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Pesquisa revela que, quando surge uma 'oportunidade de ouro', as pessoas tendem a praticar atos de corrupção


Estudo diz que corrupção surge de uma vez e não gradativamenteEstudos já haviam determinado que a mentira e a desonestidade podem ser estimuladas pela prática e, gradativamente, pequenos atos se tornam grandes crimes. Um estudo publicado recentemente, porém, avaliou o comportamento de quase 100 pessoas durante um jogo envolvendo dinheiro virtual e concluiu que, quando uma boa oportunidade surge de forma repentina, é mais provável a pratica de atos de corrupção.

“Comportamentos antiéticos, como a corrupção, nem sempre surgem gradualmente, mas, às vezes, ocorrem de maneira abrupta, espontânea e inesperada. Especialmente quando as decisões aparecem em rápida sucessão, as pessoas podem ser relutantes em praticar corrupção repetidamente e preferir aproveitar os benefícios de formas maiores de corrupção em um ato único”, afirmou o líder do estudo Nils Köbis, da Universidade Livre de Amsterdã, na Holanda.

O termo “slippery slope”, usado na área de psicologia para fazer referência a um pequeno desvio no comportamento, considerado moralmente aceitável, que começa a ser usado como desculpa para praticar atos cada vez maiores, foi uma das teorias mais aceitas pelos pesquisadores a respeito desse tipo de corrupção. A expressão em inglês significa algo como uma “ladeira escorregadia”.

Partindo dessa ideia, Köbis e sua equipe levantaram a hipótese de que o comportamento corrupto poderia também ser acionado quando alguém encontra uma “oportunidade de ouro”. Os pesquisadores decidiram, então, testar as duas teorias em uma série de quatro estudos, em que testes eram feitos com voluntários para determinar se as pessoas optam pela honestidade, pela corrupção “moderada”, que leva mais tempo, ou a corrupção “chance de ouro”, que implica resultados grandes e rápidos a partir de um único ato grave de corrupção.

Os cientistas se surpreenderam com os resultados da pesquisa, pois eles contrariam a ideia de que a desonestidade se fortalece com a prática de pequenos atos. “Considerando que a corrupção traz muitos efeitos negativos para a sociedade em todos os países do mundo, pesquisas que ajudam a compreender quando e como as pessoas começam a praticar esses atos podem trazer benefícios sociais cruciais. Com a ajuda de mais estudos nesse tópico e o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais e acadêmicos, no futuro essas situações poderiam ser identificadas e, assim, medidas preventivas poderiam ser designadas”, afirma Köbis. (Do Opinião e Notícias)

Delações da Odebrecht revelam que ministro de Michel Temer recebeu R$ 7 milhões da corrupção

Mais um ministro de Michel Temer caiu na lista da Odebrecht. Trata-se do bispo Marcos Pereira, da Igreja Universal, que recebeu R$ 7 milhões da Odebrecht para vender o apoio do PRB à chapa Dilma-Temer, em 2014.

O acerto foi revelado nas delações de Marcelo Odebrecht, Alexandrino Alencar e Fernando Cunha, segundo reportagem de David Friedlander e Andreza Matais.
 
Depois de apoiar a reeleição, Pereira rompeu com o governo Dilma e aderiu ao golpe parlamentar de 2016, ganhando, como contrapartida, o ministério do Desenvolvimento, mesmo sem ter qualquer afinidade com a área econômica ou industrial.

Com a revelação deste fim de semana, Pereira passa a ser mais um ministro delatado pela Odebrecht, numa lista que inclui ainda nomes como Eliseu Padilha (R$ 4 milhões em espécie), Moreira Franco (propinas nas concessões de aeroportos) e José Serra (R$ 23 milhões na Suíça), além do próprio Temer (pedido de R$ 11 milhões no Jaburu).

Agora, basta Pereira ser denunciado por Rodrigo Janot para que ele seja demitido por Michel Temer – o que seria um favor à indústria nacional, que já dá sinais de ter se arrependido do golpe, em especial depois das mudanças nas políticas de conteúdo nacional no setor de petróleo.

Pereira, no entanto, rebateu as afirmações dos delatores. “Eu desconheço essa operação. Comigo não foi tratado nada disso”, disse. “Delação não é prova.”

Os relatos de que houve compra de apoio partidário para a campanha Dilma-Temer poderão ser analisados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo que investiga abuso de poder político e econômico na campanha. Ou seja: esta nova denúncia pode favorecer a cassação de Temer.

O governo diz que a Previdência foi responsável por 97% do déficit público em 2016. Será verdade?

O caminho para o reequilíbrio das contas públicas esbarra na Previdência Social. Num contexto de baixo crescimento econômico e de envelhecimento da população, o déficit das aposentadorias e das pensões representa o principal desafio para a equipe econômica, ao responder por quase a totalidade do rombo das contas do governo em 2016.

No ano passado, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou déficit primário de R$ 154,2 bilhões. Desse total, R$ 149,7 bilhões (97%) vieram exclusivamente da Previdência Social. Os R$ 4,5 bilhões restantes que compõem o rombo foram obtidos pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central (BC).

O resultado primário é a diferença entre as receitas e despesas nas contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. A deterioração das contas públicas acompanhou o crescimento do déficit da Previdência. Em 2011, o rombo nas contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) totalizou R$ 51,3 bilhões. O superávit primário de R$ 186,3 bilhões do Tesouro e do BC, no entanto, foi mais do que suficiente para cobrir o déficit da Previdência.

A situação continuou positiva até 2013, quando o INSS fechou o ano com um resultado negativo de R$ 64,4 bilhões, contra superávit de R$ 162,9 bilhões obtido pelo Tesouro e pelo BC. O problema começou em 2014, quando o superávit de R$ 68,9 bilhões do Tesouro e do BC foi, pela primeira vez desde o início da série histórica, insuficiente para cobrir o déficit de R$ 68,5 bilhões da Previdência.

A recessão econômica de 2015 e 2016 piorou a situação. Com o aumento do desemprego, menos trabalhadores passaram a contribuir para o INSS, fazendo o déficit da Previdência saltar. Apesar de as receitas do INSS poderem se recuperar daqui a alguns anos caso a economia volte a crescer, a professora Vilma Pinto, do Núcleo de Economia do Setor Público do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre), diz que o país precisa se debruçar sobre as contas da Previdência.

“Numa situação em que a receita [da Previdência] varia conforme o ciclo econômico e as despesas [aposentadorias, auxílios e pensões] são rígidas, alguma reforma tem de ser feita para impedir problemas no médio e no longo prazo. A população está envelhecendo e, daqui a algumas décadas, a contribuição dos trabalhadores na ativa será insuficiente para pagar os benefícios da Previdência”, alerta a professora.

Ao explicar os resultados das contas do Governo Central em 2016, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, disse que o déficit piora se levar em conta a Previdência dos servidores públicos. O regime próprio para o funcionalismo federal passou por reformas em 2003 e em 2012, com a criação de uma Previdência Complementar que pôs fim às aposentadorias integrais.


“O regime próprio [de Previdência] dos servidores públicos está estabilizado em termos reais [corrigidos pela inflação], mas não o regime geral [INSS]. Se somarmos o déficit do regime geral com o déficit do regime próprio, a gente fala em R$ 220 bilhões, que é uma cifra expressiva. Daí a importância das reformas que estamos discutindo agora”, declarou Ana Paula. No ano passado, a Previdência dos servidores federais registrou rombo de R$ 78,5 bilhões.

Seguridade social
Apesar de o déficit da Previdência ser considerado o principal problema das contas públicas, diversos economistas, entidades e sindicatos contestam o rombo no INSS. Na última segunda-feira (13), o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional) soltou um vídeo em que informa que não existe déficit na Previdência Social ao considerar todas as fontes de financiamento, não apenas as contribuições de patrões e empregados ao INSS.

Para Vilma Pinto, o argumento de que não existe rombo nas aposentadorias e pensões é uma questão conceitual entre quem mistura as contas do INSS com as da Seguridade Social, que engloba, a assistência social e a saúde, além da Previdência. “Do ponto de vista contábil, ao se considerar receita previdenciária apenas as contribuições ao INSS, existe déficit, sim. E ele é considerável. Ao cobrir o rombo da Previdência com as demais receitas da seguridade social e com receitas não vinculadas, o governo gasta menos em outras áreas”, diz. (Da Agência Brasil)

A revista Veja, um dos pilares do golpe parlamentar de 2016, começa a abandonar o governo corrupto de Michel Temer

A revista Veja, um dos pilares do golpe parlamentar de 2016, que liquidou a democracia brasileira e ajudou a arruinar a economia, começa a abandonar sua cria.
 
Na capa deste fim de semana, a revista da família Civita diz que Michel Temer, Eliseu Padilha e Alexandre de Moraes não estão nem aí para os anseios éticos da população brasileira e não ligam nem para as aparências.

Temer, como se sabe, apareceu 43 vezes apenas na primeira delação da Odebrecht, por ter pedido R$ 11 milhões à Odebrecht em pleno Palácio do Jaburu.

Padilha, na mesma delação, a de Claudio Melo Filho,  é acusado de receber R$ 4 milhões em espécie. Na semana passada, sem perceber que era gravado, ele também confessou que o Ministério da Saúde foi trocado por um punhado de votos no Congresso.

Moraes é também alvo de outra reportagem de Veja, por ter aceitado participar de um jantar com senadores que irão sabatiná-lo na chalana Champagne, onde são realizadas festas com garotas de programa, em Brasília.

A capa deste fim de semana tem também um significado político. Como Temer é reprovado por 66,6% dos brasileiros, segundo apontou a pesquisa CNT/MDA, ele tem derrubado todos que se associaram a seu fiasco, como é o caso dos candidatos do PSDB à presidência da República – especialmente Aécio Neves (PSDB-MG), que caiu de 35% a 10% das intenções de voto, desde o golpe.

Portanto, para se salvar e ter chances em 2018, a direita brasileira terá antes de abandonar Temer. Caso contrário, seu único candidato viável será o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), tratado como "fenômeno" em outra reportagem da revista deste fim de semana. (Com o 247)

Formandos de uma turma da Universidade de Santa Catarina fizeram um juramento de sua profissão: Fora Temer

Formandos de uma turma da Universidade do Estado de Santa Catarina fizeram um improviso inusitado no juramento de sua profissão: Fora Temer.
"Entendemos que o processo educacional se fundamenta no pensar", dizia o orador da turma quando deu a deixa. "Portanto": 'Fora Temer', gritaram os colegas em uníssono.
Os aplausos foram da mesa solene à plateia.

Dilma Rousseff anuncia que no próximo ano irá disputar uma vaga para o Senado ou para a Câmara dos Deputados

Dilma Rousseff parece mais relaxada do que quando estava na Presidência do Brasil. Brinca, repassa a apertada lista de conferências que a aguardam na Europa e nos Estados Unidos e, pela primeira vez, fala de seu futuro político.
 
Destituída em 2016 pelo Congresso, sob a acusação de maquiar as contas públicas, a ex-presidente de esquerda passa seus dias em Porto Alegre, onde segue obedientemente sua rotina de exercícios físicos e passeios de bicicleta, e só parece perder a paciência quando é consultada sobre o escândalo de corrupção da Petrobras que atingiu seu governo.

"Eu não serei candidata a presidente da República, se é essa a sua pergunta. Agora, atividade política, nunca vou deixar de fazer (...) Eu não afasto a possibilidade de eu me candidatar para esse tipo de cargo: senadora, deputada, esses cargos", declarou em uma entrevista exclusiva à AFP realizada na tarde de sexta-feira em Brasília.

Apesar do impeachment, Dilma não perdeu seus direitos políticos para ocupar cargos públicos, e pode, portanto, ser candidata a cargos eletivos.

Esta decisão, tomada pelo Senado, surpreendeu porque o único precedente que existia apontava para o contrário. O ex-presidente Fernando Collor de Mello renunciou em 1992 durante o impeachment e ficou inabilitado para ocupar cargos públicos durante oito anos.

Aos 69 anos, esta ex-guerrilheira marxista disputou apenas dois cargos eletivos em sua vida: a Presidência, que venceu em 2011, e a reeleição de 2014, ambas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Questionada sobre como é possível que desconhecesse a monumental rede de subornos que drenou mais de dois bilhões de dólares da Petrobras para financiar campanhas políticas, Dilma abandona o semblante afável que adotou após seu impeachment.

"Os processos são extremamente complicados (...) Ninguém no Brasil sabe de todos os processos de corrupção hoje", afirmou.

Primeira mulher a chegar à chefia de Estado do Brasil, Dilma conserva em sua conta do Twitter a frase "presidenta eleita do Brasil".

Como o país não concede nenhum tipo de pensão aos seus ex-presidentes, Dilma se mantém financeiramente com os 5.300 reais mensais que recebe de aposentadoria por ter sido funcionária do Estado do Rio Grande do Sul e completa sua renda com o aluguel de quatro apartamentos familiares.

Impeachment
Afilhada política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2002-2010), símbolo de uma esquerda latino-americana que perdeu grande parte de seu crédito pelos escândalos de corrupção, Dilma diz que não costuma ter problemas ao percorrer as ruas do bairro Tristeza, onde vive em Porto Alegre, nem quando viaja ao Rio de Janeiro para visitar sua mãe.

Mas, com as lembranças do impeachment ainda frescas na memória do país, afirma não ter garantias, apesar de contar com um guarda-costas.

"Nada impede que alguém me agrida", declara.

Entre maio e agosto de 2016, o Brasil viveu um impeachment traumático, cujo ato final ocorreu no Senado, onde Dilma Rousseff se defendeu por mais de 10 horas.

Sua queda foi precedida por uma série de acusações de corrupção contra seu partido, que alimentaram grandes protestos nas ruas.

Dilma diz repassar "sistematicamente" os documentos do processo que a retirou do poder e que encerrou um ciclo de mais de 13 anos do PT no governo, substituindo-a por seu vice, o conservador Michel Temer, a quem acusou de liderar um "golpe parlamentar".

"As pedras de Brasília e as emas da Alvorada sabiam que eles estavam inventando um motivo para me afastar", afirma, em uma referência ao tempo em que vivia no Palácio da Alvorada, cercado de jardins intermináveis povoados por pássaros.

"Foi a chamada justiça do inimigo: não se julga, se destrói", acrescenta.

Uma pesquisa recente colocou Lula à frente em todos os cenários eleitorais para 2018. Processado em vários casos relacionados ao escândalo na Petrobras, seu futuro é uma incógnita.

"Apesar de todo o processo de tentativa de destruição da personalidade, da história e tudo, o Lula continua em primeiro lugar, continua sendo espontaneamente o mais votado", afirma Dilma, para quem há um "segundo golpe" em amadurecimento: criminalizar Lula para impedir que ele seja candidato.

Dilma diz não guardar rancores pessoais contra aqueles que levaram sua destituição adiante, uma atitude que conserva de seus tempos de militância marxista, quando foi capturada e torturada durante a ditadura militar (1964-1985).

E isso inclui o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, cérebro por trás do impeachment, atualmente na prisão por um caso de corrupção.

"Eu não tenho em relação ao Eduardo Cunha nenhum sentimento de vingança ou qualquer coisa que o valha. Eu não tive em relação ao torturador. Não dou luxo para torturador de ter ódio de torturador, nem tampouco para o Eduardo Cunha", conclui. (Da Agência AFP)

Revista da Globo mostra como Michel Temer estanca a sangria na Lava Jato e salva corruptos

A edição deste fim de semana da revista Época, da Globo, conta como o governo Michel Temer age para "estancar a sangria" da Lava Jato e blindar corruptos. A reportagem de capa revela, por exemplo, que o governo brasileiro quase inviabilizou um acordo com autoridades suíças para investigar casos de corrupção da Lava Jato (confira aqui).
Além disso, o governo pratica "uma série de movimentos destinados a distensionar suas relações com a Procuradoria-Geral da República, blindar o primeiro escalão do governo, construir pontes mais sólidas com o Supremo Tribunal Federal e reforçar na cúpula do Judiciário o debate sobre a limitação de prisões preventivas".
"É uma operação para erguer barreiras de contenção diante da avalanche que se avizinha com a abertura das investigações decorrentes da delação de executivos da Odebrecht. Projetando a disparada da pressão das ruas sobre uma gestão sem popularidade, o governo tenta reestruturar seus anteparos institucionais para evitar ser varrido pela Lava Jato ou, ao menos, para garantir um fôlego a uma gestão que em menos de dois anos chegará ao fim", diz a publicação. (Com o 247)

Veja as perguntas que Eduardo Cunha fez ao Michel Temer na Justiça. Cunha diz que é Temer quem precisa de blindagem

Por Fernando Brito, do Tijolaço
A nova lista de perguntas de Eduardo Cunha a Michel Temer, na Justiça, é pura dinamite.
Michel Temer vai precisar como nunca da blindagem que lhe deu o juiz Sérgio Moro ao vetar parte das perguntas feitas pela primeira vez, que acabaram levando à conexão Temer-Odebrecht, via Eliseu Padilha e José Yunes, que acabou demitido.
Agora, a tarefa cabe ao juiz  Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Criminal Federal de Brasília.
Agora, a porta dos fundos do ocupante do Palácio do Planalto é Moreira Franco, a quem blindou com a nomeação como ministro.
Das 19 perguntas, que listo abaixo, dez versam sobre o “Angorá”.
E uma é  especialmente intrigante:
  • Tem conhecimento de oferecimento de alguma vantagem indevida, seja a Érica ou a Moreira Franco, seja posteriormente, para liberação de financiamento do FI/FGTS?
Érica? Quem poderia ser?
Bem, ao que se saiba só houve uma Érica na vida de Michel Temer, a jornalista Érica Ferraz, com quem tem um filho, hoje com 18 anos.
As respostas, mesmo se as perguntas forem indeferidas, logo começarão a surgir.
E o Planalto, finalmente, pôs-se em marcha para soltar Eduardo Cunha.
Talvez seja tarde demais.
As perguntas de Cunha.
1 – Em qual período o senhor foi presidente do PMDB?
2 – Quando da nomeação do senhor Moreira Franco como vice-presidente de
Fundos e Loteria da Caixa Econômica Federal, o senhor exercia a presidência do PMDB?
3 – O senhor foi o responsável pela nomeação dele para a Caixa? O pedido foi feito a quem?
4 – Em 2010, quando o senhor Moreira Franco deixou a CEF para ir para a coordenação da campanha presidencial como representante do PMDB, o senhor indicou Joaquim Lima como seu substituto?
5 – O senhor conhece a pessoa de André de Souza, representante no Conselho dos Trabalhadores no FI/FGTS à época dos trabalhadores?
6 – O senhor fez alguma reunião para tratar de pedidos para financiamento com o FI, junto com Moreira Franco e André de Souza?
7 – O senhor conhece Benedito Júnior e Léo Pinheiro?
8 – Participou de alguma reunião com eles, junto com Moreira Franco para doação de campanha?
9 – Se a resposta for positiva, estava vinculada a alguma liberação do FI?
10 – André da Souza participou dessas reuniões?
11 – O senhor conheceu Fábio Cleto?
12 – Se sim, o senhor teve alguma participação em sua nomeação?
13 – Houve algum pedido político de Eduardo Paes, visando à aceleração do projeto Porto Maravilha para as Olimpíadas?
14 – Tem conhecimento de oferecimento de alguma vantagem indevida, seja a Érica ou Moreira Franco, seja posteriormente para liberação de financiamento do FI/FGTS?
15 – A denúncia trata da suspeita do recebimento de vantagens providas do consórcio Porto Maravilha (Odebrecht, OAS e Carioca), Hazdec, Aquapolo e
Odebrecht Ambiental, Saneatins, Eldorado Participações, Lamsa, Brado, Moura Debeux, BR Vias. O senhor tem conhecimento como presidente do PMDB até 2016 se essas empresas fizeram doações a campanhas do PMDB. Se sim, de que forma?
16 – Sabe dizer se algum deles fez doação para a campanha de Gabriel Chalita em 2012?
17 – Se positiva a resposta, houve a participação do senhor? Estava vinculada à liberação desses recursos da Caixa no FI/FGTS?
18 – Como vice-presidente da República desde 2011, teve conhecimento da participação de Eduardo Cunha em algum fato vinculado a essa denúncia de cobrança de vantagens indevidas para liberação de financiamentos do FI/FGTS?
19 – Joaquim Lima continuou como vice-presidente da Caixa Econômica Federal em outra área a partir de 2011 e está até hoje, quem foi o responsável pela sua nomeação?

Ao receber o Prêmio Camões, o maior escritor brasileiro vivo faz severas críticas ao golpe e ao Supremo

O escritor Raduan Nassar, autor de Lavoura Arcaica, recebeu nesta sexta-feira (17/02) o Prêmio Camões, concedida pelos governos de Brasil e Portugal e um dos principais reconhecimentos da literatura em língua portuguesa. Após o discurso do escritor, o ministro da Cultura do governo Michel Temer, Roberto Freire, se irritou e criticou Nassar, chamando-o de "histriônico" e dizendo que "quem dá prêmio a adversário político não é a ditadura".
 
Freire chegou a sugerir que o escritor deveria ter recusado o prêmio. Durante sua fala, o ministro foi vaiado e ouviu gritos de "Fora, Temer!".

Leia, abaixo, a íntegra do discurso de Raduan Nassar:
"Excelentíssimo Senhor Embaixador de Portugal, Dr. Jorge Cabral.
Senhor Dr. Roberto Freire, Ministro da Cultura do governo em exercício.
Senhora Helena Severo, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional.
Professor Jorge Schwartz, Diretor do Museu Lasar Segall.
Saudações a todos os convidados.
Tive dificuldade para entender o Prêmio Camões, ainda que concedido pelo voto unânime do júri. De todo modo, uma honraria a um brasileiro ter sido contemplado no berço de nossa língua. 
Estive em Portugal em 1976, fascinado pelo país, resplandecente desde a Revolução dos Cravos no ano anterior. Além de amigos portugueses, fui sempre carinhosamente acolhido pela imprensa, escritores e meios acadêmicos lusitanos.
Portanto, Sr. Embaixador, muito obrigado a Portugal.
Infelizmente, nada é tão azul no nosso Brasil.
Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; a prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.
Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, as tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, há vídeo, atestando a virulência da sua fala. E é esta figura exótica a indicada agora para o Supremo Tribunal Federal
Os fatos mencionados configuram por extensão todo um governo repressor: contra o trabalhador, contra aposentadorias criteriosas, contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e altiva de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, o que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.
Mesmo de exceção, o governo que está aí foi posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.
Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu há três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes numa única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, a blindagem ao alcunhado “Angorá”. E acrescentou um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por ter barrado Lula para a Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas
É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado à época do regime militar, o mesmo Supremo propiciou a reversão da nossa democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.
O golpe estava consumado!
Não há como ficar calado.
Obrigado".
(Publicado originalmente em Carta Capital)

Michel Temer é humilhado: Ex-presidente do STF afirma que não entra no governo por questões éticas

"Comuniquei, hoje, ao Sr. Presidente da República, a impossibilidade de aceitar o seu convite para ocupar o honroso cargo de Ministro de Estado da Justiça. Não obstante meu desejo pessoal de contribuir com o país, neste momento tão delicado, compromissos de natureza profissional e, sobretudo, éticos, levam-me a adotar esta decisão", disse o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Velloso, em nota publicada nesta tarde.
 
Nunca antes na história deste País um governo recebeu um não tão vexatório.

Com praticamente todo o governo delatado pela Odebrecht, Temer, que foi citado 43 vezes apenas numa das delações, foi também ameaçado pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-MG), que ameaçou envolvê-lo no esquema de propinas da Caixa Econômica Federal.

Em meio a uma das maiores crises penitenciárias e de Segurança Pública do País, o Brasil não tem ministro da Justiça, uma vez que Alexandre de Moraes se licenciou para tentar conquistar votos de senadores – também delatados pela Odebrecht – que irão sabatiná-lo na próxima semana. (Com o 247)

O delator Paulo Roberto Costa mentiu em sua delação na Lava Jato

O delator número 1 da Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, pode perder seus direitos no acordo de delação premiada que firmou com o Ministério Público Federal por ter mentido, informa reportagem do Globo.
A força-tarefa da Lava Jato no MPF pediu ao juiz Sergio Moro a suspensão de benefícios de Costa, além de sua condenação à prisão. Nesse caso, ele responderia com base na lei de organizações criminosas, cuja pena pode ser de três anos a oito anos de prisão.
O caso trata da suposta ocultação de provas por Costa e alguns de seus familiares, como sua filha Arianna. Em março de 2014, parentes de Costa teriam retirado documentos de sua empresa, a Costa Global, horas antes de os investigadores realizarem buscas no local.
Segundo o procurador Deltan Dallagnol, o confronto dos depoimentos de Costa e Arianna revela contradições e omissões por parte dos acusados, em "evidente descumprimento aos deveres assumidos em razão da celebração de acordo". (Com o 247)

A Polícia Federal deflagra nova fase da Lava jato que poderá levar à cassação do Mandato de Michel Temer

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 16, nova etapa da operação Lava Jato, com foco em supostas irregularidades na construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
O operação foi batizada de Leviatã e autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Segundo a PF, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em casas e escritórios de pessoas investigadas por propina no percentual de 1% sobre as obras civis da Hidrelétrica de Belo Monte, por parte das empresas integrantes do consórcio construtor da usina.
A operação atinge o senador Edison Lobão (PMDB-MA). Atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Lobão era o ministro de Minas e Energia durante as obras de Belo Monte, e tem um filho, Marcio Lobão, como alvo da operação. O ex-senador paraense Luiz Otávio Campos (PMDB) também é alvo da investigação.
Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Ao apurar propinas para PT e PMDB, essa nova fase contribuirá para a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE. (Com o 247)
Leia abaixo reportagem da Agência Brasil sobre o assunto:
Operação Leviatã apura pagamento de propina nas obras da Usina de Belo Monte
A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (16) a Operação Leviatã para cumprir seis mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, referentes a inquérito instaurado a partir de provas obtidas na Operação Lava Jato. A investigação corre em segredo de Justiça.
Entre os alvos da operação estão os principais envolvidos em um esquema de repasse de valores ao filho de um senador e um ex-senador. A investigação apura o pagamento de propina a dois partidos políticos, no percentual de 1% sobre as obras civis da Hidrelétrica de Belo Monte, por parte das empresas integrantes do consórcio construtor.
Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro (RJ), em Belém (PA) e Brasília (DF), nas residências e escritórios de trabalho dos investigados. Eles poderão responder pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo a PF, o nome da operação faz referência à obra O Leviatã. Nela, o filósofo político Thomas Hobbes afirmou que o "homem é o lobo do homem", comparando o Estado a um ser humano artificial criado para sua própria defesa e proteção, pois se continuasse vivendo em Estado de Natureza, guiado apenas por seus instintos, não alcançaria a paz social.

A grande mídia esconde resultados de pesquisa que apontam o ex-presidente Lula isolado na frente nas intenções de votos

O Brasil tem hoje uma imprensa que trabalha contra seu próprio povo. Ela exalta o governo de Michel Temer, hoje a figura mais odiada do País, e promove uma campanha negativa contra o ex-presidente Lula, que disparou na pesquisa CNT/MDA e seria eleito presidente novamente se as eleições fossem hoje.
Isso ficou claro na decisão dos três principais jornais do País de não noticiar ou esconder a pesquisa CNT/MDA. Folha e Globo, por exemplo, ignoraram o assunto, enquanto o Estado de S. Paulo confinou o tema a um rodapé.
O motivo para essa decisão editorial talvez seja a incapacidade da mídia brasileira em destruir Lula, a despeito de uma campanha negativa que já dura vários anos. Outra razão para ignorar a pesquisa é a péssima imagem de Michel Temer, que só chegou ao poder graças ao apoio dos meios de comunicação.
Eis o que os jornais escondem:
CNT/MDA - Estimulada 1:
Lula - 30,5% 
Marina - 11,8% 
Bolsonaro - 11,3% 
Aécio - 10,1% 
Ciro - 5% 
Temer - 3,7%

CNT/MDA - Estimulada 2: 
Lula - 31,8% 
Marina - 12,1% 
Bolsonaro - 11,7% 
Alckmin - 9,1% 
Ciro - 5,3%

CNT/MDA - Estimulada 3: 
Lula - 32,8% 
Marina - 13,9% 
Aécio - 12,1% 
Bolsonaro - 12%

CNT/MDA - Espontânea 2018: 
Lula - 16,6% 
Bolsonaro - 6,6% 
Aécio - 2,2% 
Marina - 1,8% 
Temer - 1,1% 
Dilma - 0,9% 
Alckmin - 0,7% 
Ciro - 0,4%

CNT/MDA - 2º Turno:
Lula 39,7% 
Aécio 26,5% 
B/N - 25,5%

Lula 42,9% 
Temer 19% 
B/N 29,3%

Lula 38,9% 
Marina 27,4% 
B/N 25,9%

Avaliação negativa de Temer sai de 36,7% para 44,1%
Positiva cai de 14,6% para 10,3%
Aprovação pessoal caiu de 31,7% para 24,4%. Desaprovação foi de 51,4% para 62,4%. (Com o 247)