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Por causa da Lava Jato as empreiteiras perdem mais R$ 55 bilhões e demitem mais de 500 mil trabalhadores

Acusadas de corrupção pela Lava Jato e em meio à recessão econômica agravada nos últimos anos em decorrência das políticas do governo Michel Temer, as seis maiores empreiteiras nacionais, responsáveis pelos principais projetos de infraestrutura do país, acumulam prejuízos da ordem de R$ 55 bilhões desde 2015. Além da queda no faturamento, que foi reduzido de R$ 77 bilhões para R$ 22 bilhões, um outro efeito derivado da Lava Jato atingiu diretamente os trabalhadores. Sem recursos, a Odebrecht, Constran, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Mendes Júnior e Camargo Corrêa responderam por 200 mil, das 500 mil demissões, registradas pelo setor de construção civil durante o período.
Os impedimentos legais, que levaram muitas destas empresas a serem impedidas de participarem de licitações, escassez de investimentos em grandes projetos devido à crise econômica, fez com que as empreiteiras buscassem alternativas, seja pela criação de novas empresas para ficarem fora do radar da Lava Jato, oferecimento de descontos, maior inserção no mercado internacional – apesar de muitas delas também estarem sob investigação em diversos países.
Ainda assim, os prejuízos persistem, uma vez que os problemas financeiros e jurídicos não foram resolvidos. A Queiroz Galvão tenta negociar uma dívida da ordem de R$ 10 bilhões junto a diversas instituições financeiras. A Andrade Gutierrez não conseguiu uma fatura de US$ 500 milhões cobrada por credores internacionais e Mendes Júnior ainda não conseguiu fazer valer os eu plano de recuperação judicial, elaborado em 2016. A maior empreiteira brasileira, a Odebrecht teve dificuldades para conseguir financiamentos necessários para tocar a empresa, o que só foi obtido em maio.
Somente a Odebrecht, que assinou na semana passada um acordo de leniência com as autoridades, viu o seu faturamento despencar de de R$ 57,9 bilhões, em 2015, para R$ 11 bilhões em 2017. Segundo o presidente da construtora, Fabio Januário, até 2020 a empresa planeja disputar projetos da ordem de US$ 490 bilhões, 70% deles localizados no exterior. Dos 200 mil demitidos pelas seis maiores empreiteiras desde 2015, a Odebrecht desligou cerca de metade deste pessoal. (Com o 247)

Leonardo Sakamoto afirma corretamente que o Jair Bolsonaro defende os assassinos do Massacre de Eldorado dos Carajás

O escritor e jornalista Leonardo Sakamoto publicou em seu blog um artigo denunciando o deputado federal e pré-candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, que defendeu os policiais que participaram do Massacre de Eldorado dos Carajás no exato local dos 19 assassinatos nesta sexta (13). ''Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST, gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para não morrer'', disse Bolsonaro.
Sakamoto explica que o Massacre de Eldorado dos Carajás foi o palco da execução de 19 sem-terra e deixou mais de 60 feridos em uma ação violenta da Polícia Militar para desbloquear a rodovia PA-150, no Sudeste do Pará, no dia 17 de abril de 1996. Um mês antes, a fazenda Macaxeira, em Curionópolis (PA), havia sido ocupada por mais de 1,2 mil famílias sem-terra. 
"O Brasil desmemoriado talvez não se lembre do que foi o massacre, o horror sentido país afora e a vergonha internacional que isso nos causou. Para quem se lembra, a imagem de um político atacando os sem-terra mortos em seu memorial como parte de uma estratégia de campanha para ganhar espaço na mídia, buscar votos de certos fazendeiros e policiais e receber chuvas de likes de gente desinformada soa como ignomínia. Visitei o memorial pelos mortos diversas vezes. Deveria ser um local de reflexão sobre nossa ignorância, não um espaço para que ela aflorasse", lamenta Sakamoto 

A jornalista Miriam Leitão, comentarista de economia na Globo, demonstrou não saber fazer conta elementar e é corrigida por economista

Numa reunião interna na Globonews, a jornalista da área de economia Miriam Leitão demonstrou incômodo com colegas "economistas" e acadêmicos que, segundo ela, têm ocupado espaço demais na emissora com o que considera pautas banais do tipo "seu bolso", "seu dinheiro" etc, relata o jornalista de TV Ricardo Feltrin.
A comentarista criticou diretamente Samy Dana, do programa Conta Corrente, que vai ser extinto. Ela sugeriu que sua forma de apresentar e discutir economia é mais didática e deu um exemplo de como deveria ser feito: “se a (produção da) indústria cai 10% e depois sobe 10% voltou a ser o que era. Precisa mostrar o histórico e mostrar que nada mudou”.
Samy Dana, que é PhD em economia, rebateu: "Se você perde 20% de R$ 100, você passa a ter R$ 80. Se se depois ganhar 20%, você não terá novamente seus R$ 100, e sim R$ 96. Ou seja, terá 4% a menos".

No dia 15 de agosto entidades irão promover marcha à Brasília para registrar a candidatura do ex-presidente Lula

"O PT, movimentos sociais e entidades sindicais promoverão no dia 15 de agosto uma grande marcha a Brasília, para acompanhar o registro da candidatura de Lula a presidente da República no Tribunal Superior Eleitoral. Espera-se a participação de milhares de pessoas que sairão em marcha de cidades do entorno de Brasília até o centro administrativo da capital federal", informa o Boletim da Resistência. (Com o 247)

Leia abaixo:

Boletim 143 – Comitê Popular em Defesa de Lula e da Democracia

Direto de Curitiba – 11/7/2018 – 21h

1. Centrais sindicais, movimentos sociais e partidos realizarão na próxima sexta-feira (13) um dia de mobilização contra a 'guerra jurídica' para impedir a libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com panfletagem pelo Brasil, o objetivo é fazer um "esquenta" para o dia 15 de agosto, quando será registrada a candidatura de Lula a presidente da República. Leia mais: http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/07/centrais-fazem-atos-a-partir-de-sexta-contra-os-desmandos-do-trf4
2. O PT, movimentos sociais e entidades sindicais promoverão no dia 15 de agosto uma grande marcha a Brasília, para acompanhar o registro da candidatura de Lula a presidente da República no Tribunal Superior Eleitoral. Espera-se a participação de milhares de pessoas que sairão em marcha de cidades do entorno de Brasília até o centro administrativo da capital federal. Assista ao vídeo: http://www.pt.org.br/grande-ato-vai-marcar-o-registro-de-lula-no-dia-15-de-agosto/
3. Pela manhã, sob temperatura de 8º, os militantes da resistência Vigília #LulaLivre deram o "Bom Dia" ao Lula, preso político na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba há 96 dias. Após a atividade, houve roda de conversa com sindicalistas sobre a chamada Reforma Trabalhista, que, depois de um ano de sua aprovação, além de não reduzir o desemprego, resultou na precarização de todos os direitos dos trabalhadores.
4. O programa #DemocraciaEmRede realizou a Quarta Sindical, enfocando os efeitos do golpe de 2016 contra a classe trabalhadora. Apresentado por Márcio Kieller, secretário da CUT-PR, o entrevistado foi Edilson José Gabriel, vice-presidente licenciado da entidade. O sindicalista falou sobre a conjuntura e os impactos do golpe na classe trabalhadora.
5. O ato de boa tarde a Lula, na praça Olga Benário, foi comandado pelo bancário Edilson José Gabriel. Já a roda de conversa vespertina foi conduzida por Joice Aragão, médica pediatra e sanitarista do Rio de Janeiro. O tema abordado foi a "A história do SUS e a sua autoridade", assunto que adquire importância num momento em que o atual governo enfraquece as políticas públicas de saúde e privilegia planos de saúde privados.
6. No domingo (15) a Vigília Lula Livre completará 100 dias de resistência. São pessoas que se dedicam há mais de três meses a lutar contra a injustiça promovida contra o ex-presidente Lula. Também são essas pessoas que ajudam a fortalecer a batalha pelo restabelecimento da democracia no Brasil. Para manter viva a luta, a Vigília necessita de doações de cobertores, alimentos, casacos e também contribuições financeiras, que podem ser doadas pelo site https://vigilialulalivre.pt.org.br/cli/#/
Boletim 143 – Comitê Popular em Defesa de Lula e da Democracia

Direto de Curitiba – 11/7/2018 – 21h

No dia 13 de julho a CUT fará atos para denunciar os desmandos da Justiça e pedir o Lula livre

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) diz que sexta-feira (13) tem luta em todo o Brasil.
"É dia de denunciar ao País inteiro, mais uma vez, a perseguição e a prisão política impostas ao ex-presidente Lula. A CUT e centenas de entidades ligadas aos movimentos sociais, partidos políticos e demais centrais sindicais vão fazer atos para marcar o Dia Nacional de Mobilização contra os desmandos do juiz Sergio Moro e dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4)", afirma a entidade em seu site. "Foram esses magistrados que, à revelia da lei, da Constituição e do Estado de Direito, mantiveram Lula preso, sequestrado, mesmo após o desembargador Rogério Favreto ter determinado a soltura (em três despachos) do ex-presidente no domingo (8)", acrescenta.
O ato principal ocorrerá em Porto Alegre, em frente à sede do TRF4, às 18h. Nos demais estados, mobilizações e panfletagens estão programadas.
De acordo com Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, é tarefa da instituição, "neste momento, lutar para ver Lula em liberdade e na disputa eleitoral, fazendo valer o direito do povo brasileiro de votar em seu maior líder, o único capaz de resgatar os direitos sociais e trabalhistas usurpados pelo ilegítimo Michel Temer desde o golpe em 2016". "Eleger o nosso maior líder presidente da República, mais uma vez, é a maior garantia de que poderemos recuperar os direitos trabalhistas e sociais roubados pelo governo golpista e de que o Brasil poderá voltar ao caminho do crescimento, com democracia, empregos, igualdade e justiça social", acrescenta.
Segundo ele, as bases CUTistas estão convocadas a se somarem às mobilizações organizadas pelos movimentos sociais, partidos e centrais para denunciar as manobras políticas e jurídicas de Moro e dos desembargadores do TRF4.
Documento enviado pela Central para convocar a militância da CUT para o dia 13 de julho destaca que “Lula foi condenado sem que tenha cometido nenhum crime, depois foi preso, apesar de ter direito à liberdade até o processo ser julgado em última instância, e agora não foi solto por uma sequência de manobras de Moro, da PF e do TRF4, numa clara afronta ao Estado Democrático de Direito”,
“Queremos a revogação das medidas do governo golpista, como a reforma trabalhista, a retomada do crescimento com geração de emprego de qualidade, além das reformas estruturais necessárias para fortalecer a democracia e assegurar o desenvolvimento sustentável”, diz trecho do documento.
Para o secretário-geral da CUT, Lula é o único candidato capaz de colocar em prática o projeto defendido pela Central para as eleições deste ano.
"Lula foi o presidente que mais fez pelo povo brasileiro, por isso, essa mobilização não é só em defesa dele, mas em defesa do nosso País, do futuro do Brasil", ressalta Sérgio.
"É uma luta por direitos e pela democracia, por justiça social, por um País para todos. Lula não será libertado pelos tribunais, será libertado pelas pessoas nas ruas, é nas ruas que vamos garan­tir a liberdade do presidente Lula."
*Com informações da CUT

O ministro Marco Aurélio afirma que o Sérgio Moro agiu fora da Lei contra o ex-presidente Lula

Para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, caberia apenas ao Ministério Público Federal (MPF) e não ao juiz Sérgio Moro, questionar a decisão do desembargador Rogério Favreto, que determinou a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"O TRF é o revisor dos pronunciamentos da primeira instância. O titular da décima-terceira vara (Moro) nada tem a fazer. A parte que pode insurgir-se, no caso, é o Ministério Público", afirmou o ministro à colunista Cristina Lemos, do R7. "Decisão judicial, cumpra-se", acrescentou.
À colunista, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, uma das figuras de defesa mais conhecidas do país, também classificou a atuação de Moro no episódio como "absurda" e "fora dos padrões do Direito". "Um juiz descumprir a decisão de um desembargador é ridículo", disse o advogado, para quem o caso aponta "desajuste" no TRF4 de Porto Alegre.
Mesmo após três despachos do desembargador Fraveto, no domingo (8), sua determinação não foi cumprida. Primeiro por orientação do juiz de primeira instância Sérgio Moro e depois, do relator do TRF4 que endossou a condenação de Lula, Gebran Neto. À noite, o presidente do TRF4, Carlos Eduardo Thompson Flores, determinou a suspensão do habeas corpus que concedia a liberdade à Lula.
Na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a avaliação de ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é que Moro "escorregou numa casca de banana" ao reagir à decisão de Fraveto e "pisou em falso" ao ordenar que a Polícia Federal não acatasse a ordem de soltura de Lula. Além de reforçar a tese de que atua de maneira parcial contra Lula, a insubordinação de Moro será explorada em ações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para pedir punição ao juiz e pela defesa de Lula nos recursos às cortes superiores. (Da RBA)

O apresentador José Luiz Datena desiste de candidatura e volta apresentar programa na Band

O apresentador da TV e da Rádio Bandeirantes José Luiz Datena anunciou oficialmente nesta segunda-feira (9) a sua desistência da candidatura ao Senado. O jornalista  chegou a lançar sua pré-candidatura pelo DEM e tinha até 6 de julho para sair da TV com o objetivo de participar das eleições deste ano.

"Deixa eu falar uma coisa aqui. É claro que aparecendo na televisão como estou aparecendo agora fica eliminada qualquer possibilidade de eu ser candidato a qualquer cargo eletivo na República Federativa do Brasil. Como eu deveria ser candidato ao Senado brasileiro, é claro que tomar decisão é uma coisa muito difícil porque é extremamente solitário porque você ouve muita gente, mas quem decide é você", disse o apresentador na abertura do programa "Brasil Urgente".

"Eu devo explicações primeiro a Deus, depois à minha família e ao meu público, que me acompanha ao longo desse tempo todo. Dessa vez, eu cheguei tão perto, cheguei a ficar dois domingos sem trabalhar, estava realmente decidido ser candidato ao Senado aqui em São Paulo, mas o problema de desistir é que às vezes você desiste tão perto de conseguir um objetivo", complementou. (Com o 247)

O presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, mantém o ex-presidente Lula preso

A decisão do desembargador Rogério Favreto chegou às 17h52 à Polícia Federal determinando a soltura do ex-presidente Lula. Segundo os policiais, o prazo de uma hora conta a partir deste momento e o que acontece neste instante é uma verdadeira guerra de nervos, em que policiais tentam obter obter uma determinação do presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, impedindo a liberdade de Lula, que vem sendo mantido como preso político há mais de três meses. Legalmente, Thompson Flores não tem poderes para cassar o habeas corpus concedido por Favreto, mas o Brasil hoje uma anarquia jurídica e Thompson foi ao TRF4 para tentar manter Lula preso.(Com o 247)

Abaixo, reportagem da Reuters sobre o caso:
SÃO PAULO (Reuters) - O desembargador Rogerio Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, voltou a determinar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja solto neste domingo, e deu prazo até pouco depois das 17h para que a Polícia Federal cumpra a decisão e solte o ex-presidente.
Lula está preso em Curitiba desde abril para cumprir pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá.
O despacho mais recente de Favreto vem depois de o relator do processo do tríplex na corte, João Pedro Gebran Neto, decidir que petista seguisse preso, por entender que Favreto, que está respondendo pelo plantão da corte, foi induzido ao erro ao deferir o pedido liminar feito por parlamentares do PT.
Favreto negou ter sido induzido ao erro e insistiu ter competência para determinar a libertação de Lula por estar no plantão da corte neste domingo e disse que não deve subordinação a outro colega, mas apenas aos tribunais superiores.
"Reitero o conteúdo das decisões anteriores, determinando o imediato cumprimento da medida de soltura no prazo máximo de uma hora, face já estar em posse da autoridade policial desde às 10h, bem como em contado com o delegado plantonista foi esclarecida a competência e vigência da decisão em curso. Assim, eventuais descumprimentos importarão em desobediência de ordem judicial, nos termos legais", escreveu Favreto em despacho das 16h12.
"Não há qualquer subordinação do signatário a outro colega, mas apenas das decisões às instâncias judiciais superiores, respeitada a convivência harmoniosa das divergências de compreensão e fundamentação das decisões, pois não estamos em regime político e nem judicial de exceção", acrescentou.
Na decisão, Favreto também determinou que as manifestações do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelo caso na primeira instância, sejam enviadas à corregedoria do TRF-4 e ao Conselho Nacional de Justiça para apuração de eventual falta funcional do magistrado. Mais cedo, Moro se negou a cumprir a primeira decisão de Favreto pata soltar Lula e, dizendo-se orientado pelo presidente do TRF-4, pediu manifestação de Gebran Neto, que posteriormente revogou a liminar concedida por Favreto. 

O ex-presidente Lula passa por exames para ser solto

Depois de ser mantido por mais de três meses como preso político, para não disputar uma eleição presidencial que ele vence com facilidade, segundo apontam todas as pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa por exame de corpo de delito para finalmente ser solto, por determinação do desembargador Rogério Favreto, do TRF-4.
De férias, em Portugal, Sergio Moro tentou impedir a libertação de Lula, mas sua arbitrariedade foi denunciada por 125 juristas e um grupo de advogados pela democracia chegou a pedir sua prisão por desacato. Moro foi seguido pelo desembargador João Pedro Gebran, que também chamou para si o processo, sem ter direito a isso. Segundo os 125 juristas pela democracia que assinaram o manifesto, Moro e Gebran demonstraram que são parciais e, portanto, suspeitos, para julgar o ex-presidente Lula.
Se vier a ser libertado, Lula poderá agora organizar a sucessão presidencial e impedir o prosseguimento do maior assalto às riquezas nacionais em 518 anos de história, evitando a entrega do pré-sal e de empresas estratégicas como a Embraer. O golpe de 2016, que derrubou a presidente Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade, e pretende evitar que Lula seja candidato, tem como finalidade maior entregar às multinacionais do petróleo a maior descoberta energética dos últimos 50 anos, que é justamente o pré-sal. (Com o 247)

João Pedro Gebran Neto, aliado de Sérgio Moro, mantém o ex-presidente Lula preso

Em mais um lance na crise institucional deste domingo (8), o relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4),João Pedro Gebran Neto expediu um despacho há poucos instantes que tem por objetivo revogar a decisão do desembargador Rogerio Favreto, que concedeu habeas corpus ao ex-presidente pela manhã. Há questionamentos jurídicos de Gebran tem autoridade para revogar a decisão do desembargador de plantão. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reagiu imediatamente, e afirmou num twitter que a decisão é ilegal e que estão "rompidas as garantias constitucionais e do direito.
O twitter de Hoffmann: "Gebran, o relator em férias, que não está no plantão e portanto não tem autoridade para determinar qq ação judicial, em conluio com a PF, quer manter Lula preso! Rompidas as garantias constitucionais e do direito! Todos a Curitiba, todos as ruas!"
"DETERMINO que a autoridade coatora e a Polícia Federal do Paraná se abstenham de praticar qualquer ato que modifique a decisão colegiada da 8ª Turma", diz o texto assinado por Gebran que aprofunda a crise institucional. 

Gebran, o relator em férias, que não está no plantão e portanto não tem autoridade para determinar qq ação judicial, em conluio com a PF, quer manter Lula preso! Rompidas as garantias constitucionais e do direito! Todos a Curitiba, todos as ruas!

O TRF-4 manda soltar o ex-presidente Lula. Agora, ele está livre

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região deferiu uma liminar para que o ex-presidente Lula seja solto ainda neste domingo (7). A informação é da colunista Mônica Bérgamo. O desembargador Rogério Favreto acatou habeas corpus apresentado na sexta (6) pelos deputados Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira, do PT, pedindo que ele fosse libertado imediatamente pois não haveria fundamento jurídico para a prisão dele.
O plantão do TRF-4 acaba de confirmar a informação. Segundo o plantonista Luís Felipe Santo, os parlamentares estão agora na sede da Polícia Federal tentando fazer com que a ordem seja cumprida. (Com o 247)

A elite do atraso e contra a democracia vaia o Ciro Gomes e aplaude o fascista Bolsonaro

Duas cenas marcaram o encontro de alguns pré-candidatos com empresários na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta quarta (4) em Brasília: em plena crise da democracia brasileira, Ciro Gomes foi vaiado e Jair Bolsonaro aplaudido de pé. Um evento que concretizou a ideia da "elite do atraso" desenvolvido pelo sociólogo Jessé de Souza. Ciro foi vaiado ao defender a revisão da reforma trabalhista; Bolsonaro foi aplaudido de pé ao subir ao palco e ao defender, durante sua palestra na qual esquivou-se de apresentar qualquer proposta, teses de corte claramente autoritário, que remetem ao fascismo.
Bolsonaro foi aplaudido de pé pelos empresários, assim que subiu ao palco e logo no início de seu discurso quando avisou que, se for eleito, sua primeira providência será "pedir a bênção de Deus ao Brasil". Numa reunião composta em sua esmagadora maioria homens trajando ternos e brancos,  Bolsonaro foi seguidamente aplaudido sem que tenha apresentado sequer um ponto de seu programa de governo. O relato do repórter Afonso Benites de El País é espantoso: "Bolsonaro não precisou mais do que superficialidades para ser aplaudido. Uma das vezes foi quando reforçou o seu discurso de que parte de seu primeiro escalão será ocupado por militares. 'Vou botar generais nos ministérios, sim. Qual o problema? Os anteriores botavam terroristas e corruptos e ninguém falava nada'. Em outro momento, foi quando defendia não levar ideologia para as negociações com o Congresso. 'Não quero botar um busto do Che Guevara no Palácio do Planalto'. Também disse que contará com o apoio dos evangélicos, que são contra a 'ideologia de gênero', e atrairá a bancada ruralista ao qualificar de 'terrorista' o MST (Movimento dos Sem Terra). 'Hoje estão tirando nossa alegria de viver, não podemos mais contar piadas de afrodescendentes, de cearenses, de goianos', disse Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal por injúria e incitação ao racismo."
Impossível não recordar o apoio do empresariado alemão à ascensão de Adolf Hitler na virada dos anos 1920/30 durante a crise da democracia no país e que o levou a assumir o governo em 1933. 
Ciro Gomes não defendeu qualquer ação "revolucionária" do governo. Ciro afirmou que, como presidente, não teria o poder de, sozinho, revogar nenhuma das reformas propostas por Temer, mas afirmou que pretende rediscutir pontos da reforma trabalhista, que ele classificou como "selvageria". Como exemplo, ele citou a possibilidade de trabalho de gestantes em locais insalubres e a regulamentação do chamado trabalho intermitente. Foi o suficiente para ser vaiado. (Com o 247)

A elite do atraso e contra a democracia vaiam o Ciro Gomes e aplaudem o fascista Bolsonaro

Duas cenas marcaram o encontro de alguns pré-candidatos com empresários na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta quarta (4) em Brasília: em plena crise da democracia brasileira, Ciro Gomes foi vaiado e Jair Bolsonaro aplaudido de pé. Um evento que concretizou a ideia da "elite do atraso" desenvolvido pelo sociólogo Jessé de Souza. Ciro foi vaiado ao defender a revisão da reforma trabalhista; Bolsonaro foi aplaudido de pé ao subir ao palco e ao defender, durante sua palestra na qual esquivou-se de apresentar qualquer proposta, teses de corte claramente autoritário, que remetem ao fascismo.
Bolsonaro foi aplaudido de pé pelos empresários, assim que subiu ao palco e logo no início de seu discurso quando avisou que, se for eleito, sua primeira providência será "pedir a bênção de Deus ao Brasil". Numa reunião composta em sua esmagadora maioria homens trajando ternos e brancos,  Bolsonaro foi seguidamente aplaudido sem que tenha apresentado sequer um ponto de seu programa de governo. O relato do repórter Afonso Benites de El País é espantoso: "Bolsonaro não precisou mais do que superficialidades para ser aplaudido. Uma das vezes foi quando reforçou o seu discurso de que parte de seu primeiro escalão será ocupado por militares. 'Vou botar generais nos ministérios, sim. Qual o problema? Os anteriores botavam terroristas e corruptos e ninguém falava nada'. Em outro momento, foi quando defendia não levar ideologia para as negociações com o Congresso. 'Não quero botar um busto do Che Guevara no Palácio do Planalto'. Também disse que contará com o apoio dos evangélicos, que são contra a 'ideologia de gênero', e atrairá a bancada ruralista ao qualificar de 'terrorista' o MST (Movimento dos Sem Terra). 'Hoje estão tirando nossa alegria de viver, não podemos mais contar piadas de afrodescendentes, de cearenses, de goianos', disse Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal por injúria e incitação ao racismo."
Impossível não recordar o apoio do empresariado alemão à ascensão de Adolf Hitler na virada dos anos 1920/30 durante a crise da democracia no país e que o levou a assumir o governo em 1933. 
Ciro Gomes não defendeu qualquer ação "revolucionária" do governo. Ciro afirmou que, como presidente, não teria o poder de, sozinho, revogar nenhuma das reformas propostas por Temer, mas afirmou que pretende rediscutir pontos da reforma trabalhista, que ele classificou como "selvageria". Como exemplo, ele citou a possibilidade de trabalho de gestantes em locais insalubres e a regulamentação do chamado trabalho intermitente. Foi o suficiente para ser vaiado. (Com o 247)

O presidente do Vox Populi afirma que a eleição neste ano será decidida entre o Bolsonaro e o PT. O que você acha disso?

Em um artigo publicado na Carta Capital, o sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, aponta que "tudo indica que a atual polarização entre a candidatura do PT e Jair Bolsonaro será mantida e que o segundo turno será travado entre eles".


Para ele, faltando 100 dias para o pleito as pesquisas apontam que será improvável uma mudança radical do cenário atual, apesar de que para alguns analistas "parecer que ela só vai acontecer daqui a um ano".

Para ele, "quem mais se equivocou na compreensão da eleição que vamos fazer em outubro foram os especialistas da "grande" mídia. Alguns foram contidos nas elucubrações, errando com mais discrição. Outros, aqueles que achavam saber de tudo, pisaram feio na bola. Cômicos foram os "analistas" que decretaram o fim de Lula e do PT", diz em referência ao fato de que apesar da perseguição tanto Lula como o PT continuam firmes no páreo.
"Igualmente equivocada foi a ilusão de que Jair Bolsonaro seria uma espécie de Celso Russomano na eleição presidencial, um candidato que começa bem, mas que, quando chega a hora da verdade, desmorona", observa. Hoje, o quadro é oposto: Bolsonaro apresenta nítida tendência de crescimento, enquanto o tucano definha, patinando com menos de um terço das intenções de voto do adversário", completa.
Coimbra também destaca que os possíveis candidatos apoiados por Michel Temer não avançam além de 1% nas intenções de voto e os que se apresentam como "novos" "mal chegam a 2% das intenções de voto". Ele também avalia que a situação de Ciro Gomes e Marina Silva permanece estagnada.
"A 100 dias da eleição, o quadro mais provável é o mesmo que podia ser antevisto nas pesquisas feitas há meses. Tudo indica que a atual polarização entre a candidatura do PT e Jair Bolsonaro será mantida e que o segundo turno será travado entre eles", diz. "Não era difícil estimar esse cenário, pois bastava ouvir com respeito a voz dos eleitores", completa. (Com o 247)
Leia a íntegra da análise. 

Ciro Gomes irá acabar com a reforma trabalhista e devolverá os direitos aos trabalhadores

Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu
BRASÍLIA (Reuters) - O pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, afirmou nesta quarta-feira que, se eleito, vai fazer uma rediscussão da reforma trabalhista aprovada pela gestão do presidente Michel Temer, a qual chamou de "selvageria", nos seis primeiros meses de mandato, com a participação das centrais sindicais.
"Meu compromisso com as centrais sindicais é trazer essa bola de volta ao meio de campo", disse, que completou após ter sido vaiado. "Pois é, vai ser assim mesmo. Se quiserem presidente fraco escolham um desses que vem conversando fiado aqui com vocês."
As declarações de Ciro Gomes foram feitas durante sabatina promovida pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) com os pré-candidatos a presidente. A reforma trabalhista aprovada por Temer foi uma das mais festejadas pelo setor industrial.
O pré-candidato a presidente — o único vaiado no evento até o momento — disse posteriormente que aceitava as vaias, mas fez questão de dizer que cultiva a "autoridade dentro da democracia" e que confiança não é sinônimo de simpatia.
Em entrevista coletiva após a sabatina, Ciro disse que o seu lado é o da classe trabalhadora e destacou que a melhor forma de prestigiá-la é com a classe produtiva também a prestigiando. "Eu tentei mostrar. É assim que vai ser, eu vou proteger o trabalho", reforçou.
O pré-candidato disse não ter se sentido "agredido nem insultado" com as vaias e destacou se tratar de "gente adulta". "Estamos debatendo. Tem alguma coisa que desqualifica isso? Eu vejo isso com a maior naturalidade", avaliou.
Numa cutucada, ele afirmou que "cada um tem o candidato que merece". "Eu, por exemplo, teria muita vergonha de bater palma para Bolsonaro", disse, numa referência ao pré-candidato Jair Bolsonaro, do PSL, líder nas pesquisas de intenção de voto no cenário sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ciro Gomes disse que não se reconhece nas declarações que faz à imprensa. O comentário ocorreu quando ele disse que jamais falou que iria revogar a reforma trabalhista e que não tem poderes para isso.
Ele afirmou ainda que a Previdência no país não é reformável e que será necessário buscar outro modelo. Ele defende que se institua um modelo de capitalização, com um regime de repartição com regra de transição. Cobrou ainda uma unificação das previdências pública e privada.
O pré-candidato defendeu também a realização de uma consulta popular para alterar o regime previdenciário e citou o fato de que 2 por cento dos beneficiários — incluindo juízes, procuradores e políticos — do regime levam 25 por cento dos recursos dos benefícios.
Para Ciro, é preciso se propor reformas nos seis primeiros meses de governo. Ele lembrou que, desde o ex-presidente Eurico Gaspar Dutra, todos os presidentes foram eleitos com o apoio de minoria congressual, e defendeu que é preciso buscar uma convergência da sociedade civil organizada para avançar.
Ciro Gomes recebeu também efusivas palmas ao defender um foco social na atuação de todos. "Vamos botar a mão na cabeça, só ganhar dinheiro é importante, mas temos um povo para alimentar", disse. Ele também foi aplaudido ao defender uma redução da taxa de juros para ajudar o país.
Em sua exposição inicial, o pré-candidato fez um amplo diagnóstico sobre como o país chegou à atual situação. Ele disse que o Brasil não cresce pelo alto endividamento das famílias e das empresas. Ele também citou como dificuldade para fazer o país crescer a grave crise fiscal e a atuação do governo ao atuar no combate à inflação se valendo na taxa básica de juros.
"Na minha opinião, não sairemos disso com a reação tópica às fogueiras do dia a dia. Tabela de frete, dá subsídio, a política de preços", disse. "É mistificação que estamos virando o jogo, estamos afundando", completou.
JUDICIÁRIO
Assim como Bolsonaro, Ciro também fez críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, ministros do STF estão "exorbitando" das suas atribuições.
"O judiciário brasileiro precisa voltar para o seu quadrado, o Ministério Público brasileiro precisa voltar para o seu quadrado", ressaltou, para quem é preciso "restaurar" a autoridade.
Depois, em entrevista coletiva, o pré-candidato afirmou que o "colapso" do poder político, com a desmoralização do presidente e do Congresso tem permitido essa interferência do Judiciário.
"Eu acho que esse estado de anarquia passou dos limites. Tem que restaurar a plenitude do poder democrático. Não é hostilidade a ninguém, mas é cada qual no seu quadrado", reforçou.
Ciro citou uma série de exemplos de interferência do Judiciário, como o fim da cláusula de barreira, determinado pelo STF, para um determinado partido ter direito a representatividade no Congresso. Ele também disse que há um "verdadeiro terrorismo" de jovens promotores nos municípios.
"Parte do Judiciário começa a inovar e adotar parte do sistema anglo-saxão. Não é razoável que uma maioria simples da Suprema Corte legisle em questões centrais do país. Mas isso vai ter que ser resolvido conversando e é a política que vai ter que resolver", destacou.
Mais uma vez, o pré-candidato fez duras críticas ao presidente Michel Temer. Ele falou que a população percebe o poder político como um lugar de ladrões e emendou: "há um quadrilheiro na Presidência da República que eu conheço de longa data e, como tal, foi acusado pelo Ministério Público."