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O jornal The New York Times afirma que o Sérgio Moro jogou a democracia brasileira no abismo

Artigo publicado nesta terça-feira no New York Times, assinado por Mark Weisbrot, aponta que, ao agir de forma partidária, o juiz Sergio Moro colocou a democracia brasileira à beira do abismo.
Ele afirma ainda que o ex-presidente Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por evidências que jamais seriam levadas a sério num sistema judicial independente, como o dos Estados Unidos.
Por fim, Weisbrot diz que se um Poder Judiciário politizado for capaz de barrar o líder político mais importante da história brasileira, o Brasil viverá uma calamidade. (Com o 247)
Leia, abaixo, a íntegra:
WASHINGTON - A regra da lei e a independência do judiciário são realizações frágeis em muitos países - e susceptíveis a reversões bruscas.
O Brasil, o último país do mundo ocidental a abolir a escravidão, é uma democracia bastante jovem, tendo surgido da ditadura há apenas três décadas. Nos últimos dois anos, o que poderia ter sido um avanço histórico - o governo do Partido dos Trabalhadores concedeu autonomia ao judiciário para investigar e processar a corrupção oficial - tornou-se contrário. Como resultado, a democracia brasileira agora é mais fraca do que aconteceu desde que o governo militar acabou.
Esta semana, que a democracia pode ser mais corroída quando um tribunal de apelação de três juízes decidir se a figura política mais popular do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores, será impedido de competir nas eleições presidenciais de 2018 , ou mesmo preso.
Não há muita pretensão de que o tribunal seja imparcial. O presidente do painel de apelação já elogiou a decisão do juiz de julgamento de condenar o Sr. da Silva por corrupção como "tecnicamente irrepreensível", e o chefe de gabinete do juiz postou em sua página no Facebook uma petição pedindo a prisão do Sr. Silva.
O juiz de julgamento, Sérgio Moro, demonstrou seu próprio partidarismo em numerosas ocasiões. Ele teve que pedir desculpas ao Supremo Tribunal em 2016 por divulgar conversas telefônicas entre o Sr. da Silva e a presidente Dilma Rousseff, seu advogado e sua esposa e filhos. O juiz Moro organizou um espetáculo para a imprensa em que a polícia apareceu na casa do Sr. da Silva e levou-o para interrogatório - apesar de o Sr. da Silva ter dito que iria denunciar voluntariamente para interrogatório.
A evidência contra o Sr. da Silva está muito abaixo dos padrões que seriam levados a sério, por exemplo, no sistema judicial dos Estados Unidos.
Ele é acusado de ter aceitado um suborno de uma grande empresa de construção, chamada OEA, que foi processada no esquema de corrupção "Carwash" no Brasil. Esse escândalo de vários bilhões de dólares envolveu empresas que pagam grandes subornos a funcionários da Petrobras, empresa estatal de petróleo, para obter contratos a preços grosseiramente inflacionados.
O suborno alegadamente recebido pelo Sr. da Silva é um apartamento de propriedade da OEA. Mas não há provas documentais de que o Sr. da Silva ou sua esposa já tenham recebido títulos, alugados ou mesmo ficaram no apartamento, nem que tentaram aceitar esse presente.
A evidência contra o Sr. da Silva baseia-se no testemunho de um executivo da OEA condenado, José Aldemário Pinheiro Filho, que sofreu uma pena de prisão reduzida em troca da evidência do estado de viragem. Segundo o relato do importante jornal brasileiro Folha de São Paulo, o Sr. Pinheiro foi impedido de negociar a súplica quando ele originalmente contou a mesma história que o Sr. da Silva sobre o apartamento. Ele também passou cerca de seis meses na prisão preventiva. (Esta evidência é discutida no documento de sentença de 238 páginas).
Mas essa escassa evidência foi suficiente para o juiz Moro. Em algo que os americanos poderiam considerar como um processo de canguru, condenou o Sr. da Silva a nove anos e meio de prisão.

O estado de direito no Brasil já havia sido atingido por um golpe devastador em 2016, quando a deputada do Sr. Silva, Sra. Rousseff, eleita em 2010 e reeleita em 2014, foi acusada e demitida do cargo. A maior parte do mundo (e talvez a maioria do Brasil) pode acreditar que ela foi acusada de corrupção. Na verdade, ela foi acusada de uma manobra contábil que temporariamente fez com que o déficit orçamentário federal fosse menor do que seria de outra forma. Era algo que outros presidentes e governadores faziam sem consequências. E o próprio promotor federal do governo concluiu que não era um crime.

Embora houvesse funcionários envolvidos na corrupção de partidos em todo o espectro político, incluindo o Partido dos Trabalhadores, não houve acusações de corrupção contra a Sra. Rousseff no processo de impeachment.
O Sr. da Silva continua a ser o corredor da frente nas eleições de outubro por causa do sucesso dele e do partido em reverter um longo declínio econômico. De 1980 a 2003, a economia brasileira mal cresceu, cerca de 0,2 por cento anualmente per capita. O Sr. da Silva assumiu o cargo em 2003 e a Sra. Rousseff em 2011. Em 2014, a pobreza foi reduzida em 55% e a pobreza extrema em 65%. O salário mínimo real aumentou 76%, o salário real geral aumentou 35%, o desemprego atingiu níveis recordes e a infame desigualdade do Brasil finalmente caiu.
Mas em 2014, uma profunda recessão começou, e a direita brasileira conseguiu aproveitar a desaceleração para classificar o que muitos brasileiros consideram um golpe parlamentar.
Se o Sr. da Silva for impedido das eleições presidenciais, o resultado poderia ter pouca legitimidade, como nas eleições hondurenhas de novembro, que eram amplamente vistas como roubadas. Uma pesquisa do ano passado descobriu que 42,7% dos brasileiros acreditavam que o Sr. da Silva estava sendo perseguido pelos meios de comunicação e pelo judiciário. Uma eleição não-crivel pode ser politicamente desestabilizadora.
Talvez o mais importante, o Brasil se reconstituirá como uma forma de democracia eleitoral muito mais limitada, em que um judiciário politizado pode excluir um líder político popular de se candidatar a cargos. Isso seria uma calamidade para os brasileiros, a região e o mundo.
Leia, também, o texto original em inglês:
Brazil’s Democracy Pushed Into the Abyss
Brazil, the last country in the Western world to abolish slavery, is a fairly young democracy, having emerged from dictatorship just three decades ago. In the past two years, what could have been a historic advancement ― the Workers’ Party government granted autonomy to the judiciary to investigate and prosecute official corruption ― has turned into its opposite. As a result, Brazil’s democracy is now weaker than it has been since military rule ended.
This week, that democracy may be further eroded as a three-judge appellate court decides whether the most popular political figure in the country, former President Luiz Inácio Lula da Silva of the Workers’ Party, will be barred from competing in the 2018 presidential election, or even jailed.
There is not much pretense that the court will be impartial. The presiding judge of the appellate panel has already praised the trial judge’s decision to convict Mr. da Silva for corruption as “technically irreproachable,” and the judge’s chief of staff posted on her Facebook page a petition calling for Mr. da Silva’s imprisonment.
The trial judge, Sérgio Moro, has demonstrated his own partisanship on numerous occasions. He had to apologize to the Supreme Court in 2016 for releasingwiretapped conversations between Mr. da Silva and President Dilma Rousseff, his lawyer, and his wife and children. Judge Moro arranged a spectacle for the press in which the police showed up at Mr. da Silva’s home and took him away for questioning — even though Mr. da Silva had said he would report voluntarily for questioning.
The evidence against Mr. da Silva is far below the standards that would be taken seriously in, for example, the United States’ judicial system.
He is accused of having accepted a bribe from a big construction company, called OAS, which was prosecuted in Brazil’s “Carwash” corruption scheme. That multibillion-dollar scandal involved companies paying large bribes to officials of the state-owned oil company, Petrobras, to obtain contracts at grossly inflated prices.
The bribe alleged to have been received by Mr. da Silva is an apartment owned by OAS. But there is no documentary evidence that either Mr. da Silva or his wife ever received title to, rented or even stayed in the apartment, nor that they tried to accept this gift.
The evidence against Mr. da Silva is based on the testimony of one convicted OAS executive, José Aldemário Pinheiro Filho, who had his prison sentence reduced in exchange for turning state’s evidence. According to reporting by the prominent Brazilian newspaper Folha de São Paulo, Mr. Pinheiro was blocked from plea bargaining when he originally told the same story as Mr. da Silva about the apartment. He also spent about six months in pretrial detention. (This evidence is discussed in the 238-page sentencing document.)
But this scanty evidence was enough for Judge Moro. In something that Americans might consider to be a kangaroo court proceeding, he sentenced Mr. da Silva to nine and a half years in prison.
The rule of law in Brazil had already been dealt a devastating blow in 2016 when Mr. da Silva’s successor, Ms. Rousseff, who was elected in 2010 and re-elected in 2014, was impeached and removed from office. Most of the world (and possibly most of Brazil) may believe that she was impeached for corruption. In fact, she was accused of an accounting maneuver that temporarily made the federal budget deficit look smaller than it otherwise would appear. It was something that other presidents and governors had done without consequences. And the government’s own federal prosecutor concluded that it was not a crime.
While there were officials involved in corruption from parties across the political spectrum, including the Workers’ Party, there were no charges of corruption against Ms. Rousseff in the impeachment proceedings.
Mr. da Silva remains the front-runner in the October election because of his and the party’s success in reversing a long economic decline. From 1980 to 2003, the Brazilian economy barely grew at all, about 0.2 percent annually per capita. Mr. da Silva took office in 2003, and Ms. Rousseff in 2011. By 2014, poverty had been reduced by 55 percent and extreme poverty by 65 percent. The real minimum wage increased by 76 percent, real wages overall had risen 35 percent, unemployment hit record lows, and Brazil’s infamous inequality had finally fallen.
But in 2014, a deep recession began, and the Brazilian right was able to take advantage of the downturn to stage what many Brazilians consider a parliamentary coup.
If Mr. da Silva is barred from the presidential election, the result could have very little legitimacy, as in the Honduran election in November that was widely seen as stolen. A poll last year found that 42.7 percent of Brazilians believed that Mr. da Silva was being persecuted by the news media and the judiciary. A noncredible election could be politically destabilizing.
Perhaps most important, Brazil will have reconstituted itself as a much more limited form of electoral democracy, in which a politicized judiciary can exclude a popular political leader from running for office. That would be a calamity for Brazilians, the region and the world.

O jornalista Kennedy Alencar afirma que em razão da falta de provas o correto seria absolver o ex-presidente Lula

O jornalista Kennedy Alencar publicou dois artigos sobre o julgamento de Lula no caso triplex nesta segunda (22). Em um deles, ele opinia que, "como há fragilidade jurídica na sentença, o correto seria a absolvição" do ex-presidente. Isso porque, ao contrário do que fez em outros processos, Sergio Moro enviou para a segunda instância uma sentença "quadrada", cuja fragilidade foi escancarada na crítica de inúmeros profissionais da área.
 
No outro artigo, Kennedy aponta que o governo Michel Temer trabalha com a possibilidade de Lula ser candidato, mesmo que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirme a sentença de Moro. 
 
Ele diz que Temer, particularmente, tem sido muito "cuidadoso" com o caso, no sentido de não querer politizar a condenação. Ao contrário disso, o presidente teria dito, em conversa reservada no domingo, que "a posição do procurador da República de Porto Alegre que atuará no julgamento do recurso de Lula sustenta uma tese jurídica diferente do Ministério Público de Curitiba e que isso poderia 'alimentar muitos debates'", ou seja, estender o leque de recursos de Lula contra a condenação.
 
"Leitura política da avaliação presidencial: isso permitiria a possibilidade de discussão de teses jurídicas da parte da defesa de Lula que poderiam adiar a conclusão do julgamento ou levar a um resultado favorável ao petista", apontou Alencar. (Do GGN)
 
Reproduzo os dois artigos abaixo.
 
 
 
Os três desembargadores que julgarão o recurso de Lula terão desafio inédito na Lava Jato, porque analisarão sentença extremamente contestada por boa parte dos juristas e advogados _situação diferente de outras condenações de Moro que chegaram a Porto Alegre.
 
Há margem jurídica para absolvição, o que não é o comum nas sentenças que saem de Curitiba. As sentenças de Moro normalmente chegam redondas a Porto Alegre e são confirmadas na sua grande maioria pelos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre. Agora, os três desembargadores receberam uma bola quadrada.
 
Advogados criminalistas apontam fragilidades na sentença de Moro, como inversão do ônus da prova, condenação por fato que não consta da denúncia e incapacidade de provar a ligação entre a reforma no apartamento com três contratos da OAS com a Petrobras.
 
A decisão do Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, se confirmada ou não, terá forte influência no rumo político do Brasil. Isso aumenta muito a responsabilidade dos desembargadores. Como há fragilidade jurídica na sentença, o correto seria a absolvição.
 
Quem quer uma condenação política e moral de Lula pode fazer isso nas urnas. Portanto, os desembargadores terão de fundamentar melhor as suas decisões, caso optem pela condenação. Diferentemente de casos em que delatores assumiram culpas e apresentaram provas, no processo de Lula, há contestação à condenação de Moro com argumentos jurídicos consistentes.
 
 
 
O presidente Michel Temer tem sido cuidadoso ao analisar política e juridicamente o julgamento do recurso da defesa de Lula no processo do apartamento no Guarujá. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, julgará o recurso nesta quarta.
 
Em entrevista publicada no sábado pela “Folha de S.Paulo”, Temer disse que seria melhor que o petista fosse derrotado nas urnas do que retirado da disputa presidencial por uma decisão judicial. Temer afirmou que isso evitaria uma vitimização do petista.
 
Como é advogado constitucionalista, Temer sabe que essa possibilidade de julgamento nas urnas só seria possível em caso de absolvição do petista. É essa a avaliação jurídica embutida na entrevista à Folha.
 
Em conversa reservada no domingo, Temer disse que a posição do procurador da República de Porto Alegre que atuará no julgamento do recurso de Lula sustenta uma tese jurídica diferente do Ministério Público de Curitiba e que isso poderia “alimentar muitos debates”.
 
Leitura política da avaliação presidencial: isso permitiria a possibilidade de discussão de teses jurídicas da parte da defesa de Lula que poderiam adiar a conclusão do julgamento ou levar a um resultado favorável ao petista.
 
O procurador da República de Porto Alegre que atuará no julgamento desta quarta, Maurício Gotardo Gerum, considera que não ficou provado que três empregados da OAS soubessem que o apartamento do Guarujá seria propina a Lula. A condenação de Moro está basicamente ancorada na palavra de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que é corréu e não tinha a obrigação de dizer a verdade em depoimento, pois não falou na condição de testemunha.
 
Há divergências ainda em relação à acusação de lavagem de dinheiro. Portanto, haveria espaço para uma atuação da defesa de Lula que pudesse levar a um adiamento do julgamento ou a uma decisão favorável, parcial ou integral.

 

No mundo, 82% da riqueza mundial produzida em 2017 ficou nas mãos de 1% da população mais rica

Em todo o mundo, 82% da riqueza mundial produzida em 2017 ficou nas mãos de 1% da população mais rica e as mulheres pobres foram as menos beneficiadas pelo crescimento econômico. A informação foi publicada pela ONG Oxfam em um relatório publicado nesta segunda-feira (22), às vésperas da abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

De acordo com a diretora da Oxfam, Winnie Byanyima, “o boom de bilionários não é sinal de uma economia próspera, mas o sintoma do fracasso do sistema econômico". A declaração foi feita durante a apresentação do relatório, intitulado "Recompensar o trabalho, não a riqueza".

"Exploramos as pessoas que fabricam nossa roupa, que constroem nossos telefones celulares e cultivam os alimentos que comemos para garantir um fornecimento constante de produtos baratos, mas também para aumentar os lucros das empresas e seus ricos investidores", criticou a diretora da organização não-governamental que combate a pobreza, citada em um comunicado.

De acordo com o relatório da Oxfam, 3,7 bilhões de pessoas, ou seja, 50% da população mundial, não beneficiaram do crescimento que o mundo experimentou no ano passado, enquanto o 1% mais rico embolsou 82% da riqueza mundial.

Desde 2010, ou seja, em plena crise internacional após o estouro da bolha financeira em 2008, a riqueza desta "elite econômica" aumentou, em média, 13% por ano, explicou a Oxfam.

Na América Latina, riqueza dos bilionários cresceu US$ 155 bilhões

O pico foi alcançado entre março de 2016 e março de 2017, período em que "se produziu o maior aumento na história do número de pessoas cuja fortuna supera o bilhão de dólares, a um ritmo de nove novos bilionários a cada ano". Na América Latina, a riqueza dos bilionários cresceu US$ 155 bilhões no último ano.

"Essa quantidade de riqueza seria suficiente para acabar quase duas vezes com toda a pobreza monetária por um ano na região", segundo a Oxfam. Para a organização, as mulheres operárias são as que se encontram "na parte mais baixa da pirâmide".

"Em todo o mundo, as mulheres ganham menos que os homens e estão super-representadas nos empregos menos remunerados e mais precários", disse. "Da mesma forma, a cada 10 novos bilionários, 9 são homens", acrescentou. Na América Latina, as mulheres trabalham quase o dobro de horas dos homens em trabalhos não remunerados.

A Oxfam costuma publicar seu relatório logo antes do tradicional encontro anual da elite mundial em Davos. A diretora da ONG propôs limitar os dividendos dos acionistas e dirigentes de empresas, o fim do "abismo salarial" entre homens e mulheres e a luta contra a evasão fiscal.


Segundo pesquisa realizada para a Oxfam em dez países, dois terços dos 70.000 consultados consideram "urgente" abordar o abismo entre ricos e pobres. A pesquisa foi realizada na Índia, Nigéria, Estados Unidos, Reino Unido, México, África do Sul, Espanha, Marrocos, Holanda e Dinamarca. (Do MSN Dinheiro)

Movimento ocupa a sede da Globo, no Rio de Janeiro contra o golpe

O Levante Popular da Juventude ocupou, nesta manhã, a sede da Globo, no Jardim Botânico. "Se a Globo condena o Lula sem provas, o povo condena a Globo", dizem os jovens que ocupam a sede da emissora.
Responsável pelo golpe militar de 1964, do qual se desculpou com 50 anos de atraso, a Globo teve também papel decisivo no golpe de 2016, que derrubou uma presidente honesta e instalou uma quadrilha no poder.
Agora, a serviço dos Estados Unidos e das multinacionais do petróleo, que já levaram grande parte do pré-sal, a Globo tenta impedir o ex-presidente Lula, favorito em todas as pesquisas, de participar das eleições de 2018. Na capa de Época deste fim de semana, a empresa dos Marinho também ameaça Lula e diz que a Lava Jato irá se focar nos filhos do ex-presidente neste ano. (Com o 247)
Confira a transmissão do Levante Popular da Juventude:
Leia, abaixo, informações do Levante Popular da Juventude sobre a ocupação:
A sede da Rede Globo no Rio de Janeiro acaba de ser ocupada. Cerca de 150 pessoas estão acampadas no prédio da emissora na Rua Jardim Botânico. A ação organizada por movimentos populares tem por objetivo denunciar o empenho da Rede Globo na condenação de Lula e da democracia.
A emissora teve sua atuação questionada em diversos momentos da história e influenciou os principais episódios politicos, sustentando com uma atuação parcial durante desenrolar do Golpe de 2016. Uma pesquisa realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, constatou que entre dezembro de 2015 e agosto de 2016 o Jornal Nacional dedicou quase 13 horas de noticias negativas sobre Lula e nenhuma hora de noticias favoráveis.
Sob o mote "Globo condena Lula. Povo enfrenta a Globo" movimentos populares, entre eles MST e Levante Popular da Juventude, "o judiciário do Moro não conseguiria sozinho condenar o Lula. Já tentaram várias manobras, mas o que sustenta a República de Curitiba e as inconstitucionalidades do processo é a Globo, que tem se empenhado para atacar Lula para que ele não concorra às eleições em 2018", afirma Luma Vitório do Levante.
Na ocupação cartazes nomeiam a Rede Globo de Tribunal Federal da Injustiça e denunciam as investigacoes que a corporação carrega, entre elas o esquema de pagamento de propina para transmissão de jogos de futebol e sonegação fiscal.
Em todo o Brasil atos estão sendo programados para o dia 24, dia que ocorrerá o julgamento de Lula no TRF4 em Porto Alegre. Movimentos sociais iniciaram hoje Acampamento em Porto Alegre que terá programação até o dia do julgamento.

Na campanha da Globo o povo pede um Brasil sem golpe

Depois de liderar o golpe de 2016, que instalou uma quadrilha no poder e desempregou milhões de brasileiros, a Globo lançou uma campanha pedindo que internautas gravem vídeos dizendo "que Brasil desejam".
O resultado foi uma avalanche de críticas à emissora. De um lado, a jornalista Luciana Oliveira pediu um "Brasil sem mídia golpista", que manipule as pessoas em favor da "elite do atraso".
Inscreva-se na TV 247 e confira o vídeo de Luciana:
Também em vídeo, o professor Claret Santos afirmou que "enquanto houver Globo, não haverá democracia". "Eu quero um Brasil consciente de que, com você, nunca haverá democracia", afirmou.
Inscreva-se na TV 247 e veja seu vídeo:
No Rio, Ieda Paiva gravou um vídeo num hospital e pediu ao povo que "não valorize nada do que a Globo faz ou representa". Ela também postou um texto de protesto no Facebook:
A Globo esta convocando a população a enviar vídeos de lugares bonitinhos, no fundo ao qual você arrumadinho, bem sorridente, deverá dizer sobre o " País que você quer". 
E assim ela dá início a sua campanha política, cutucando os internautas a terem os seus 15 segundos de fama para montar a sua base cheia de gente bonitinha em lugares bonitinhos. Que bonito, heim?
Peço aos vaidosos de plantão que não se deixem seduzir pelo chamamento à vaidade e façam muitos, mais muitos mesmo, muitos vídeos com o real cenário do que temos no momento. Ou seja... 
Entupir a caixa deles com as imagens dos hospitais falidos, suas filas imensas, todas mais que não deveriam existir, inclusive a de desempregados. 
Mostrem o sucateamento da nossa polícia, da sua frota, dos seus equipamentos e armas; a decadência do ensino e abandono das escolas.
Mostrem as imagens dos arrastões, dos assaltos, de toda a falta de segurança que temos. 
Mostrem as avenidas e ruas esburacadas, viadutos sem manutenção, ruas sem asfalto, iluminação, áreas alagadas, áreas em total abandono, esgoto a céu aberto, mendigos que povoam as ruas, preços exorbitantes, invasões de terras... 
Enfim, tudo o que estamos vivendo, inclusive, o mau atendimento que temos daqueles que deveriam lembrar de que somos nós que pagamos o seu salário, e o mínimo que eles poderiam oferecer é educação no trato com as pessoas.
Vamos inverter o tema para o " O país que eu não quero" e manda ver nos vídeos. 
Se eles querem cenas bonitinhas para fazerem as suas matérias, que façam sozinhos.
Se é para o povo ajudar, que seja para mostrar o que eles não querem ver. 
Vamos lá gente! 
Vamos mostrar o País que não queremos mais e que as mídias ajudaram a construir iludindo as massas. É hora de devolver!
Obs: Não valorize o que a Globo faz ou o que ela representa. 
Nada presta...  (Com o 247)

Ciro Gomes acredita que o Lula é inocente e pede a sua absolvição

Por Ciro Gomes, em seu facebook Dia 24 de janeiro é o dia do julgamento da apelação de Lula contra a sentença que o condenou em primeira instância.
Torço para que seu recurso seja reconhecido pelo tribunal regional, órgão de segunda instância da Justiça Federal, e ele seja declarado inocente.
O Judiciário brasileiro, assim como os outros poderes de nossa frágil República, tem graves defeitos - nunca me abstive de criticá-los - mas imaginá-lo parte orgânica de uma conspiração política ofende a inteligencia média do país e, pior, a consequência inevitável desta constatação teria desdobramentos tão graves que a um democrata e republicano só restaria a insurgência revolucionária. Não creio, definitivamente nisto.
É definitivamente constrangedor e inexplicável que nenhum quadro relevante do PSDB esteja preso apesar de fartas e robustas evidências de seu orgânico e ancestral envolvimento em corrupção. Mas não é irrelevante que estejam presos quadros centrais do PMDB como Eduardo Cunha, Gedel Vieira Lima ou Henrique Alves. E que o próprio presidente Michel Temer tenha sido chamado pela Justiça a responder por seus atos de corrupção, embora impedida, a mesma justiça, de prosseguir na apuração, pelo poder politico subornado.
O que quero dizer nesta hora crítica é que, apesar de seus graves problemas, a Justiça brasileira ainda deve merecer o respeito institucional da nação. O oposto é a baderna, a anarquia e, evidentemente, a violência.
Que o Tribunal Regional de Porto Alegre compreenda a transcendência de sua decisão! Que, independentemente de pressões legítimas ou espúrias, afirme a JUSTIÇA! Que tenha a força moral de afirmar a inocência de Lula no processo em questão, se como eu, não vislumbrar clara sua culpa.
Que dê evidências incontestáveis de sua culpa, caso assim entenda, de maneira que a qualquer do povo não reste duvidas e, assim, possa a Nação afirmar como o injustiçado alemão: há juizes em Berlim. E, apesar de tudo, também no nosso sofrido Brasil.

Senador Roberto Requião: “O Bolsonaro não existe mais. Foi promovido e despromovido, desapareceu”

O senador Roberto Requião (MDB-PR), em entrevista ao site The Intercept Brasil, afirmou que “Já Elvis” a candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ à Presidência da República.
“O Bolsonaro não existe mais. Foi promovido e despromovido, desapareceu”, avaliou o senador.
Para Requião, houve um crescimento não sustentável de Bolsonaro graças à sua promoção pela Globo e a banca, pelos interesses financeiros que queriam derrubar a política progressista e desenvolvimentista.
“Ele acabou, já apanhou duma forma definitiva, por seus erros pessoais, que não são nem o de visitar um apartamento [como Lula], mas usar recursos públicos para pagar funcionário que não trabalhava, [empregar] a parentela toda sem fazer nada”, disse ao The Intercept.

Perguntado se a insatisfação não teria catapultado Bolsonaro, Requião respondeu que se tratou de uma insatisfação promovida pela Globo e pela mídia, pelos jornalões. “Ou você acha que aquela movimentação pelos vinte centavos no transporte em São Paulo ocorreu pelo quê?”, questionou ao repórter Rafael Moro Martins. (Por Esmael Moraes, em seu blog)

Um grupo de deputados norte-americanos divulga carta denunciando as "violações flagrantes" do direito do ex-presidente Lula

Um grupo de deputados norte-americanos do partido Democrata divulgou uma carta denunciando as "violações flagrantes" do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um processo justo e a "campanha de perseguição judicial de motivação política".

Paralelamente, o abaixo-assinado "Eleição sem Lula é fraude", organizado pelo ex-ministro Celso Amorim, conquistou quase 200 mil assinaturas, entre elas a do ativista Daniel Ellsberg, dos cineastas Constantin Costa-Gavras e Oliver Stone, ex-ministro grego Yanis Varoufakis e o linguista Noam Chomsky. Ellsberg foi o responsável pelo vazamento dos documentos conhecidos como "Papeis do Pentágono", em 1971, que revelaram como o governo americano estava ocultando o fracasso na guerra do Vietnã. É tema do filme "The Post", concorrente ao Oscar.
"O objetivo é mostrar que o mundo está de olho, vendo as injustiças que estão sendo cometidas no Brasil", diz Amorim, cotado para ser o candidato do PT ao governo do Rio. Também assinaram o manifesto os ex-presidentes Pepe Mujica (Uruguai), Cristina Kirchner (Argentina), Ernesto Samper (Colômbia) e o ex-primeiro ministro italiano Massimo D'Alema. 

O motorista que atropelou 18 pessoas em Copacabana é funcionário da Globo, mas a emissora omite isso

O motorista Antonio Almeida de Anaquim, de 41 anos, é funcionário da Globonews, mas isso vem sendo omitido pela emissora. A informação foi confirmada ao 247 por telefone pela assessora de imprensa Thaís, que trabalha do canal.
A própria Globo noticiou que Anaquim está com a carteira suspensa desde 2014 e que o Detran informou que o documento será cassado e que ele omitiu sofrer de epilepsia desde os 12 anos. Uma consulta no site do órgão mostra que ele tinha 62 pontos e 14 multas nos últimos 5 anos.
Depois do atropelamento em Copacabana, que deixou uma vítima de 8 meses e 16 pessoas feridas nesta quinta-feira 18, fotos do motorista nos estúdios da Globonews começaram a circular nas redes sociais, inclusive com a presença de jornalistas da emissora.
O apresentador Flávio Fachel chegou a negar a informação no Twitter: "Prezado amigo que prefere se informar somente por grupos de WhatsApp: o Antônio de Almeida Anaquim nunca foi funcionário da Globo News. As fotos que estão nas redes sociais dele são de uma visita antiga feita à emissora".
Leilane Neubarth fez o mesmo: "A notícia falsa quer pegar vc naquilo que parece real mas não é" diz a entrevistada na matéria de Fake News. Foi exatamente o que aconteceu com o atropelador. Fotos tiradas quando ele visitou a Globonews dão a entender que ele seria funcionário, mas ele não é e não foi", postou em seu Twitter.
No Jornal Nacional, a profissão do motorista, que não vinha sendo noticiada, foi identificado ‏como "administrador de empresas". (Com o 247)
Leia mais na reportagem da Agência Brasil:
Motorista que feriu 16 e matou um bebê em acidente no Rio deixa a delegacia
Ana Cristina Campos – Dezenove horas após haver atropelado 17 pessoas na Praia de Copacabana, na noite de ontem (18), o motorista Antônio de Almeida Anaquim deixou a 12ª Delegacia de Polícia por volta das 15h30 de hoje (19) sem falar com a imprensa.
Um bebê de 8 meses morreu e 16 pessoas ficaram feridas no atropelamento. O motorista responderá pela morte do bebê e lesão corporal das outras pessoas.
Anaquim foi ouvido pelo delegado da 12ª DP Gabriel Ferrando, que disse mais cedo que um possível ataque epilético no motorista é a principal linha de investigação. Até o momento, a avaliação do delegado é que o crime foi um homicídio culposo, em que não há intenção de matar.
O delegado argumentou que a legislação não prevê prisão em flagrante para casos de atropelamento em que o motorista se mantém no local do incidente. A prisão também foi descartada porque os exames iniciais não apontaram ingestão de álcool e outras substâncias, e também porque o motorista não participava de um pega.
Ferrando também considera que a alta velocidade do carro, ao que tudo indica, foi causada pela disritmia, decorrente do problema epilético.

A Gazeta do Povo mostra que o juiz Sérgio Moro destruiu milhares de empregos no Brasil

Até a vetusta Gazeta do Povo, blog de extrema-direita, reconhece que o juiz Sérgio Moro e sua lava jato destruíram milhares de empregos e deixaram escombros em todo o país. Mas o ex-jornalão curitibano conta a desgraceira que a operação do magistrado causou na indústria naval brasileira. Somente no município de Rio Grande, no Sudeste do Rio Grande do Sul, o “combate à corrupção” custou ao menos 24 mil empregos de pais de famílias.
A operação do juiz Sérgio Moro deixou criou uma destruição no município e hoje restam apenas 1,5 mil metalúrgicos trabalhando no estaleiro quase fantasma.
A Gazeta do Povo — que não é nenhum blog de esquerda, frisa-se — teve um lampejo ao abrigar o bom jornalismo para denunciar que a lava jato gerou escombros e que plataformas de petróleo novinhas em folha foram vendidas como se fossem sucata.
“Escombros da Lava Jato: plataformas de petróleo novinhas são vendidas como sucata”, diz a manchete de um texto preciso de Lucio Vaz ao relatar a agonia do Estaleiro Rio Grande, vítima do ataque da operação de Sérgio Moro à indústria naval brasileira.
A reportagem de Vaz informa que as 152 mil toneladas de aço das plataformas P-71 e P-72 foram vendidas por R$ 70 milhões para a siderúrgica Gerdau.
“É uma lástima, um crime de lesa-pátria. Compraram o aço a preço de ouro e estão vendendo a preço de lixo”, afirmou o presidente do sindicato, Benito Gonçalves.
A empresa que estava responsável pela construção das plataformas era a Ecovix, braço naval da Engevix, que entrou em recuperação judicial após ser alvo da operação lava jato. Em virtude disso, a empresa não conseguiu entregar os cascos praticamente prontos que foram transformados em sucata.
Lucio Vaz explica que dois integrantes da cúpula da Engevix, Gerson Almada e Antunes Sobrinho, foram condenados pela Justiça Federal em primeira instância por envolvimento no escândalo do petrolão, que apurou o pagamento de propina a políticos a partir do superfaturamento de obras contratadas pela Petrobras.
Note o caro leitor que, além dos empregos perdidos, houve um prejuízo bilionário maior do que a lava jato diz ter recuperado em quase 4 anos de operação.
Enfim, a Gazeta do Povo reconhece que Sérgio Moro é responsável pelos milhares de desempregados e por destruir a economia do país. (Do Blog do Esmael)

O consórcio liderado pela CCR venceu a licitação para concessão das Linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de São Paulo

O consórcio liderado pela brasileira CCR (formado com o Grupo Ruas Invest) venceu a licitação para operar as Linhas 5-Lilás e 17-Ouro do Metrô de São Paulo. Além dela, apenas a CS Brasil, do grupo JSL apresentou documentação, segundo apuração do Valor.
 
O consórcio liderado pela CCR ofereceu ao Metrô de São Paulo R$ 553,9 milhões (ágio de 185% sobre a outorga mínima). Já o consórcio da CS Brasil, apresentou a oferta de R$ 388,5 milhões, ou 99,9% de ágio. No edital o governo garantiria a vitória da empresa ou consórcio que ofercesse o maior ágio em cima do lance mínimo de R$ 189,6 milhões. A concessão das duas linhas tem duração de 20 anos. 
 
A CCR já opera a Linha 4-Amarela em São Paulo, em parceria com o Ruas Invest - de quem detém 83,4% das ações -, e com a japonesa Mitsui. Já a CS Brasil apresentou a proposta junto com a Seoul Metro, que operação o metrô sul-coreano. Entre as exigências do edital está a experiência previa no setor de transporte sobre trilhos. 
 
Até ontem (18) a CCR era apontada como favorita na disputa pela concessão das duas linhas de São Paulo supostamente beneficiada pelo edital montado pelo governo de São Paulo, segundo alegação de metroviários e engenheiros sindicalizados que organizaram protestos nesta manhã em frente a Bovespa.
 
Ontem no final do dia juiz Adriano Marcos Laroca, da 12ª Vara da Fazenda Pública chegou a suspender o leilão acatando ação popular da vereadora Sâmia Bonfim (PSOL) e do vereador Toninho Vespoli (PSOL). “Basicamente, pode-se dizer que se trata de uma privatização custeada com recursos públicos”, afirmou Laroca na liminar concedida. Mas horas depois o presidente do TJ-SP, desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças derrubou a liminar alegando que “a paralisação do certame provocará o retardamento do procedimento licitatório e, por conseguinte, da entrega da operação comercial, em detrimento da expectativa de expansão do serviço público de transporte metroviário à população”. 
 
Além de protestos, os funcionários do Metrô de São Paulo realizam greve de 24h desde a zero hora desta quinta-feira (18). (Do GGN)