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Investigado pela PF e pelo MP por corrupção, Michel Temer chamar o exército contra o povo

Investigado pelo Ministério Público Federal por corrupção, organização criminosa e obstrução judicial, Michel Temer assinou decreto em que coloca tropas federais nas ruas do Distrito Federal por uma semana.
A informação foi dada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, em coletiva de imprensa durante confusão em Brasília após repressão da Polícia Militar contra manifestantes que protestavam contra as reformas do governo, pela saída de Temer e por eleições diretas.
"O senhor presidente da República decretou, por solicitação do presidente da Câmara, uma ação de garantia da lei e da ordem", anunciou Jungmann, que disse que Temer não irá aceitar baderna. "O senhor presidente da República faz questão de ressaltar que é inaceitável baderna, inaceitável o descontrole e que ele não permitirá que atos como esse venham a turbar o processo que se desenvolve de foram democrática e com respeito às instituições", afirmou.
"Atendendo à solicitação do senhor presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, mas também levando em conta fundamentalmente uma manifestação que estava prevista como pacífica. Ela degringolou à violência, vandalismo, desrespeito, agressão ao patrimônio público e na ameaça às pessoas, muitas delas servidores que se encontram aterrorizados", acrescentou o ministro, em seu pronunciamento.
A decisão praticamente coloca o Brasil em estado de sítio, no momento em que mais de 85% dos brasileiros desejam a saída de Temer e eleições diretas para presidente. Brasília entrou em chamas com os protestos contra as reformas de um governo ilegítimo, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar. (Com o 247)


Polícia reprime com violência manifestação em Brasília contra o Temer. Ministérios evacuados e em chamas

Continua intensa a violência e o tumulto no protesto que acontece em Brasília nesta tarde contra as reformas do governo Temer, pela saída do peemedebista e por eleições diretas. Há manifestantes e policiais feridos. Quatro pessoas foram detidas. (Com o 247)
Os vídeos são de George Marques.
Os prédios dos ministérios da Fazenda e da Agricultura foram alvo de manifestantes com bombas, vidraças quebradas e frases pintadas nas paredes contra Temer. Um grupo de manifestantes faz uma barricada no local. Todos os ministérios foram evacuados, por segurança.
O protesto na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios, que já dura três horas, sofre forte repressão do Choque, da Polícia Militar do Distrito Federal, que usou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, além de spray de pimenta, contra os manifestantes.

O jornalista Ricardo Noblat afirma que o Aécio Neves vive recluso bebendo e chorando

O jornalista Ricardo Noblat revela que desde que vieram à tona as gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, nas quais aparece pedindo R$ 2 milhões em propinas para pagar os advogados que o defendem na Lava Jato, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) está cada vez mais recluso. "Aécio Neves recluso em sua casa em Brasília, só faz beber e chorar. Mais ou menos nessa ordem. Está arrasado", postou Noblat no Twitter.
Na semana passada, além de afastado do mandato e da presidência nacional do PSDB, Aécio viu sua irmã, Andrea Neves, ser presa pela Polícia Federal, assim como o primo Frederico Pacheco de Medeiros na Operação Patmos, um desdobramento da Lava Jato. (Do 247)

A Band obriga o jornalista Ricardo Boechat ler um editorial patético em defesa de Michel Temer

O jornalista Ricardo Boechat foi forçado a ler, no telejornal da Bandeirantes, um editorial em defesa de Michel Temer, apresentado ao público como vítima de um "ladravaz".
Embora Temer seja investigado por organização criminosa, corrupção e obstrução judicial, fato inédito na história do País, a Band defende sua permanência no poder.
O motivo, aparentemente, é a publicidade oficial.

João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, fez doação de R$ 50 mil para o homem da mala do Michel Temer



Ligações perigosas: João Doria (PSDB), prefeito de São Paulo, mantinha uma relação além da institucional com o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Antes de entrar na política, Doria estava preocupado e acompanhava atentamente o sucesso eleitoral do "homem da mala" de Michel Temer. 
Prova disso é a doação de R$ 50 mil feita por Doria à campanha de Rocha Loures em 2014. Declarada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a doação foi feita via transferência eletrônica no dia 29 de agosto de 2014 segundo o blog Maquiavel, da Veja.
Rocha Loures era o encarregado de tratar dos interesses da JBS com o governo e foi eleito como suplente em 2014. O titular do mandato é Osmar Serraglio (PMDB-PR), ministro da Justiça. No final de abril, ele foi flagrado recebendo uma mala com R$ 500 mil da JBS, que a PF desconfia ser destinada a Temer.
A assessoria de imprensa do prefeito afirma que “não há deferência nenhuma. O candidato estava em campanha e o prefeito fez uma doação legal, do seu próprio bolso. Naquele momento, o deputado Rocha Loures era um parlamentar com relações no meio empresarial. Ele não fazia parte da comitiva do prefeito que viajou a Nova York, até porque o prefeito não viaja em comitiva. O prefeito foi convidado a alguns eventos aos quais Rocha Loures também foi. João Doria doou 50.000 reais a um candidato de suas relações e sobre o qual, naquele momento, nada pesava”. (Com o 247)

Para o filósofo Renato Janine Ribeiro, Michel Temer no poder é humilhação suprema dos brasileiros

Michel Temer no comando é a humilhação suprema dos brasileiros, avalia o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor de ética da Universidade de São Paulo.
"Ter um presidente com o diálogo que ele teve com o Joesley é humilhante. Não é positivo aceitar esse tipo de coisa. Seria sinal de que aceitamos qualquer coisa. Que eticamente a sociedade brasileira chegou a um nível de desmoralização muito grande", disse ele ao jornalista Ricardo Mendonça.
"Eu considero que isso terminou com a credibilidade que Temer por acaso pudesse ter. Ele chegou à Presidência de uma forma complicada e para efetuar um programa que tinha sido derrotado nas urnas. Sua legitimidade dependia estritamente de conseguir fazer a economia melhorar. Adotou todas as receitas neoliberais. O empresariado fez o acordo de aceitar políticos duvidosos, conservadores, suspeitos, em troca disso. Mas os resultados não apareceram. Só segundo analistas econômicos, mas a sociedade não está vendo. Agora, as denúncias acabam com o pouco de credibilidade que tinha", afirma.
Janine defende as diretas, mas vê dificuldades pelo caminho. "Acho que seria o mais correto, mas é difícil; pois passaria por aprovação de emenda constitucional, exige consenso grande na sociedade". (Com o 247) 

Jornalista Fernando Brito: O Aécio Neves foi derrubado pela intolerância, perseguição e calúnia que ele criou

Por Fernando Brito, do Tijolaço -  Quando notares, estás à beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés.
Os versos do Cartola poderiam servir de epílogo do chororô com que Aécio Neves se despede de sua antes moralista e afetada coluna das segundas-feiras na Folha.
Coisa de moleque, dizendo que, tadinho, foi vítima de “um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação”.
Ah, menos, menos. Só falta dizer que você é bonzinho e apenas se meteu com “más companhias”, feito um guri tolinho. Tome tenência, Aécio, você tem 57 anos e só é superado em ridículo porque Temer, ao 76, sai-se com esta história do “tolinho“.
Todo mundo sabe que entre Joesley Batista e a santidade há distância maior que do planeta Terra até Andrômeda.
Tratar com eles de assuntos de negócios públicos é legítimo: são, afinal, um dos maiores grupos privados brasileiros e uma potência mundial no setor de carnes e derivados.
Mas Aécio foi é falar de política, de ações para “estancar a sangria” da Lava Jato, em diálogos em que abundavam palavras que, noutros tempos, D. Risoleta Neves teria passado sabão na língua dos netinhos. Dizer que usou  “um vocabulário que não costumo usar, e me penitencio por isso”, não trata do principal.
E o principal é que foi falar das indicações de delegados mais ou menos “amigos” pela Polícia Federal, segundo o grau de aquadrilhamento do investigado com Michel Temer.
A história de que foi pedir dinheiro para pagar advogados de sua defesa não explica porque a “bufunfa” foi apanhada por seu primo e entregue a asseclas de Zezé Perrela.
Depois, faz de “pobrezinha” sua irmã Andrea, que todos os mineiros, desde o neto de Tiradentes sabem, é sua mentora e executiva. Você tinha, Aécio, esta piedade quando ela mandava, sem cerimônia, degolar de seus empregos jornalistas mineiros que o desagradavam?
A seguir, continua se escondendo atrás de mulheres. Desta vez de sua mãe, dizendo estava vendendo o apartamento em que ela mãe mora, herança do seu falecido marido, oferecendo-o a empresários. Se estava vendendo, porque é que não estava, como todos fazem, vendendo no mercado? Ou empresários dariam o que Joesley diz que deu: um sobrepreço para legalizar uma “doação amiga”?
O pior, Aécio, é que antes de 2014, fora de Minas, você era um personagem que não despertava ódios.
Por oportunismo eleitoral, surtou-se como o moralista – má escolha para um notório boêmio como você – e, depois de perdê-las, berrou como um menino birrento, louco para quebrar o brinquedo que não ganhara nas urnas.
Você, mais que ninguém, criou e alimentou este clima de intolerância, de perseguição, de deduragem, de calúnia como forma de fazer a política que seu avô fazia com conversa.
Aécio Neves está sendo tragado pelo rodamoinho de ódio que ajudou como poucos a construir.
Ninguém lhe dará a mão, Aécio, porque o abismo é profundo, fatal, definitivo.
Quando notares, estás à beira do abismo, abismo que cavaste com teus pés.
Os versos do Cartola poderiam servir de epílogo do chororô com que Aécio Neves se despede de sua antes moralista e afetada coluna das segundas-feiras na Folha.
Coisa de moleque, dizendo que, tadinho, foi vítima de “um criminoso sem escrúpulos, sem interesse na verdade, querendo apenas forjar citações que o ajudassem nos benefícios de sua delação”.
Ah, menos, menos. Só falta dizer que você é bonzinho e apenas se meteu com “más companhias”, feito um guri tolinho. Tome tenência, Aécio, você tem 57 anos e só é superado em ridículo porque Temer, ao 76, sai-se com esta história do “tolinho“.
Todo mundo sabe que entre Joesley Batista e a santidade há distância maior que do planeta Terra até Andrômeda.
Tratar com eles de assuntos de negócios públicos é legítimo: são, afinal, um dos maiores grupos privados brasileiros e uma potência mundial no setor de carnes e derivados.
Mas Aécio foi é falar de política, de ações para “estancar a sangria” da Lava Jato, em diálogos em que abundavam palavras que, noutros tempos, D. Risoleta Neves teria passado sabão na língua dos netinhos. Dizer que usou  “um vocabulário que não costumo usar, e me penitencio por isso”, não trata do principal.
E o principal é que foi falar das indicações de delegados mais ou menos “amigos” pela Polícia Federal, segundo o grau de aquadrilhamento do investigado com Michel Temer.
A história de que foi pedir dinheiro para pagar advogados de sua defesa não explica porque a “bufunfa” foi apanhada por seu primo e entregue a asseclas de Zezé Perrela.
Depois, faz de “pobrezinha” sua irmã Andrea, que todos os mineiros, desde o neto de Tiradentes sabem, é sua mentora e executiva. Você tinha, Aécio, esta piedade quando ela mandava, sem cerimônia, degolar de seus empregos jornalistas mineiros que o desagradavam?
A seguir, continua se escondendo atrás de mulheres. Desta vez de sua mãe, dizendo estava vendendo o apartamento em que ela mãe mora, herança do seu falecido marido, oferecendo-o a empresários. Se estava vendendo, porque é que não estava, como todos fazem, vendendo no mercado? Ou empresários dariam o que Joesley diz que deu: um sobrepreço para legalizar uma “doação amiga”?
O pior, Aécio, é que antes de 2014, fora de Minas, você era um personagem que não despertava ódios.
Por oportunismo eleitoral, surtou-se como o moralista – má escolha para um notório boêmio como você – e, depois de perdê-las, berrou como um menino birrento, louco para quebrar o brinquedo que não ganhara nas urnas.
Você, mais que ninguém, criou e alimentou este clima de intolerância, de perseguição, de deduragem, de calúnia como forma de fazer a política que seu avô fazia com conversa.
Aécio Neves está sendo tragado pelo rodamoinho de ódio que ajudou como poucos a construir.
Ninguém lhe dará a mão, Aécio, porque o abismo é profundo, fatal, definitivo.

O Michel Temer aumenta em 490% da verba destinada à revista Veja

Por Miguel do Rosário, editor do Cafezinho
Ser liberal com dinheiro público é uma maravilha!
A revista Veja passou a ser a publicação impressa que mais recebe dinheiro do governo federal, superando todos os jornalões e revistas, incluindo Folha, Globo e Estadão.
Nos últimos 12 meses, a Veja recebeu R$ 3,24 milhões da Secom, aumento de 490% sobre o ano anterior.
Os valores não contabilizam as estatais, o que poderia multiplicar o montante por três ou quatro vezes.
Definitivamente não houve ajuste fiscal na Secom, o órgão do governo que cuida da publicidade federal.
Nos 12 meses terminados em abril último, o governo federal fez anúncios da ordem de R$ 153,9 milhões, aumento de 21% sobre o ano anterior.
No ano inteiro, vimos e ouvimos jornais, canais de TV, rádio, outdoors, exibindo quantidades crescentes de anúncios do governo, inclusive aqueles que deviam ser terminantemente proibidos pelo poder judiciário, porque tratam de propaganda de governo, como os que alardeiam sobre os “benefícios” da reforma da previdência.
Os números da Secom neste post tratam apenas da publicidade da presidência e dos ministérios. A parte do leão fica com as estatais, responsáveis por cerca de dois terços da publicidade federal. Possivelmente, neste primeiro ano de golpe, elas responderam por percentual ainda maior.
Em primeiro lugar no ranking, claro, a Globo.
A empresa dos Marinho recebeu R$ 42,24 milhões apenas dos ministérios e presidência, um aumento de 11% sobre o ano anterior.
Os principais aumentos de publicidade federal neste primeiro ano de golpe foram para revistonas e alguns jornais, como Folha e Estadão.
O aumento da verba da Secom para a Folha cresceu 121,5%.
A Istoé, que elegeu Temer como “Homem do Ano” e fez uma cerimônia na qual Sergio Moro e Aécio Neves sentaram-se juntos e trocaram sorrisos e gentilezas, recebeu mais de R$ 700 mil da Secom, ou 1384% a mais do que no ano anterior.
Reitere-se que a publicidade das estatais não é publicada no portal da transparência. Em anos anteriores, a Folha costumava obter esses números, através de liminar da justiça, que obrigava as estatais a informarem quanto gastavam com publicidade. O objetivo da Folha era notoriamente político: monitorar se o governo estava fazendo publicidade em blogs, tanto que este era o assunto principal das matérias, apesar dos blogs receberem percentuais insignificantes da publicidade federal.
Desde o golpe, porém, a Folha, nem qualquer outro veículo, se interessa mais em apurar os gastos federais com publicidade.
O Cafezinho tentará obter, junto à justiça, esses números de publicidade das estatais.
O Infoglobo, responsável pelo jornal O Globo, recebeu R$ 1,6 milhão da Secom nos últimos 12 meses, um aumento de 82% sobre o período anterior.


Nem a perícia da Folha de São Paulo salva o governo de Michel Temer da degola

O jornal Folha de S. Paulo traz neste sábado, 20, reportagem em aponta que os áudios das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista com Michel Temer foram editados, o que comprometeria a legalidade das acusação de que ele deu aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha na cadeia. 
Segundo o perito Ricardo Caires dos Santos, contratado pelo jornal para analisar o material, as gravações contêm mais de 50 cortes. Segundo ele, o áudio divulgado pela Procuradoria-Geral da República tem indícios claros de manipulação, mas "não dá para falar com que propósito".
Outro perito ouvido tanto pela Folha como pelo Estadão para desqualificar a gravação de Joesley Batista é Ricardo Molina, que se celebrizou no atentado da bolinha de papel de que foi “vítima” o candidato José Serra em 2010. "Percebem-se mais de 40 interrupções, mas não dá para saber o que as provoca. Pode ser um defeito do gravador, pode ser edição, não dá para saber", disse Ricardo Molina sobre o áudio de Joesley.
Com seu navio fantasma afundando, Michel Temer deve se agarrar neste argumento para tentar prolongar sua permanência no Palácio do Planalto. 
Apesar dos argumentos, a Folha sentiu-se obrigada a incluir em sua reportagem um fato fundamental: segundo os peritos, o trecho em que Temer fala que "tem que continuar isso", não foi alterado.
Como lembrou o Jornal GGN, apesar de possivelmente em vão, Michel Temer pode atrasar as investigações. Mas a rádio CBN foi o noticiário decisivo para sustentar que o diálogo entre Joesley Batista e Michel Temer não foi editado. Isso porque no início da gravação do empresário, quando ele ainda estava no carro, a rádio CBN estava sintonizada antes e após a conversa. O jornal fez então uma análise dos tempos de duração do encontro, após a saída de Joesley, quando a rádio foi desligada, e após a reunião, quando o empresário retorna ao automóvel e sintoniza novamente.
"A gravação de Joesley mostra que, quando ele volta para o carro, o rádio do carro em que ele está continuava sintonizado na CBN e o que se escuta é o quadro 'Nos Acréscimos' que, naquele dia, começou às 23h08 da noite. Foi o que conseguimos observar nos nossos registros", disse o locutor Milton Jung, em reportagem do veículo.
"Com isso, é possível determinar que o tempo de gravação é de 38 minutos, o tempo da conversa entre Joesley chegar e sair da casa do presidente foi de 38 minutos, e esse tempo é a íntegra do áudio divulgado na quinta-feira e que comprova que o material não teve nenhuma edição. Portanto, a gente percebe que não teve edição na gravação que foi divulgada, colocada aí do início ao fim", completou. (Com o 247)

Delator da JBS acusa o jornalista Cláudio Humberto de fazer chantagens






Claudio Humberto é conhecido no meio político como o ex-porta-voz do ex-presidente Fernando Collor. Ele aparece nas delações da JBS, liberadas hoje pelo STF.
Ricardo Saud em sua delação acusa Cláudio Humberto de fazer achaque, chantageando-o para receber mesada.
O texto referido por Saud foi publicado no blog de Cláudio Humberto, no Correio Braziliense e até em Uberaba, terra do diretor da Friboi. De acordo com Saud  ele foi conversar com Renan Calheiros e este o avisou que Claudio Humberto “vive disso” (de achaque) e que era pra Saud dar uma mesada para o colunista chantageador. Humberto queria um contrato de 32 mil reais e negociaram 18 mil mensais, para que ele parasse de escrever textos contra Saud.
Assista ao vídeo da delação e a descrição detalhada que faz o diretor da Friboi sobre os aludidos achaques de Cláudio Humberto:


Na delação, Claudio Humberto é tratado com o desprezo que lhe reservam políticos e jornalistas do meio político. Nos últimos tempos, o colunista se tornou cada vez mais boateiro e raivoso chegando a afirmar que em agosto de 2015 a presidenta Dilma  Rousseff renunciaria sem qualquer fato que pudesse se relacionar com a realidade. O jornalista Rovai dispensou algumas linhas para analisar o comportamento do colunista que segundo Renan e Saud “vive de chantagear políticos e empresários”: Cláudio Humberto: a renúncia, o boato e a psicopatia jornalística
Cláudio Humberto nega tudo e diz que isso é vingança de Saud.
O colunista é caricato, peixe minúsculo que vive dos restos desta promiscuidade entre Estado, mídia e capital privado se comparado às revelações de Joesley em sua conversa com Temer onde ambos contam animadamente como dominavam a grande mídia oligopolizada no Brasil, especialmente a Globo. Joesley cita o Fantástico e se vangloria de que logo a Globo se aquietou, afinal a JBS é o terceiro anunciante das Organizações da Família Marinho.
Saud diz no vídeo que estão “passando o país a limpo”. É bastante curioso o delator da empresa corruptora da República (senadores, presidente ilegítimo, ministros, governadores, juízes, policiais federais, procuradores, jornalistas, nada ficou intocado nesta relação promiscua do empresariado ruralista e o Estado) com tanto “bom mocismo”. Vocês não acham?

A Globo e a revista Veja pedem a renúncia de Michel Temer

Michel Temer, rejeitado por 92% dos brasileiros, perdeu mais um de seus pilares de sustentação nesta sexta-feira.
Depois da Globo, que pediu, em editorial, a sua renúncia, a revista Veja, da Editora Abril, também exigiu um basta.
Ainda que não tenha publicado a foto de Temer, nem a de Aécio Neves, outro aliado que caiu em desgraça, a capa de Veja significa também um pedido de renúncia. Na mensagem de capa, a revista pede "grandeza" dos homens públicos para que coloquem os interesses nacionais acima de seus interesses nacionais.
Temer só não renunciou até agora porque precisa do foro privilegiado para se proteger das acusações de corrupção e obstrução judicial. Segundo os delatores da JBS, Temer roubou, para uso pessoal, doações de campanha que recebeu.
Golpismo desmorona em praça pública. (Com o 247)

Joaquim Barbosa pede o povo na rua contra Michel Temer

Com a autoridade de quem presidiu o Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa conclamou os brasileiros a saírem às ruas contra a humilhação nacional e internacional que significa ter na presidência da República um indivíduo pego em flagrante cometendo vários crimes.
"Não há outra saída: os brasileiros devem se mobilizar, ir para as ruas e reivindicar com força a renúncia imediata de Michel Temer", afirmou Barbosa, em sua conta no Twitter.
O ex-ministro disse ainda que as notícias que vieram a público nesta quinta-feira (18) com a delação de um dos donos da JBS, Joesley Batista, são estarrecedoras e gravíssimas. "Agora vieram a público as estarrecedoras revelações do sr Joesley Batista sobre o mesmo personagem, Temer. São fatos gravíssimos."
Para Joaquim Barbosa, a classe política, o empresariado e parte da mídia "se incumbiram de minimizar a gravidade dos fatos". "Isoladamente, a notícia extraída de um inquérito criminal e veiculada há poucas semanas, de que o sr Michel Temer usou o Palácio do Jaburu para pedir propina a um empresário seria um motivo forte o bastante para se desencadear um clamor pela sua renúncia", afirmou em sua conta na rede social. (Com o 247)

Michel Temer usou dinheiro de propina para dar o golpe do impeachment

O golpe contra a democracia brasileira, liderado pelo senador afastado Aécio Neves e pelo ex-deputado Eduardo Cunha, em benefício de Michel Temer, foi alimentado por pagamentos de propina, segundo a delação de Joesley Batista.
Um dos trechos do depoimento do dono da JBS revela que Temer pediu e recebeu propina durante o período que antecedeu o golpe contra a presidente legítima Dilma Rousseff.
Segundo Joesley, Temer o convidou para uma reunião em seu escritório político, já no curso do processo de impeachment, e lhe pediu ajuda financeira para despesas de marketing político.
O valor acertado foi de R$ 300 mil e, segundo Joesley, foi entregue ao marqueteiro Elsinho Mouco, que há muitos anos atua para Temer e para o PMDB.
Segundo o dono da JBS, a quantia foi entregue em espécie em sua casa.
Procurado, o marqueteiro de Temer ainda não pronunciou. (Com o 247)

Abaixo, o trecho do depoimento de Joesley:

A Globo deixa claro que não quer mais o Michel Temer como presidente da República

A Globo mandou um sinal claro nesta sexta-feira: não quer mais governar o Brasil, por meio de seu preposto Michel Temer, a quem instalou no poder por meio de um golpe parlamentar.
A mensagem ficou evidente na edição desta sexta-feira do jornal O Globo, da família Marinho. Merval Pereira, principal porta-voz dos Marinho, disse que Temer não sabe diferenciar o certo do errado. Segundo Merval, a conversa gravada com Joesley "o desqualifica para exercer a presidência da República".
Ancelmo Gois comparou Temer a Richard Nixon, que disse que não renunciaria para cair apenas dois dias depois.
Miriam Leitão se somou ao coro dos descontentes, ao dizer que o silêncio de Temer, enquanto ouvia um empresário relatar vários crimes, é mais eloquente do que suas próprias palavras.
Temer, que nunca teve legitimidade, pois é fruto de um golpe, nem apoio popular, uma vez que 90% dos brasileiros o rejeitam, se sustentava em dois pilares: a Globo e a base corrupta do Congresso.
Sem a mídia e sem condições de aprovar quaisquer reformas, ele está nos seus estertores. (Com o 247)

A Globo atira Michel Temer ao mar; um ano depois de colocá-lo no poder por meio de um golpe

A Globo atira Michel Temer ao mar; um ano depois de colocá-lo no poder por meio de um golpe mandrake, emissora da família Marinho deixa claro, no Jornal Nacional, que Temer virou bagaço de laranja.
Noticiário também exibe os áudios em que Temer avaliza a compra do silêncio de Eduardo Cunha. Globo já prepara seu plano B para substituir Michel Temer e encontrar outro nome, menos sujo, para levar adiante sua agenda.
Leia transcrição da conversa entre Temer e Joesley Batista:
Joesley Batista: Queria primeiro dizer: estamos junto aí. O que o senhor precisar de mim, viu, me fala. Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá nessa situação toda, Eduardo, não sei o que, Lava Jato.
Michel Temer: O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu que... Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele. Era pra amedrontar. Eu não fiz nada [inaudível] no Supremo Tribunal Federal. [inaudível] Ele está aí, rapaz... É... [inaudível]
Joesley: Eu queria falar assim. Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui para ali, zerou tudo. E ele foi firme em cima e já estava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da fila. [Inaudível] O outro menino, companheiro dele que tá aqui, né? [Inaudível] O Geddel sempre estava... [barulho] O Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel também, com esse negócio, eu perdi o contato porque ele virou investigado, agora eu não posso, também...eu não posso encontrar ele.
Temer: É, cuidado, vai com cuidado. [inaudível] Não parecer obstrução da Justiça [inaudível].
Joesley: Agora... o negócio dos vazamentos. O telefone lá [inaudível] com o Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, e não sei o que. Eu estou lá me defendendo. Como é que eu... o que é que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo, ok...
Temer: Tem que manter isso, viu... [Inaudível]
Joesley: Todo mês. Também. Eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado aqui no processo, assim [inaudível]...
Joesley: É investigado. Eu não tenho ainda denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, então eu dei uma segurada, do outro lado do juiz substituto que é um cara que ficou...
Temer: Está segurando os dois...
Joesley: É, estou segurando os dois. Então eu consegui um delator dentro da força tarefa que também está me dando informação. E lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal, e o lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o quê.
Temer: [Inaudível].
Joesley: O que está me ajudando, tá bom, beleza. Agora, o principal... Tem o que está me investigando. Eu consegui colar um no grupo. Agora eu tô tentando trocar...
Leia reportagem da RBA sobre o assunto: 
O Supremo Tribunal Federal enviou na tarde de hoje (18) as gravações que integram as delações premiadas do frigorífico JBS para o Palácio do Planalto. No começo da noite, os áudios, de 39 minutos, foram divulgados para a imprensa.
Na noite de ontem, o jornal O Globo informou que os donos do frigorífico JBS gravaram Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato. A informação dos empresários foi dada em delação à Procuradoria-Geral da República.
"Eu estou de bem com o Eduardo", disse um dos donos da JBS, Joesley Batista, ao presidente Michel Temer. "Tem que manter isso, viu...", respondeu Temer. Há também documentos e vídeos feitos pelos delatores e também pela Polícia Federal.
As delações de Joesley e Wesley Batista foram homologadas pelo ministro do STF Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, o que valida as gravações juridicamente e permite novas investigações com base nos áudios. Fachin autorizou a abertura de um inquérito para investigar o presidente.
"Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá nessa situação toda, Eduardo, não sei o que, Lava Jato", disse Wesley. "O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu que... Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele, eu não tenho nada a ver com a defesa dele", respondeu Temer.
Diante da repercussão sobre o assunto, Temer fez um pronunciamento por volta das 16h afirmando que não renunciará ao cargo.
O caso
Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão.
No depoimento aos procuradores da força-tarefa da Lava Jato, Joesley afirma que não foi Temer quem determinou a mesada a Eduardo Cunha, mas que o presidente "tinha pleno conhecimento" da operação pelo silêncio do ex-deputado.
Em outra gravação, também de março, Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para "resolver assuntos" da J&F, holding que controla a JBS. Posteriormente, Rocha foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.
O colunista contou que os irmãos Joesley e Wesley Batista estiveram na quarta-feira passada (10) no Supremo Tribunal Federal (STF) no gabinete do ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin – responsável por homologar a delação dos empresários. Diante dele, os empresários teriam confirmado que tudo o que contaram à PGR em abril foi de livre e espontânea vontade. (Com o 247)