ruim!
 
Com a atabalhoada intervenção militar no Rio de Janeiro, o programa fez água.
 
Ontem, a comunicação do programa voltou a se comunicar. Diz a nota que a direção do SBT suspendeu a transmissão da entrevista do ministro pois que o 'tema central' da entrevista seria a votação da reforma da Previdência. Então, como a tramitação está suspensa em função do decreto da Intervenção no Rio de Janeiro, 'sua divulgação perdeu objeto neste momento'.
 
Se a pauta englobasse realmente tudo isso, seria fácil manter o programa. Afinal, a divulgação mostrou um leque de temas, não um programa monotemático.
 
Sua divulgação significa a entrevista ou a propaganda paga da reforma da Previdência? Não fica claro.
Mas o contrato fica valendo. Segundo a nota, 'a exibição da entrevista poderá ser levada ao ar assim que a votação da reforma da Previdência puder ser retomada'.
 

Contrato bem feito. E prova disso é que o programa do Ratinho não faz comunicações sobre os entrevistados da semana. Fez somente com Temer e agora com Meirelles. E outra prova é que o programa não se perde, volta ao ar quando for interesse do governo. (Com o GGN)

Integrante do MBL é demitido após tentativa de homicídio

Por Jean Wyllys, no Mídia Ninja -Uma pausa no debate sobre a intervenção militar no Rio de Janeiro – intervenção comandada pelo PMDB, partido do formalmente acusado de corrupção e formação de quadrilha Michel Temer e o mesmo partido do presidiário Sérgio Cabral que, ao lado de Pezão, faliu o Rio de Janeiro e agravou a crise na segurança pública – para falar de algo que, no fundo, tem a ver com a intervenção:
Nessa segunda-feira (19) o membro do MBL Renato Oliveira (o tal “Menino do Jô”) foi exonerado por ter cometido um atentado contra a vida de um jornalista em Embu das Artes (SP). Era ele o motorista do carro que derrubou a moto em que o jornalista Gabriel Binho viajava. O comparsa de Renato ainda atirou contra Gabriel.
Dêem uma olhada nas redes do MBL, e vejam que apagaram quase todos os vídeos em que o criminoso Renato Oliveira aparecia.
O MBL foi o grupelho empoderado pela Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, Jovem Pan e GloboNews para dizer que o impeachment de Dilma tinha apoio popular. De fato, o MBL mobilizou, com calúnias e fake news nas redes sociais, o coletivo de patos e patas otários e otárias e mais os fascista com camisa da CBF que foram tão bem representados nas alegorias da escola de samba Paraíso do Tuiuti que calaram a cobertura da tevê Globo.
O MBL foi o grupelho que posou com Eduardo Cunha, hoje preso por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha, e cujo partido (o PMDB) financiou e deu crachás aos membros do MBL para circularem e constrangerem com vídeos ofensivos deputadas e deputados de esquerda na Câmara Federal.
O MBL foi o grupelho que comandou os ataques às exposições de arte e aos artistas, caluniando-os de “pedofilia”.
MBL é o grupo daquele analfabeto político com quem acertadamente Marcia Tiburi se recusou a debater numa rádio gaúcha – porque Tiburi se respeita e respeita o ouvinte. E é o grupo do vereador de São Paulo que enlameia o nome de uma música de Madonna.
O MBL apoia o fascista suspeito de corrupção, réu no STF por apologia ao estupro e que quer ser presidente da república.
O MBL é uma organização criminosa.
E você que usou esse grupo como fonte de informação deveria, no mínimo, envergonhar-se e pedir desculpas a quem você insultou com base no que esses criminosos publicaram. (Com o 247)

O Michel Temer trava R$ 18,4 bilhões que deveriam ir para o Nordeste

A falta de uma regulamentação que depende da assinatura de Michel Temer trava a liberação de R$ 18,4 bilhões em empréstimos a empresas no Nordeste e em cidades mais pobres de Minas Gerais e Espírito Santo. O montante pertence ao FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste).
Assim como ocorreu com o BNDES, os fundos constitucionais como o FNE trocaram a antiga TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) pela TLP (Taxa de Longo Prazo), mas com uma diferença: os fundos têm direito a abatimentos que reduzem a taxa.
Essa redução deve ser feita com a aplicação do chamado CDR (Coeficiente de Desequilíbrio Regional), que leva em consideração a diversidade econômica e social das diferentes regiões do país.
Segundo o Banco do Nordeste —responsável pela operação do —FNE, não é possível liberar o dinheiro até que um ato de Temer regulamente o sistema de cálculo e a aplicação do CDR.
Quem mais sente a demora, porém, são os pequenos e médios empreendedores, explica Fátima Marques, secretária-executiva da Associação Comercial de Araçuaí, município mineiro do Vale do Jequitinhonha a 615 quilômetros de Belo Horizonte. "Não tem nenhuma taxa que consiga competir com essa do FNE", afirma Fátima.
As informações são de reportagem de Daniel Camargo na Folha de S.Paulo. (Com o 247)

Jornalista Leonardo Sakamoto: Michel Temer quer Exército com poder para invadir casa dos pobres

"Temer vai pedir à Justiça mandados coletivos de prisão e de busca e apreensão para serem usados pelas Forças Armadas durante o período de intervenção federal na área de segurança pública do Rio de Janeiro", diz o jornalista Leonardo Sakamoto. "Melhor seria solicitar a expedição de mandados a negros pobres de uma vez. Pois, na prática, é isso o que acontecerá".
De acordo com o blogueiro, "o Exército – que não é treinado para isso – vai poder entrar na casa de qualquer pessoa, sem autorização judicial específica, a fim de verificar se ela possui, não apenas armas e drogas, mas qualquer coisa que a corporação considere fora do normal".
"A justificativa é que, em uma operação, os criminosos se deslocam, entrando, inclusive, em casas de moradores que não têm nada a ver com a história. Como isso vai ser pedido para territórios onde o poder público combate o tráfico de drogas, bairros pobres e morros estarão na lista de regiões em que as liberdades individuais serão, mais uma vez, ignoradas", acrescenta.
"A 'Era do Foda-se' tem suas consequências, claro. Vendo autoridades darem de ombros, a população vai deixando de acreditar naquilo que nos mantém unidos como país. E passam a descumprir leis, regras e normas porque percebem que não valem muita coisa mesmo. E iniciado, o processo de derretimento das instituições e do respeito da população a elas não pode ser freado do dia para a noite", afirma.
Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

Bispo afirma corretamente que a classe média embarcou no trem errado

Após criticar a intervenção militar no Rio de Janeiro, o bispo emérito Dom Mauro Morelli, um dos percursores do Fome Zero, fez uma sugestão à classe média em seu perfil no Twitter. 
“A classe média tem futuro na aliança com os porões e andares inferiores. Cresce quando os de baixo podem subir. Dos andares superiores ninguém desce! Eis o dilema. Pare, olhe e escute. Embarcaram no trem errado.”
No domingo (18), Dom Mauro havia criticado a intervenção no Rio de Janeiro: "Trabalhei 24 anos na Baixada Fluminense como primeiro bispo da Diocese de Duque de Caxias. Discordo de intervenções que aviltam militares e trazem angústia e sofrimento aos pobres, em sua maioria de origem africana. A tarefa constitucional dos militares é outra, também a solução!", disse o religioso em sua página no Twitter. (Com o 247)

A intervenção militar no Rio de Janeiro é para fazer guerra contra os pobres

Nestas alturas dos acontecimentos todos sabem que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro é injustificável e que se revestiu de um ato eminentemente político. Injustificável porque o Rio está longe de ser a cidade mais violenta do Brasil, ficando, inclusive, atrás de várias outras capitais. Injustificável, porque durante o Carnaval não houve o propalado surto de violência. Pelo contrário: dos 27 indicadores de violência, 16 caíram em relação ao Carnaval de 2017. O indicador de homicídios, por exemplo, caiu 14,81% e o de roubos teve uma queda de 9,85%. Até mesmo o conservador Estadão fez um duro editorial classificando a intervenção como injustificável em face da ausência de um fato objetivo plausível para aplicá-la. Enquanto isso, os tradicionais representantes da esquerda vacilante, somados à Marina Silva e a Miro Teixeira, a aprovam ou titubeiam na sua condenação.
O governo Temer, a beira do precipício, buscou dois objetivos com a intervenção: o primeiro, criar uma cortina de fumaça em face da não aprovação da reforma da Previdência que o marcaria por um fracasso retumbante, pois essa reforma era o ponto programático central do golpe. O segundo, uma tentativa desesperada de recolocar o governo e Temer no jogo eleitoral, já que todas as pesquisas os colocavam à margem dessa disputa. A intervenção, certamente, produzirá impactos no processo eleitoral, mas não terá força para suspender as eleições, como teme a esquerda medrosa.
O caráter improvisado da intervenção ficou patente na reunião que Temer fez no último sábado, no Rio, com o governador e outras autoridades. Ficou claro que nem Temer e nem o Exército sabem quais as medidas que serão implementadas. Não havia nenhum planejamento para dar força a uma decisão tão grave, que coloca em movimento um aparato de Estado, como é o exército, desviando-o de suas finalidades. A rigor, Temer comete um crime político ao usar instrumentos de Estado para fins pessoais e políticos.
Alguns analistas bem conceituados sugerem que a intervenção consiste numa bolsonarização sem Bolsonaro e que ela terá como efeitos a derrubada de Bolsonaro nas pesquisas, a catapultagem generais duros e legalistas e a criação de uma narrativa sebastianista de salvação pelas Forças Armadas. Tratam-se de análises equivocadas: se Bolsonaro cair, cairá por si mesmo, como é a tendência. Se a intervenção tiver algum sucesso, ele até poderá aproveitar-se disso, pois corre sozinho nessa raia. O Exército, uma das poucas instituições com credibilidade, sabe dos riscos que corre se se prestar à manipulação de um governo sem legitimidade e se enveredar pelo caminho das ações espetaculosas. As Forças Armadas já estão agindo no Rio e nada de muito diferente deverá ocorrer a não ser se os interventores tiverem a coragem de expurgar as polícias. Em resumo: produzir-se-á uma sensação de segurança de curto prazo e os problemas estruturais da violência continuarão existindo.
Guerra contra os pobres
Na América Latina existe uma guerra, não contra a pobreza, mas contra os pobres, notadamente nos países de alta desigualdade, a exemplo de El Salvador, Brasil, México, Venezuela, Colômbia e dai por diante. Todos sabem que violência e pobreza andam juntas. Um relatório da ONU aponta que a região é a mais violenta do mundo. É também a região mais desigual do mundo e com a maior desigualdade urbana do mundo. Das 50 cidades mais violentas do mundo, 19 são brasileiras e 43 são latino-americanas e o Rio de Janeiro não está entre elas.
Nesta guerra sistemática contra os pobre é travada no Brasil e na América Latina, a concepção predominante das elites predatórias da região é a de que a riqueza se produz com a manutenção e expansão da pobreza. No Brasil, seis pessoas detêm 50% da riqueza. De acordo com a CEPAL, 30% da população latino-americana ou 175 milhões de pessoas, são pobres sendo que desses, 75 milhões são indigentes. Um dos últimos relatórios da ONU indica que mais 220 milhões ou 38% da população correm risco de se tornarem pobres. É a trágica normalidade da América Latina.
Organizações criminosas de diferentes tipos e o tráfico de drogas se alimentam da pobreza como infantaria de comércio e da guerra, e das classes médias e altas como destinatárias do consumo e propiciadoras dos lucros. Jovens pobres, desempregados, sem cultura, sem lazer e sem esperanças, são presas fáceis do crime organizado. Mas não é só. Vários estudos mostram que a maioria esmagadora dos homicídios ocorre nas regiões pobres, periféricas, constituídas de excluídos. Pouquíssimos desses crimes são elucidados.
Os pobres enfrentam dois tipos de guerras, ambas fratricidas, porque são guerras de pobres contra pobres. A primeira, é patrocinada pelo tráfico e pelas organizações criminosas, que disputam territórios e mercados. A segunda é patrocinada pelo Estado, que usa as polícias, também constituídas de pobres, para reprimir e matar pobres, principalmente jovens. Estudos mais antigos e recentes mostram que o Estado se vale do sistema legal, do sistema judicial, do sistema prisional e do sistema policial para travar a guerra contra os pobres. Além da violência, as cadeias estão repletas de pobres, muitos deles sem julgamento. O sistema judicial julga de forma enviesada contra os pobres, contra os negros, contra os índios e contra as mulheres. Nas periferias, a repressão visa manter as populações confinadas, sob o terror das polícias e do crime, prisioneiras de guetos, inabilitadas à liberdade e ao usufruto da vida. É um sistema brutal de dominação, repressão, perseguição e guerra.
Estudos até mesmo feitos por coronéis da Polícia Militar de São Paulo chamam a atenção acerca do absurdo de como as polícias são treinadas. A sua formação é para matar, para a guerra. As insígnias, os brasões os refrões são todos orientados para a morte e não para proteger a sociedade e garantir direitos. Essa orientação para a guerra vem produzindo o aumento de jovens mortos pelas polícias e de policiais mortos em confrontos. As populações periféricas nutrem medo e descrença nas polícias. Os policiais pobres vivem com medo de seres assassinados, tudo isto mesmo com o fato de muitas polícias, notadamente as polícias militares no Brasil, prestarem relevantes serviços sociais de primeiro atendimento em várias situações de risco. Este sistema criminoso de formação das polícias é de responsabilidade dos governadores, os verdadeiros agentes do uso das polícias contra os pobres e de proteção do patrimônio dos ricos.
Os governos progressistas, em que pesem terem produzido alguns resultados na redução da pobreza, produziram resultados insuficientes. Na área de segurança pública, os resultados foram ainda mais precários. No Brasil, por exemplo, quando se ensaiava um programa mais estruturante através do PRONASCI, o mesmo sofreu uma guilhotinada pelo governo Dilma. Nada o substituiu. Pelo contrário: houve um retrocesso.
A intervenção no Rio é mais uma faceta da guerra contra os pobres, assim como o foram as UPPs. Existe um entrelaçamento entre os interesses do crime organizado e os interesses dos políticos. Os primeiros garantem lucros, financiamento de campanhas e currais eleitorais e os segundos garantem leniência, incompetência e corrupção.
Mesmo tendo sido adotada por um governo claudicante, a intervenção deixou as esquerdas perplexas e desorientadas, numa continuidade de conduta que vem desde o impeachment-golpe, passa pelas reformas trabalhista e da previdência e pela perseguição a Lula. Sem organização nas comunidades periféricas, sem força para mobilizar, mesmo num momento em que a maioria da população rejeita categoricamente o governo, as esquerdas permanecem sem estratégia e sem tática, limitando-se a uma retórica reativa, defensiva e pueril. Caminham para angariar uma nova e devastadora derrota neste fatídico ano em que poderão perder as eleições, sem Lula na disputa. (Por Aldo Fornazieri, Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP), no 247)

A farsa eleitoreira do Michel Temer deverá ser um fracasso total

O que o Rio de Janeiro precisa, para enfrentar sua grave crise na área de segurança pública, é de inteligência, planejamento e gestão integrada entre os entes federados.

Em vez de gastar uma montanha de dinheiro na política derrotada de guerra às drogas, os governos deveriam atuar com firmeza para pôr fim ao genocídio da população jovem, negra e favelada, vítima preferencial do confronto entre forças policiais, traficantes e milicianos.

No lugar de ações pirotécnicas e tramadas no submundo das relações promíscuas entre os governos Temer e Pezão e a mídia monopolista, é urgente livrar os jovens da influência das quadrilhas de narcotraficantes, ampliando seu acesso a programas sociais, especialmente os voltados para a educação a capacitação profissional e o acesso ao esporte e à cultura.

Encurralado por um carnaval no qual blocos e escolas de samba desnudaram as consequências do golpe de estado no Brasil, denunciando ao Brasil e ao mundo inteiro não só o corte de direitos do povo e a manipulação feita pela mídia, mas também as causas históricas da exploração da nossa gente, os golpistas sacaram da algibeira a intervenção militar em todo o aparato de segurança pública do estado do Rio de Janeiro, incluindo as policiais civil, militar e até mesmo o sistema prisional.

Pela primeira vez desde a redemocratização do Brasil, que tem como marco a promulgação da Constituição de 1988, um governo lança mão desse tipo de medida, que deveria ter caráter excepcionalíssimo, uma vez que tem como base o inciso III, do artigo 34 da Constituição da República, que prevê a intervenção "para pôr termo a grave comprometimento da ordem pública."

Ou seja, só cabe a utilização desse recurso extremo depois de esgotadas todas as alternativas de aplicação de políticas de segurança e combate à criminalidade sob a responsabilidade dos estados, ou através de convênios com a força nacional e forças armadas, os quais estão inclusive em vigor no Rio. Se é inegável que a situação da segurança no estado é grave, também é forçoso reconhecer que ela não difere de vários outros estados da federação. E mais : a não ser pela amplificação tendenciosa da mídia nos seus noticiários e manchetes durante o carnaval, nada semelhante a uma descida repentina ao inferno ocorreu para justificar a intervenção.

Mas a imprensa cumpriu sua parte na criação do caldo de cultura favorável ao decreto que logo seria assinado pelo presidente ilegítimo, cuja imagem de vampiro devorador das conquistas da classe trabalhadora emplacou definitivamente como símbolo do carnaval de 2018.

E, por incrível que pareça, esse lance oportunista de Temer está ligado à sua intenção de concorrer à reeleição em outubro, mesmo ostentando o nada honroso título de político mais odiado do Brasil e com seu governo contando com míseros 6% de aprovação. Sem noção do ridículo, o vampiro de Momo quer posar para o eleitorado como o xerife que enfrentou a violência e o crime organizado.

Para se ter uma ideia da falta de escrúpulos e da desfaçatez que orientaram as articulações visando a intervenção, Temer e suas lideranças no Congresso já avisaram que ela será interrompida por ocasião da votação da reforma da Previdência. Isso revela a falsa motivação da assinatura do decreto, fazendo tabula rasa do argumento da urgência e da excepcionalidade.

Sem falar que a utilização desse artifício para driblar a Constituição, que proíbe a votação de emendas sempre que houver intervenção federal nos estados, é flagrantemente inconstitucional e será certamente levado à apreciação do STF.

As forças armadas não foram treinadas para reprimir crimes contra a vida, o patrimônio ou o tráfico de drogas. Sua função constitucional é defender a soberania nacional, patrulhar as nossas fronteiras e combater ameaças externas. Por isso, suas lideranças já deixaram claro de forma reiterada seu desconforto em assumir o papel de polícia. 

O roteiro da atuação das forças armadas na segurança pública do Rio é bem conhecido. Por um curto período, cria uma expectativa positiva na população e até uma enganosa sensação de segurança devido ao recuo tático do crime organizado, pelo menos de sua face mais ostensiva. Não tarda, porém, para que os índices de criminalidade retornem aos patamares anteriores. Com a falta de treinamento específico, os militares acabam se envolvendo em crimes, os quais, com a nova lei, passarão a ser julgados pela Justiça Militar, aumentando exponencialmente os riscos de impunidade.

O Partido dos Trabalhadores, através de nota assinada pela sua presidenta, senadora Gleisi Hoffmann, e pelos líderes na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, e no Senado, Lindbergh Farias, já anunciou que o partido está pronto para combater a farsa dessa intervenção urdida pelos governos peemedebistas de Temer e Pezão, e fortemente ancorada pela mídia, no Congresso Nacional, onde o decreto terá que ser votado.

Por falar no governador do Rio, estado que vive situação de completo abandono e descalabro, faço um apelo, com toda certeza corroborado pela quase totalidade de cariocas e fluminenses: como o senhor já reconheceu sua total incompetência para governar, que tal renunciar imediatamente? (Por Waldih Damus, deputado federal pelo PT/RJ e ex-presidente da OAB/RJ)

Luana Piovani, apoiadora do golpe de 2016, deve R$ 747 mil ao Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura está cobrando da atriz e youtuber Luana Piovani, apoiadora do golpe de 2016, a devolução de R$ 747 mil por causa da peça "O pequeno príncipe", produzida e protagonizada por ela em 2006 por 17 cidades do país.
Segundo o colunista Lauro Jardim, o projeto, que contou com o incentivo da Lei Rouanet, teve a prestação de contas reprovada. De acordo com o ministério, há "divergência entre as notas fiscais apresentadas e a relação de pagamentos informada". (Com o 247)

Salários de diretores do BNDES ultrapassam os R$ 100 mil por mês

Entre os cinco bancos estatais federais, o BNDES é a instituição que paga a maior remuneração aos seus diretores. Dados mostram que o salário fixo da diretoria do banco é R$ 80.110,10, e o do presidente, R$ 87,4 mil.
Quando se soma a esse valor a remuneração variável, que depende de metas alcançadas, a renda média por mês é equivalente a R$ 105 mil, valor referente a 2016, último dado disponibilizado pelo banco. Segundo o BNDES, os executivos não tiveram aumento de salário em 2017.
A diretoria também recebe auxílio-alimentação, de R$ 1.613,49, e tem direito a auxílio-moradia, de R$ 1.800 --neste último caso, dois diretores, que não têm residência na cidade, segundo o banco, recebem o benefício.
Os valores, apesar de serem menores do que os dos bancos privados, superam a remuneração das demais instituições financeiras federais.
No Banco do Brasil, por exemplo, essa conta, se forem incluídos pagamento de bônus baseados em ações e remuneração variável, é equivalente a R$ 87,4 mil mensais. Na Caixa, o valor dos salários mais o da remuneração variável é de cerca de R$ 60 mil.
Já os valores provisionados em 2016 pelo Banco da Amazônia e pelo Banco do Nordeste por diretor foram de, respectivamente, R$ 57,4 mil e R$ 78,9 mil por mês, em média, de acordo com informações prestadas à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
A remuneração de funcionários das estatais é tema delicado, segundo especialistas em gestão, já que, se por um lado são instituições públicas, por outro precisam atrair profissionais qualificados.
"É preciso lembrar que as estatais não estão sujeitas à mesma pressão do setor privado", diz Sandro Cabral, professor do Insper. "Por outro lado, essas empresas precisam atrair bons profissionais."
BANCOS PRIVADOS
Os altos salários e bônus pagos pelos bancos privados a suas diretorias é um dos principais argumentos do BNDES para justificar a remuneração dos seus dirigentes.
No Bradesco, o salário médio da diretoria superou os R$ 140 mil em 2016. No Itaú, foi de R$ 84 mil. Esses valores chegam ao equivalente a R$ 280 mil e R$ 364 mil mensais, nessa ordem, quando se consideram benefícios como bônus e participações no lucro.
"A remuneração total que pagamos aos nossos dirigentes é a menor entre todos os bancos", afirma Henrique Rogério Lopes, superintendente das áreas de administração e RH do BNDES.
Segundo ele, o pagamento da remuneração variável é feito em quatro parcelas e totalmente quitado somente após três anos. "Se em determinado exercício o resultado não é positivo, não é pago."
O BNDES afirma ainda que o valor pago aos seus diretores é o maior entre os bancos estatais porque ele dispõe de apenas nove executivos no alto escalão. Respectivamente, BB e Caixa têm 39 e 33 membros na diretoria. A responsabilidade dos executivos, segundo o BNDES, é maior.


"As estruturas do BB e da Caixa são muito maiores, portanto é claro que esses bancos precisam de um número maior de diretores", diz Cabral. (Fonte: Folha)

O jornalista Ricardo Noblat fica revoltado com as verdades ditas pela mídia estrangeira

O jornalista Ricardo Noblat foi ao Twitter para criticar a mídia estrangeira, que não está alinhada ao governo de Michel Temer, por ver com desconfiança e apontar as inconsistências do decreto de intervenção militar na Segurança Pública do Rio de Janeiro. 
"Espantosa a ignorância da imprensa estrangeira, ou de parte dela, no que diz respeito ao Brasil. Depois de embarcar no discurso de que o impeachment de Dilma foi golpe, e de que Lula é um perseguido político, agora, com a intervenção federal no Rio, fala em 'sombras da ditadura', disse Noblat. 
O jornal britânico 'The Guardian' cita insatisfação nas favelas e possíveis benefícios políticos para Temer, enquanto a agências de notícias falam sobre a pressão dos mercados pela aprovação de reformas no Brasil, o que deve ser deixado de lado temporariamente".
O 'Guardian' ressalta que esta é a primeira vez que uma intervenção assim acontece desde 1988, quando uma nova Constituição deu fim à ditadura. ''Intervenção militar é um assunto pesado para muitos brasileiros, apesar de muitos na extrema direita cada vez mais apoiarem a volta de um governo militar'', diz o jornal inglês.
"O Brasil voltou a ser uma democracia em 1985, depois de 21 anos de ditadura militar, e a intervenção continua sendo um tema sensível no país", diz uma reportagem da agência de economia Bloomberg.
(Com o 247)

Dados mostram que a violência do Rio não explodiu neste ano, mas foi amplificada pela Globo

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro mostram que o carnaval deste ano não foi marcado por uma "explosão da violência", que justificou o decreto de intervenção das Forças Armadas no estado. 
Foram registradas 5.865 ocorrências policiais no total no Rio, entre os dias 9 e 14 de fevereiro, enquanto no carnaval do ano passado (quando a Polícia Civil ainda estava em greve), foram 5.773. Em 2016, 9.016 ocorrências foram registradas e, em 2015, computaram-se no total 9.062.
Segundo a diretora-presidente do Instituto de Segurança do Rio (ISP), Joana Monteiro, os dados ainda são parciais porque há registros que são feitos dias após a ocorrência do crime, mas que "dadas as devidas proporções já indica que não foi um carnaval fora dos padrões".

"Esses números são parciais, mas é difícil acreditar que vai dobrar ainda para chegar a 2016. A comparação com 2017 não é direta porque teve uma greve da Polícia Civil, então estão mais baixos, por isso, achamos melhor comparar com os últimos três carnavais", disse Monteiro. "Foi um carnaval muito parecido com o dos outros anos. Estou segura em dizer que não houve nenhuma explosão de violência neste ano", completou ela ao jornal Estado de S. Paulo.
Leia, abaixo, texto da jornalista Hildegard Angeld sobre o papel da Globo na amplificação da violência do Rio: 
Sabendo dessa súbita decisão de se intervir militarmente no Rio, temos que dar o devido crédito à Globo, que fomentou, através de seus veículos, esse clima de horror e insegurança na população do Rio de Janeiro, onde não parece que houve carnaval. Só crimes.
No último mês todos os telejornais da emissora iniciaram com crianças mortas em tiroteios no Rio. Todos. E flagrantes de assaltos. Três ou quatro imagens de celulares, que eles repetiam à exaustão. Carnaval do Recife só tinha frevo. Da Bahia, só axé. Do Rio, só destacaram violência, o carnaval vinha depois. Vergonha. Como os jornalistas da emissora se prestam a isso? Vão arder no mármore do inferno dos comunicadores.
Repetiram com requintes a campanha feita pela emissora contra o governo de Brizola, quando conseguiram satanizar os CIEPS com seu ensino em tempo integral. Projeto do visionário Darcy Ribeiro, que Brizola concretizou, e os jornalões, com grande eco da elite e da classe média, detonaram o que puderam. Findo o governo Brizola, cresceu mato nos Cieps. Foram abandonados, junto com o sonho de uma juventude carente salva das ruas e do crime, através do tempo integral na escola, até sua profissão. Hoje temos aqueles menores – abandonados pela sociedade – feitos bandidos.
E ninguém se lembra. E todos reclamam disso, reclamam daquilo, mas não assumem as próprias responsabilidades, quer como mídia, quer como cidadãos. Reclamar é bom, né? Distancia a imagem de quem reclama do problema e exibe apenas seu dedo acusador. Mas não custa lembrar que, no local do primeiro CIEP, o CIEP modelo, no Panorama Palace Hotel, no Morro do Cantagalo, em Ipanema, o que há hoje é a sede do Criança Esperança. E o que se disse quando lá se instalou a escola para crianças pobres, em local nobre, de grande visibilidade e bem perto da favela do Cantagalo? “Que absurdo! Vão enfiar um monte de pivetes ao lado da casa da gente em Ipanema pra assaltar todo mundo”. Pois é. Parece que “pivete” de Criança Esperança é mais bem-vindo do que os de escola pública. E assim caminha a hipocrisia nacional, até…. esta segunda campanha massiva e obsessiva contra o Rio, com fins e endereço certo: intervenção militar.
Serve bem ao propósito de muitos, que gostam de brincar de guerra, de metralhar cidadãos (pobres e pretos, sobretudo), de matar sem ter que dar satisfação. Afinal, foi aberta a alta temporada de caça, com soldadinhos de chumbo já em marcha em direção à Venezuela… (Com o 247)

A senadora Kátia Abreu afirma que o Michel Temer inventou a intervenção no Rio porque não tinha votos para a Previdência

A senadora Kátia Abreu (sem partido) afirmou que o decreto de intervenção das Forças Armadas na Segurança Pública do Rio de Janeiro é uma medida diversionista de Michel Temer sobre a reforma da Previdência. 
"Temer na verdade inventou esta intervenção para não ter que colocar a reforma da previdência para votar já que iria perder", escreveu a senadora em sua página no Twitter. 
Kátia também criticou a declaração de Temer, de que suspenderia a intervenção, por um ou dois dias, para que seja votada a reforma da Previdência. A Constituição não permite mudanças na Carta enquanto houver intervenção em andamento no País. "Temer dizer que pode cancelar o decreto da intervenção se conseguir 308 votos para voltar a reforma previdenciária é muito desrespeito com a constituição federal", disse a senadora. (Do 247)

Ex-executivo da OAS afirma que o ministro Aloysio Nunes Ferreira sabia do esquema de corrupção nas obras do Rodoanel em São Paulo

O ex-diretor da OAS para obras do Rodoanel Sul em São Paulo, Carlos Henrique Barbosa Lemos, sugeriu que a empreiteira pagou propina ao ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como 'Paulo Preto', com o conhecimento do então chefe da Casa Civil Paulista e atual chanceler Aloysio Nunes Ferreira, a título de "caixa de campanha" e pelo intermédio da empresa Legend Associados, do empresário Adir Assad.
"Ao perceber que Aloysio Nunes Ferreira seguiu especificamente aquilo que havia sido informado por Paulo Vieira de Souza, o depoente não teve dúvidas de que este (Paulo Vieira de Souza) de fato falava em nome do governo de São Paulo", registra o termo de declarações do ex-diretor da OAS, já remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo o relato de Lemos, que busca acordo de delação premiada e prestou depoimento espontâneo no ano passado ao grupo de inquéritos da Polícia Federal (PF) que conduz investigações de políticos com foro no Supremo Tribunal Federal (STF), "Paulo Vieira de Souza exigia que todas as empreiteiras efetuassem o pagamento a título de formação de caixa de campanha no valor de 0,75% sobre cada recebimento da Dersa". A Dersa é uma empresa de economia mista para logística e transportes controlada pelo governo do Estado de São Paulo.
O ex-diretor da OAS contou que os supostos valores pagos a Paulo Preto eram posteriormente lançados no centro de custo da obra, e que ele sabia que o setor financeiro da OAS utilizava doleiros para disponibilizar a entrega de dinheiro ao então diretor da Dersa.
As informações são de reportagem de André Guilherme Vieira no Valor. (Com o 247)

Ciro Gomes fará caravanas para fortalecer candidatura

O pré-candidato a presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, percorrerá entre os dias 1 e 3 de março 14 municípios da região do Cariri-Ceará. Será a primeira fase de uma série caravanas que pretende atravessar todo o Estado ao lado do irmão Cid Gomes, segundo informações do jornal local O Povo. O objetivo de Ciro é se firmar como alternativa aos principais pré-candidatos, que também dominam na região: Lula e Bolsonaro.
 
Segundo levantamento do Datafolha, divulgado no final de janeiro, sem o ex-presidente Lula na disputa eleitoral, o deputado Jair Bolsonaro (PSC) aparece na primeira posição com 18% das intenções de voto. Em seguida aparece Marina Silva com 13%, Ciro gomes (10%), Geraldo Alckmin e o apresentador Luciano Huck empatados com 8%. 
 
O que chama atenção, entretanto, na pesquisa feita sem incluir Lula é o aumento de dez pontos no total de pessoas que votariam branco ou nulo, alcançando 32% do eleitorado. Em um eventual segundo turno sem o ex-presidente o cenário é ainda mais grave, com brancos e nulos chegando a quase 70% entre os pesquisados.
 
O dado revela a falta de motivação do eleitorado com os atuais nomes políticos, e esse deverá ser o maior desafio de Ciro Gomes, não apenas se firmar como alternativa a Lula e Bolsonaro. Além disso, o ex-governador do Ceará parece paralisado na colocação da série de pesquisas que o Datafolha vem realizando desde o ano passado. Em setembro, em um cenário sem a participação de um candidato do PT, Ciro já contava com 10% das intenções de voto. 
 
Para conseguir ampliar seu eleitorado durante a "Caravana 12", como ficou batizada, com o número do partido, Ciro irá contestar às reformas promovidas pelo governo Michel Temer (MDB). e os níveis de desemprego. Sobre a "paralisia" nas pesquisas eleitorais, o presidente do PDT-CE, deputado André Figueiredo respondeu para o jornal O Povo que a candidatura de Ciro, tem crescido sim, entre 1% e 1,5%, e que é preciso analisar o contexto:
 
"Fora Lula e Bolsonaro, todos os outros estão no mesmo patamar, então o Ciro tem uma consistência de crescimento, que com essa estratégia deve crescer, principalmente com a massificação no Interior”, disse acrescentando como qualidade que poderá favorecer o candidato do seu partido a capacidade "formadora de opinião" de Ciro. 
 
“O que temos visto nas pesquisas é muito isso, então temos convicção de que o Ciro é um forte candidato ao segundo turno. Estamos trabalhando para isso.”
 
Uma matéria do jornal El País, publicada nesta quinta-feira (15), analisa também que Ciro precisará medir forças com Alckmin e Marina Silva. Ao mesmo tempo, os três candidatos precisam afastar Bolsonaro e a possível figura de um "outsider" que representaria o novo para conseguir angariar os votos dos insatisfeitos com os atuais nomes. 
 
A reportagem destaca que, segundo pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva, 93% da população acha que é preciso formar novas lideranças políticas, só assim o país conseguiria mudar. Além disso, 96% responderam que não se sentem representados por nenhum político em exercício.
 
Alguns analistas acreditam que Ciro poderá ser o maior beneficiado no Nordeste pela ausência de Lula nestas eleições. De fato, o último levantamento do Datafolha, as principais candidaturas que seriam impulsionadas com a saída de Lula nestas eleições são a de Marina, que passa de 8% para 13% e Ciro Gomes, de 6% para 10%. As candidaturas de Alckmin e Huck também sobem, mas pouco, de 6% para 8%. 
 
Vale destacar que, em março do ano passado, durante o discurso de inauguração popular da transposição das águas do Rio São Francisco, o ex-presidente Lula apontou Ciro Gomes entre as lideranças políticas que ajudaram o megaprojeto a sair do papel.
 
“Outro companheiro a quem tenho a maior lealdade e o maior respeito, e eu sei que a Dilma tem, é o companheiro Ciro Gomes que colocou o projeto debaixo do braço e eu sei a quantidade de brigas que ele enfrentou", disse Lula para uma plateia de milhares em seu principal reduto eleitoral.  
 
Estratégia partidária 
 
Além de tentar impulsionar a candidatura de Ciro, com a caravana no Ceará o PDT busca usar a força local do ex-governador para alavancar uma chapa forte para deputados estaduais e federais. 
 

O partido já está em conversas com prefeitos do interior cearense e deputados estaduais para aumentar o número de filiados.  (Do GGN)

Governo Federal decreta intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro

Após a decisão do governo federal de decretar intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, todos os órgãos de segurança serão comandados pelo Comando Militar do Leste (CML), liderado pelo general Walter Souza Braga Netto.

A partir desta sexta, portanto, Braga Netto encabeçará as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e a área de inteligência do estado. Além disso, será responsável por tomar todas as medidas necessárias para combater o crime organizado. Na prática, o oficial vai substituir o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), na área de segurança.


A decisão de decretar intervenção na segurança público do Rio de Janeiro foi tomada pelo presidente Michel Temer durante a madrugada. O decreto que oficializará a medida será publicado ainda nesta sexta e tem validade imediata. (Do MSN Notícias)

O jornalista Reinaldo Azevedo afirma que os antipetistas estão desesperados

O jornalista Reinaldo Azevedo afirmou nesta sexta-feira, 16, que a direita está desesperada, mesmo com o ex-presidente Lula condenado em segunda instância e ameaçado de ser preso. 
"Que coisa! É Lula quem está a depender de uma decisão do STF para não ser preso antes do trânsito em julgado de sentença condenatória, mas quem vive seu patético momento é o campo não petista. E aí vale tudo. Até apelar a Luciano Huck, que não viria de táxi, mas de avião movido a BNDES...", diz ele artigo. 
"Não me surpreende. Política não se esgota na matemática. Também não é inteiramente explicável pela lógica. Mas pobre do tolo que desprezar o saber objetivo em favor de achismos, impressões e estreitezas ideológicas. Análise política, por sua vez, não é profecia, jogo de búzios, arcanos de tarô. Andará bem aquele que fizer seus diagnósticos e prognósticos levando em conta os valores que estão sendo agredidos ou incensados", acrescenta.
"E Lula chegou a roçar o patamar dos 40%. Não obstante, o campo centrista que se opõe ao PT insiste em ignorar as conquistas do governo Temer e se nega a fazer a politização virtuosa do desmonte das armadilhas do petismo. Não há salvação (a palavra é essa) fora de uma candidatura que sustente esse legado", afirma o jornalista. 

O morro ameaçou descer, então o Michel Temer chama o general

Atendendo a um pedido do governador Luiz Fernando Pezão (MDB), Michel Temer decidiu decretar a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio. 
O decreto será assinado hoje e dá poderes irrestritos para o general Braga Netto, chefe do Comando Militar do Leste, sobre todas as forças de segurança do estado, incluindo as polícias Militar e Civil, e o autoriza a tomar as medidas que achar necessárias para conter a ação do crime organizado no Rio. 
A medida foi anunciada menos de uma semana depois que moradores da Rocinha avisaram o Supremo Tribunal Federal (STF) de que se determinasse a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado sem provas em segunda instância, o "morro ia descer". 
Pelo artigo 60 da Constituição, enquanto o decreto de intervenção estiver em vigor, o Congresso Nacional não pode aprovar qualquer mudança na Constituição, o que significa a suspensão da articulação para votação da reforma da Previdência. O presidente do Congresso, Eunício Oliveira, deverá convocar uma sessão do Congresso 24 horas após a publicação do decreto para que ele seja votado.
O general Walter Souza Braga Netto assumiu o CML em setembro de 2016, depois que o, então, general Fernando Azevedo e Silva deixou o posto e assumiu o Estado-Maior. Natural de Belo Horizonte, o general, ao longo de sua carreira, comandou o 1º Regimento de Carros de Combate e foi chefe do Estado-Maior da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e do Comando Militar do Oeste.
Além da atuação no Rio de Janeiro, o general também foi uma das lideranças que integrou a ação que envolveu as Forças Armadas no Espírito Santo, em fevereiro de 2017. Na ocasião, foi realizado um reforço na segurança em municípios daquele estado devido ao aumento da violência, batizada de "Operação Capixaba" — à época, reivindicado melhores condições de trabalho, parentes de policiais militares acamparam em frente aos batalhões, impedindo a saída dos agentes de segurança.
O presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maira Rangel, criticou a medida. (Com o 247)

A Petrobras vai pagar US$ 26 mil por jantar em homenagem ao Sérgio Moro

A Petrobras juntou-se aos patrocinadores do jantar em que o juiz Sergio Moro e o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg serão homenageados pela Brazilian-American Chamber of Commerce, em maio. Pagará US$ 26 mil por uma das mesas do evento.
Fracasso de vendas, até a chegada da Petrobras, apenas sete patrocinadores haviam se apresentado para bancar as mesas principais do jantar em que a Brazilian-American Chamber of Commerce homenageará o juiz Sergio Moro e o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg como personalidades do ano, em maio. Bradesco, Itaú BBA e Santander estão entre os confirmados.
As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo. (Com o 247)

O maior jornal alemão afirma que o Jair Bolsonaro é mentiroso e quem votar nele estará votando contra a democracia

Duetsche Welle - Sobre Jair Bolsonaro ouve-se e lê-se com frequência que ele é o Donald Trump do Brasil. Isso talvez seja um pouco cruel – com Trump. Além disso, é errado. Sem dúvida há paralelos entre o presidente dos Estados Unidos e o brasileiro candidato à Presidência, escreve o Süddeutsche Zeitung, maior jornal alemão. 


Ambos xingam contra minorias e jornalistas, consideram o homem branco o ápice da criação, aparentemente passam grande parte do dia tuitando besteiras e são, de qualquer forma, contemporâneos desagradáveis. Mas se isso bastasse para ser um novo Trump haveria milhões de Trumps por aí. Sobretudo porque Bolsonaro, de 62 anos, diferencia-se radicalmente do principiante da política em Washington: ele não é um iniciante, um antipolítico. (…) Durante quase três décadas quase ninguém levou a sério o deputado Bolsonaro, afora sua clientela radical. A novidade agora é que ele tenha encontrado ouvidos para as suas tiradas.

Bolsonaro nasceu em 1955 numa pequena cidade de São Paulo. Seu pai lhe deu o segundo nome de Messias. Combina com a sua autoencenação: cristão, próximo do povo, duro, honesto, incorruptível. Tirando o seu fervor ultracatólico, o resto é tudo mentira. Bolsonaro é dono de imóveis de luxo, que ele jamais poderia ter comprado com o salário de deputado. Apesar disso, ele incita ódio contra a elite corrupta. De forma bizarra, ele atinge com esse discurso justamente os brasileiros mais ricos e instruídos: a elite. Esses têm até outubro para entender que cada voto para esse messias de direita é um voto contra a democracia.

A grande reação no carnaval leva incerteza de impunidade à Globo

A reação popular à cobertura de carnaval da Globo é uma notícia importante para o ano politico de 2018.
Sabemos qual será o lamentável espetáculo que nos aguarda após a Quarta-Feira de Cinzas.
A caçada a Lula será intensificada, seja em novas condenações, pressões mais duras para que seja preso e impedido de registrar a candidatura. Tudo na linha de ataque sistemático, como a planejada por Carlos Lacerda contra Juscelino, em 1955:  impedir o registro; depois a campanha; depois a vitória; por fim a posse.
Tudo com apoio da Globo, onde Mirian Leitão avisa que a Lava Jato deve intensificar-se nos próximos dias. Sabemos o que ela quer dizer com isso, certo?
 Ao transformar a cobertura do carnaval numa luta política, milhões de brasileiros e brasileiras deixaram claro que não pretendem assistir a tudo de cabeça baixa, sem reagir nem combater por eleições que não sejam uma fraude.
Nessa conjuntura, o Carnaval foi um rito de passagem para um ano menos estável e menos previsível para aqueles que conspiram contra os direitos do povo.
A Globo perdeu a certeza da impunidade.  
Sabe aquela conversa do cala a boca já morreu? O povo mostrou o que é isso – na prática, não na boca da presidente do STF Carmen Lúcia, sempre cercada de personalidades globais.  
É certo que, como cidadãos, precisamos reconhecer um fato determinante de nossa realidade política.
Enquanto o país não tiver força para fazer cumprir a previsão constitucional que proíbe o monopólio dos meios de comunicação e desmanchar Rede Globo, iremos conviver com uma ditadura midiática com poucos similares no planeta.
Mas a virada na linha de cobertura do Carnaval mostrou que o país vive outra realidade política e a Globo terá de se adaptar a ela.
Não deixará de ser arrogante na postura, nem reacionária em seu projeto político.
Seguirá autoritária em sua relação com o conjunto da sociedade, reforçando essa tendência na medida em que assume a perspectiva de Estado Mínimo, projeto de sociedade incompatível com um regime de liberdades democráticas.  
Também tentará nos manipular sempre que possível, embelezando propostas que só beneficiam 1% da população como se fossem caminhos que beneficiam toda sociedade.
Só não pode agir como se ignorasse que o Brasil é um país diverso, com interesses e opiniões contraditórias.
Perdeu o direito de fingir que uma fatia imensa da população – que detesta a Globo, em fatias ou na versão integral -- não tem importância econômica, social e política, e pode ser marginalizada, desprezada, como aqueles brasileiros sem emprego, sem programas sociais, sem bem-estar, que voltaram as ruas depois do golpe que ela apoiou, festejou e defende 24 horas por dia.    
Esta foi a mensagem produzida por cada um dos homens e mulheres que fez questão de demonstrar a indignação em função da cobertura vergonhosa dos primeiros dias do desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.  
Milhões não baixaram a cabeça diante de um espetáculo que era uma fraude e um insulto.
Em poucas horas submeteram um dos maiores monopólios de TV do mundo a um inferno de críticas, ataques, palavrões, análises sociológicas, xingamentos, o que você quiser. 
O carnaval de 2018 não será lembrado como uma festa de samba, suor e cerveja, mas por um combate político nobre, o mais importante numa sociedade que não abre mão de viver numa democracia.
Foi uma luta pelo direito à verdade -- e sabemos quem venceu.  (Do 247)