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Mais um golpista é derrubado pela Polícia Federal por corrupção. Desta vez é o deputado Lúcio Vieira Lima

A Polícia Federal realiza, nesta manhã, uma batida policial no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), um dos principais articuladores do golpe de 2016.
Aliado de Michel Temer, Lúcio é irmão de Geddel Vieira Lima, que está preso na Papuda, e também tem ligações com o bunker estourado recentemente, onde foram encontrados R$ 51 milhões em propinas, na maior apreensão de dinheiro sujo da história do Brasil.
Queda de Lúcio complica ainda mais a situação de Temer, acusado pela procuradoria-geral da República de corrupção, obstrução judicial e comando de organização criminosa.
Imóveis do deputado em Salvador e Brasília também são alvo da Polícia Federal nesta manhã. (Com o 247)
Abaixo, reportagem da Reuters:
(Reuters) - A Polícia Federal realiza buscas na manhã desta segunda-feira no gabinete do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) na Câmara como parte das investigações relativas à descoberta de 51 milhões de reais em espécie em um apartamento de Salvador atribuídos ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, irmão do parlamentar, segundo a TV Globo.
Além das buscas na Câmara, a PF também cumpre mandados no apartamento residencial do deputado em Brasília e em mais dois endereços ligados ao parlamentar em Salvador, acrescentou a Globo.
Procurada, a Polícia Federal não respondeu de imediato.
No mês passado, a Justiça Federal do Distrito Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal investigações relativas às operações que envolvem Geddel por suspeitas de que seu irmão, que possui foro privilegiado, possa estar envolvido no crime de lavagem de dinheiro. 
De acordo com a Justiça Federal do DF, a operação que encontrou os 51 milhões de reais atribuídos a Geddel em um apartamento em Salvador esbarrou em indícios de que Lúcio também pode ter participado do crime de lavagem de dinheiro.

A Folha de São Paulo demite jornalista que mostrou que a comédia de Danilo Gentili tem bullying e pedofilia

Em reportagem nesta segunda (16), a Folha de S.Paulo tentou justificar a demissão do jornalista Diego Bargas, desligado da empresa após publicar reportagem que chama a atenção para comédia com bullying e pedofilia no filme do humorista Danilo Gentili.
No meio artístico, Gentili foi um dos principais apoiadores do impeachment de Dilma Rousseff. 
"Bargas foi desligado do jornal na última sexta-feira (13) por, segundo a Direção de Redação, ter desrespeitado orientação reiterada sobre comportamento nas redes sociais.
Os jornalistas da Folha são orientados a evitar manifestar posições político-partidárias e a não emitir nas redes juízos que comprometam a independência de suas reportagens", justifica o periódico.
Ou seja: na Folha, jornalista não pode ter opinião. 

Justiça absolve Ciro Gomes e determina que chamar Michel Temer de quadrilheiro e golpista não é crime

O ex-ministro e presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, foi absolvido na Justiça Federal em Brasília da acusação de ter atentado contra a honra de Michel Temer, ao tê-lo chamado, entre outras coisas de "capitão do golpe" e integrante de "quadrilha do PMDB". 
Segundo informação da coluna Expresso, o juiz entendeu que Ciro dirigiu críticas a um adversário no momento em que a política está conturbada.
Leia reportagem em que Ciro chama Temer de "capitão do golpe". 

Até a Globo afirma que o golpe foi comprado com dinheiro da corrupção

O portal G1, da Globo, agora destaca a denúncia de que o golpe contra a democracia brasileira – apoiado pela Abaixo, um trecho da reportagem:

Em depoimento de delação premiada, o doleiro Lúcio Funaro afirmou que, em 2016, repassou R$ 1 milhão ao então presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que o peemedebista pudesse "comprar" votos a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O doleiro afirmou que o repasse foi feito a pedido de Cunha, que queria garantir que a petista fosse afastada da Presidência durante o processo de impeachment.

O pedido, segundo Funaro, foi feito via celular, por um aplicativo que não armazena as mensagens no aparelho.

"Ele me pergunta se eu tinha disponibilidade de dinheiro, que ele pudesse ter algum recurso disponível pra comprar algum voto ali favorável ao impeachment da Dilma. E eu falei que ele podia contar com até R$ 1 milhão e que eu liquidaria isso pra ele em até duas semanas, no máximo", relatou Funaro.

Senador questiona porque o Michel Temer ainda não foi preso

Apesar do estranho e indignado silêncio das ruas com a crise econômica incessante e, principalmente, com as revelações de corrupção envolvendo os principais ocupantes de cargos do Poder Executivo brasileiro, vozes isoladas ainda conseguem expressar alguma indignação com as revelações.
É o caso do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).  Ele usou as redes sociais para comentar que “Os vídeos da delação de Funaro, só provam (de novo e outra vez). que o Presidente da Republica é o chefe de uma organização criminosa.”
O senador, em outro momento, questiona: “Como esse senhor continua presidente? Como ele não está preso?”
(Com o 247)

Moradores de Osasco receberam o prefeito com ovos e aos gritos de "Fora, Doria". Assista ao vídeo

O prefeito de São Paulo, João Doria (SP), foi recebido com ovos e aos gritos de “Fora, Doria” pelos cidadãos de Osasco na noite desta segunda-feira 10.
O tucano foi à cidade para receber um título de Cidadão Osasquense na Câmara Municipal. A homenagem aconteceu na sala do presidente da Câmara, Dr. Lindoso, que propôs o título.
Segundo um vídeo registrado pelo Visão Oeste, um jato de spray de pimenta foi disparado em ambiente fechado de onde estava a GCM, contra os manifestantes, que estavam no hall de entrada da Câmara. (Com o 247247)
Doria precisou sair da Casa Legislativa cercado por seguranças. Confira o vídeo abaixo do escracho, divulgado pela UJS (União da Juventude Socialista):




A solidão é fera, a solidão devora

Solidão
Alceu Valença

A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.

A solidão é fera, a solidão devora.
É amiga das horas prima irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos,
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão é fera,
É amiga das horas,
É prima-irmã do tempo,
E faz nossos relógios caminharem lentos
Causando um descompasso no meu coração.

A solidão dos astros;
A solidão da lua;
A solidão da noite;
A solidão da rua.



Pesquisa revela que a maioria dos eleitores brasileiros não vê diferença entre o PT e o PSDB

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas apontou que 70,1% dos eleitores não veem diferença entre PT e PSDB, contra 26,9% que enxergam diferença, e 3,0% não opinaram ou não souberam responder.
Sobre o fundo público que está sendo criado para financiar campanhas eleitorais, 90,7% dos entrevistados disseram ser contra a medida; 6,5% a favor, e 2,8% não opinaram ou não souberam responder.
Foram entrevistados 2.222 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal de 02 a 05 de outubro de 2017. Tal amostra representativa do território nacional atinge um grau de confiança de 95,0%.(Com o 247)

Justiça manda penhorar bens o apresentador Ratinho

O apresentador do SBT, Carlos Massa, conhecido como Ratinho, está passando por uma blitz promovida pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, órgão do Ministério da Fazenda. O objetivo é buscar em seus bens valores para quitar uma dívida tributária de R$ 74 milhões referente ao Imposto de Renda.
De acordo com in formações da revista Época, sua fazenda no Acre, avaliada em R$ 225 milhões, é um dos bens penhorados para garantir o pagamento da dívida. Foi solicitado à Agência Nacional de Aviação Civil que informasse sobre as aeronaves em nome de Ratinho. A defesa do apresentador e empresário está contestando a cobrança na Justiça, pois discorda da metodologia aplicada para calcular o imposto.

O jornalista Josias de Souza afirma que o João Doria é o pior tipo de político: o traidor

O colunista Josias de Souza também discorreu sobre o tombo de João Doria no Datafolha e o rotulo como traidor.
"Na campanha municipal, as coisas ficaram fáceis para João Doria. Tão fáceis que ele virou prefeito no primeiro turno apenas repetindo que não era político, que abominava os corruptos do PT e que colocaria todo o seu talento a serviço do povo de São Paulo. Decorridos dez meses, os fatos estragaram a fábula", disse ele.
"Doria tomou tanto gosto pelo personagem que criou que está esquecendo que sua obrigação é ser o prefeito que prometeu. Revela-se um político do pior tipo: traidor. Mete-se em articulações com corruptos antipetistas. E percorre o país espalhando a insinuação de que está disposto a fazer o favor de presidir a República."
(...)
"Empresário, Doria não produz um palito de fósforo. Amigo leal, oferece diariamente a Geraldo Alckmin uma caricatura da sinceridade. Prefeito, sonha com a Presidência. Ético, negocia com qualquer legenda lavajatista que se disponha a recepcionar seus planos oligofrênicos. E ofende a lógica esgrimindo a tese segundo a qual o nome do seu problema é Fernando Haddad." (Com o 247)
Leia aqui a íntegra de sua análise.

O economista norte-americano Richard Thaler é o ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 2017

Para a Academia, a pesquisa teórica e experimental de Richard Thaler tem sido muito importante. Ele mostrou, por exemplo, como a preocupação dos consumidores impedem que as empresas aumentem os preços em períodos de grande demanda, mas não em épocas de alta dos preços. 

Thaler também deu foco à observação antiga de como é difícil manter as promessas de Ano Novo. "Ele mostrou como analisar os problemas de autocontrole utilizando o modelo de planejamento x ação, que é similar ao sistema utilizado por psicólogos e neurocientistas para descrever a tensão interna entre os planejamentos de longo prazo e as ações de curto prazo".  


"Eu acho que o impacto mais importante é o reconhecimento de que agentes econômicos são humanos e modelos econômicos precisam incorporar isso", disse o professor ao telefone, quando aceitou o prêmio. 

Com doutorado pela Universidade de Rochester (Estados Unidos), Richard Thaler teorizou o conceito de "contabilidade mental", explicando como indivíduos "simplificam a tomada de decisões financeiras, criando 'cases' em suas cabeças, concentrando-se no impacto de cada decisão individual, e não em seu efeito geral", de acordo com a Academia. 
 
"Ele também mostrou como a aversão à perda pode explicar por que os indivíduos valorizam mais alguma coisa quando a possuem do que quando não a possuem", um fenômeno chamado "aversão à desposse". 
 
Da Escola de Chicago criada por Milton Friedman, o premiado de 72 anos confirma a prevalência dos americanos entre os laureados das ciências econômicas. Dos 78 premiados até à data, mais de um terço era ligado a esta escola econômica. 
 
Thaler, que receberá 9 milhões de coroas suecas (944 mil euros), disse estar "muito feliz" com o Prêmio Nobel e prometeu "tentar gastar seu prêmio da maneira mais irracional possível".

Nascido em 12 de setembro de 1945, o economista leciona atualmente na Universidade de Chicago. 

Vice-presidente nacional do PSDB e ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, enquadra o prefeito de São Paulo, João Doria

Vice-presidente nacional do PSDB e ex-governador de São Paulo, Alberto Goldman, divulgou um vídeo com uma tréplica, rebatendo as críticas feitas pelo prefeito de São Paulo, João Doria, também do PSDB. Em vídeo postado nas redes sociais na tarde deste sábado (07), Goldman afirma que Doria foi "raivoso, prepotente, arrogante, preconceituoso."
Na manhã deste sábado, Doria chamou Goldman, de "improdutivo" e "fracassado" ao rebater as duras críticas feitas a ele por Goldman em vídeo publicado ontem.
"Doria publica vídeo contra mim em tom bastante raivoso, prepotente, arrogante, preconceituoso. Me acusa de velho. De fato, faço essa semana 80 anos. O que é uma idade respeitável. Sou velho, mas não sou velhaco. Sou leal. Tenho dignidade, respeitado e tenho compromisso com meu povo", afirmou Goldman, que voltou a acusar Doria de usar o mandato para se lançar candidato à Presidência da República.
Ao alfinetar o prefeito, Goldman diz que “Doria não responde a questão principal que eu coloquei no meu vídeo: São Paulo ainda não tem um prefeito. O prefeito ainda não nasceu depois de nove meses em que ele tem o mandato. Nasceu, sim, um candidato à Presidência da República".
Na sexta, Goldman, de 80 anos, havia dito que “Nós, moradores de São Paulo, não temos prefeito. Temos um candidato a presidente”, ao questionar as constantes viagens de Doria pelo Brasil. Doria disputa a indicação tucana com o seu padrinho político e um dos fundadores do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Goldman criticou a "falta de comprometimento com a cidade", sobretudo com o sistema público de saúde, foco da campanha de Doria. Ele acusou o prefeito de "fazer cena para os meios de comunicação, desde se vestir de gari até manipular um carrinho de concreto."
Pouco antes de Doria publicar o vídeo em seu Facebook, a Secretaria Municipal de Comunicação havia emitido nota afirmando que "só se pode lamentar o grau de desconhecimento da realidade mostrado por um político aposentado que há muito não convive com o povo", e acrescenta: "de todo modo, é preciso respeitar sua avançada idade".
Em entrevista ao site Diário do Centro do Mundo, Goldman voltou a cerrar fogo contra Doria: “Eu não posso ir para Miami, porque não tenho lá uma casa de mil metros quadrados, nem tenho avião. Minha casa é no interior de São Paulo”, diz Goldman. “Meus 50 anos de vida pública não me permitiram ter casa em Miami”, acrescentou.
Para Goldman, “Ele [Doria] é um pobre ignorante, que surfa, nada em cima de dinheiro. Acha que, por ter dinheiro, pode tudo”. O ex-governador diz que Doria é uma fraude, um enganador que usa publicidade falsa para conseguir o que quer: “Todos nós já sabíamos disso. Só o Geraldo Alckmin que não”, dispara Goldman.
Segundo o vice-presidente do PSDB, “Doria vai ter dificuldade em conseguir legenda pelo PSDB” - a briga pode ser um sinal que Doria esteja batendo asas do ninho tucano. O prefeito paulistano já foi cortejado por Michel Temer e Rodrigo Maia para disputar o pleito de 2018 pelo PMDB ou DEM, respectivamente. (Com o 247)
Assista ao vídeo em que Goldman diz que é velho, mas não velhaco:

Deputado pergunta quando é que o Aécio Neves vai pagar pelos crimes que cometeu

O deputado estadual Rogério Correia (PT) comenta nas redes sociais os acontecimentos da próxima semana no Supremo Tribunal Federal e no Senado sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo e reclusão noturna determinada pelo STF.
"O mínimo que se espera dos ministros é que mantenham a decisão tomada e não cedam a pressão do Governo Temer e dos tucanos. O mínimo que se espera do SENADO é cassar Aécio por pedir e receber propinas", diz ele, ao compartilhar uma reportagem do Globo sobre denúncias contra Aécio.
Correia também questiona: “quando Aécio vai pagar pelos seus crimes?”. Confira abaixo seu post:
Quando Aécio vai pagar pelos seus crimes?
Esta semana, 3ª feira, o STF define se ele continua afastado do SENADO e recluso à noite, longe das baladas! O mínimo que se espera dos Ministros é que mantenham a decisão tomada e não cedam a pressão do Governo Temer e dos tucanos.
O mínimo que se espera do SENADO é cassar Aécio por pedir e receber propinas.
Dê sua opinião aos senadores de seu Estado e aos ministros do Supremo !
Aécio foi o rosto do golpe e jogou Minas e o Brasil na lama e na crise. Precisa pagar pelo que fez contra o povo e o país!
Rogério Correia- deputado PT (Com o 247)

A revista Veja começa a destruir a imagem do Jair Bolsonaro (PSC-RJ)

"Delenda Bolsonaro". Eis o novo grito de guerra que ecoa na Marginal, onde se editam as revistas da Editora Abril.
Na nova capa de Veja, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é tratado como "ameaça" e passa a ser o novo alvo a ser destruído.
Esse foco no candidato que se consolidou em segundo lugar nas pesquisas é motivado pelo fracasso do golpe de 2016.
Com seu jornalismo de guerra voltado para a destruição do ex-presidente Lula e da presidente deposta Dilma Rousseff, Veja não alcançou seus objetivos. A meta era criminalizar o PT e colocar Michel Temer no poder para realizar reformas impopulares da chamada "ponte para o futuro". Por futuro, entenda-se PSDB.
Como se sabe, tudo deu errado. O golpe apodreceu num mar de corrupção e hoje os políticos do PMDB e do PSDB estão entre os mais impopulares do País, segundo a pesquisa Ipsos. Para piorar o desespero dos meios de comunicação, Lula lidera todas as pesquisas e disputaria um segundo turno com Bolsonaro.
Era natural que o ambiente de ódio disseminado pela mídia tradicional favorecesse o candidato mais identificável com esse sentimento. O prefeito de São Paulo, João Doria, bem que tentou surfar nessa onda, mas o público deixou claro que prefere o original ao genérico.
Agora, portanto, o jornalismo de guerra entra em uma nova etapa de sua batalha. Primeiro, é preciso destruir Bolsonaro para depois retomar os ataques a Lula. (Com o 247)

A jornalista da Globo Miriam Leitão diz lamentar a compra de deputados por Michel Temer

Em sua coluna nesta quinta-feira, a jornalista Miriam Leitãolamentou que Michel Temer tenha promovido uma explícita compra de parlamentares para se safar da denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) na Câmara.
"O Brasil vive pela segunda vez a exibição vergonhosa do balcão de negócios do Planalto. O presidente, a cada denúncia, abre as portas para parlamentares que vão, com maior ou menor grau de despudor, vender seus votos em troca de alguma moeda: o apoio a projetos, a liberação de recursos, a defesa de interesses. O presidente dá a desculpa de que receber políticos é sua forma de governar.
Isso deprecia ainda mais a política e reduz a confiança na economia. Como o mercado tem estado em alta, o governo Temer acha que tudo o que fizer para se manter no poder não vai provocar uma onda negativa nos preços dos ativos. Está enganado. Há fatores externos, muito autoengano, e especulação na elevação da bolsa e na valorização do real. Mas, se houver algum evento que reduza a liquidez internacional, o mercado muda de humor e passa a ver os problemas aos quais está indiferente agora.
Na política, às vezes há pequenos avanços, como a aprovação da minirreforma com o fim das coligações proporcionais e cláusula de barreira. Mas, em geral, o que se vê é uma sucessão de absurdos em sequência, como a tentativa de usar o Refis para parcelar o pagamento das dívidas de investigados da Lava-Jato. Não fosse derrubada, passaria a ser conhecida como Refis da Corrupção.
Quando começa a caravana ao Planalto, o risco fiscal aumenta. Propostas que elevam gastos ou a renúncia fiscal começam a andar, como a de não cobrar dívidas do setor rural junto à Previdência. O presidente tem se comprometido com questões e projetos sem qualquer transparência. E assim o país acaba sendo surpreendido por decisões como as que são tomadas de forma atabalhoada na área ambiental. Ontem mesmo o “Estadão” noticiou um acordo entre governo e ruralistas para editar uma MP e regularizar o arrendamento de terras indígenas ao agronegócio. Um duplo ataque, aos índios e à floresta. O governo, mais tarde, negou." (Com o 247)

Globo criminaliza as palestras do Lula, mas banca as do Obama

O Jornal Valor Econômico, que pertence ao Grupo Globo, convidou o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama para palestrar nesta quinta-feira 5 no Fórum Cidadão Global, organizado pelo veículo, junto com o Banco Santander e a AAdvantage.
Como todo ex-presidente, Obama, que falou nesta manhã em São Paulo, começa a viver de palestras pelo mundo. O mesmo aconteceu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi, no entanto, criminalizado pela Globo, por meio dos jornais O Globo, Valor e de todos os telejornais da emissora.
Lula recebeu por suas palestras, concedidas em vários países, por meio de sua empresa, a LILS, mas teve os recursos bloqueados pelo juiz Sergio Moro. Lula é criminalizado por ter recebido de empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato, como Odebrecht e OAS, que o contrataram para eventos corporativos.
Em uma entrevista em julho deste ano, o ex-presidente lembrou que ele e Bill Clinton, presidente dos EUA entre 1993 e 2001, eram os palestrantes mais bem pagos do século 21. "A prova da minha inocência é que coloquei esse dinheiro no Banco do Brasil, e não numa conta na Suíça", disse.
Com suas palestras, Obama também levanta recursos para seu instituto. A plateia de hoje, formada por líderes empresariais e clientes do banco, pagou entre R$ 5.000 e R$ 7.500 pelo ingresso. O evento acontece no Teatro Santander, no Shopping JK Iguatemi, zona sul da cidade.
"A ideia do fórum é debater e divulgar as variadas ferramentas que os líderes da sociedade civil podem usar para estimular a cidadania, em um cenário de rápidas mudanças no mundo. A tecnologia, as empresas, a mídia e os indivíduos têm papéis a desempenhar na formação da consciência comunitária e na construção de um futuro melhor", descreve o Valor, em seu site. (Com o 247)

As teclas para salvar o Aécio Neves e o Michel Temer

Do Blog do Amarildo

Sergio Moro é acusado de ajudar a destruir a agricultura familiar

Do GGN

O juiz Sergio Moro é acusado por uma entidade de Direitos Humanos que representa agricultores familiares do Paraná de ter ajudado a desmontar nacionalmente o Programa de Aquisição Alimentar (PAA), lançado pelo governo Lula, em 2003. A avaliação, feita pela assessora jurídica do Terra de Direitos, ocorre no momento em que os agricultores celebram publicamente a absolvição de inúmeros trabalhadores presos por Moro na operação Agro-Fantasma, em meados de 2013.
 
A Terra de Direitos é uma organização que surgiu em Curitiba, em 2002, para atuar em situações de conflitos coletivos relacionados ao acesso à terra e aos territórios rural e urbano.
 
Em nota ao GGN, a instituição informou que agricultores familiares presos por Moro na Agro-Fantasma foram considerados inocentes pela Justiça neste ano, e devem promover uma cerimônia simbólica de absolvição na próxima sexta-feira (6), na Câmara de Vereadores de Irati, a partir das 15h.
 
O evento deve relembrar as investigações da Polícia Federal, que duraram mais de 3 anos com o objetivo de apurar supostos desvios no PAA, vinculado ao Programa Zero. 
 
Em nota, a Terra de Direitos afirmou que as prisões impostas no Moro no caso foram "infundadas" e sustentou que o juiz teve papel importante no esvaziamento do programa em nível nacional.
 
"(...) não é acaso que as prisões preventivas de lideranças de associações e cooperativas de agricultores agroecológicos foram decretadas pelo juiz Sérgio Moro, representando interesses claros na desestruturação de políticas e programas sociais implementados no período político anterior”, destaca Naiara Bittencourt, assessora jurídica da Terra de Direitos.
 
"Além da criminalização e na prisão indevida dos agricultores, a Operação Agro-fantasma também contribuiu para o enfraquecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ação criada pelo governo federal em 2003 para aquisição e comercialização de produtos da agricultura familiar", diz, em nota.
 
"O corte orçamentário para o PAA em 2018 anunciado pelo atual governo federal é de 99%, com a destinação de apenas R$ 750 mil reais para todo o território nacional, o que significa praticamente a extinção do programa", destaca.
 
"Após a deflagração da operação, os requisitos para quem acessa ao PAA se tornaram ainda mais inflexíveis e mais distantes da realidade dos produtores rurais, que passaram a ter mais dificuldade em ingressarem no programa", alerta.
 
Os produtores rurais foram acusados de crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, estelionato e associação criminosa. Além das associações e cooperativas de agricultores individuais, a Agro-Fantasma indiciou funcionários da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) por peculato e prevaricação.
 
A alegação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal era de que estariam ocorrendo ilegalidades no momento da entrega dos alimentos às entidades da rede socioassistencial conveniadas ao PAA, como hospitais, restaurantes populares, bancos de alimentos, creches e cozinhas comunitárias.
 
Segundo as regras, para entrar no Programa toda associação ou cooperativa deveria desenvolver um plano detalhado sobre tipos de alimentos, quantidades e recebimentos dos produtos, formato que desconsidera a sistema de diversidade alimentar da agroecologia.
 
"Esse modelo duro e burocrático foi um obstáculo para diversas famílias agricultoras e as diferenças apontadas entre o plano apresentado e a real entrega dos produtos deve-se a questões ligadas à terra, como safra e mudanças climáticas", afirma a Terra de Direitos.
 
Para Naiara, a Agro-Fastasma representa um retrocesso. “O PAA é uma das políticas públicas de maior fomento à produção agroecológica e da agricultura familiar, possibilitando um escoamento certo do alimento saudável, o que beneficia tanto pequenos agricultores quanto a população urbana pobre que consome com qualidade e segurança nutricional os produtos levados nas entidades sociais”, aponta. 
 
Segundo argumenta, a operação não ocorreu em um contexto isolado, mas serviu com o objetivo de desmontar o Programa para acabar com as ainda singelas políticas de desenvolvimento da agricultura familiar. "Se os agricultores familiares deixaram de escoar seus produtos para as entidades sociais antes beneficiárias, esse vácuo foi preenchido pela produção de grandes empresas alimentícias e por conglomerados do grande agronegócio brasileiro."
 
Ainda, a advogada ressalta os efeitos que a criminalização gerou na vida e comunidades dos trabalhadores acusados. “A absolvição de todos os investigados no Paraná após a desarticulação das organizações de agricultores e da produção, a humilhação e degradação moral que a prisão injusta, representou o esfacelamento em termos orçamentários e a rigidez dos requisitos para o acesso ao PAA corrobora para visualizarmos o objetivo inicial das investigações”, explica.
 
Uma das pessoas criminalizadas em Irati, o agricultor agroecológico Gelson Luiz de Paula, acredita que a ação foi pensada para prejudicar os produtores rurais. “O objetivo dessa operação foi criminalizar cooperativas e associações de agricultores familiares e os próprios agricultores, executores do Programa de Aquisição de Alimentos, o PPA”, afirma. 
 

“Leva tempo e dá muito trabalho para os movimentos sociais desfazerem os danos que uma ação de criminalização como essa causa na luta política, no direito de quem planta e colhe o que a cidade janta", defende o assessor jurídico da Terra de Direitos, Fernando Prioste. Segundo ele, "criminalizar é a tentativa de fazer quem luta contra injustiças ser visto como criminoso, e que suas pautas políticas, como a luta por um modelo agroecológico de agricultura, sejam vistas como luta de bandidos”, completa.

Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, é preso pela Polícia Federal

Oficiais da Polícia Federal prenderam, na manhã desta quinta-feira, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do Comitê Rio 2016 , Carlos Arthur Nuzman.

Os oficiais chegaram à casa do dirigente, no Leblon, pouco antes das 6 horas da manhã (de Brasília) com um mandado de prisão temporária, por cinco dias. Enquanto isso, outra diligência se encaminhou para o bairro das Laranjeiras, com outro mandado para Leonardo Gryner, diretor geral  do comitê da Rio 2016 e braço direito de Nuzman no COB.

Nuzman é considerado o principal responsável pelo pagamento de propina a dois membros do COI na eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos de 2016. No começo de setembro, ele foi encaminhado à sede da Polícia Federal para prestar depoimento na operação batizada como Unfair Play, que investiga a corrupção durante o governo estadual de Sérgio Cabral (2006 a 2014), mas permaneceu calado. 

Os investigadores de PF, Ministério Público Federal e Receita Federal - com auxílio das autoridades francesas - apontam Nuzman como elo entre o pagamento da propina de US$ 2 milhões para Papa Massata Diack através do empresário Arthur Soares, o "Rei Arthur", que está foragido.

O cartola de 75 anos entregou passaportes às autoridades, entre eles um diplomático e um russo. A denúncia do MPF, por sinal, aponta que Nuzman teria vendido o seu voto em favor da candidatura de Sochi para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno em 2014 em troca de um passaporte russo para poder fugir das investigações brasileiras. (Do MSN Notícias)

Oficiais na frente da casa de Nuzman

Luiz Carlos Bresser-Pereira afirma que o Brasil não pode impedir um líder como o Lula de ser candidato

Por Luiz Carlos Bresser-Pereira, em seu Facebook - Eleições contra o radicalismo e o ódio.
Luiz Inácio Lula da Silva é o primeiro grande líder do povo brasileiro desde Getúlio Vargas, mas a classe média e a classe rica o rejeitam de uma maneira radical e antidemocrática. Por que? Porque os padrões morais pelos quais seu partido, o PT, se pautou não foram os melhores? Sim, mas neste ponto o partido apenas copiou o comportamento dos demais. 
Porque, sem ter prejudicado os ricos, deu preferência para o povo e não para a classe média tradicional? E também porque, sem agredir os países ricos, ele mostrou uma independência em relação aos interesses do capitalismo financeiro-rentista mundial aos quais os ricos e a classe média se subordinam? Sem dúvida. Essas são as duas verdadeiras razões. São razões políticas e, portanto, legítimas, mas elas não justificam o veto conservador. Justificam sua discordância, justificam o apoio a partidos conservadores como o PSDB e o DEM; jamais a tese reafirmada pelos representantes das duas classes que a candidatura presidencial de Lula é “inaceitável”, é “o mal”. Não justificam excluí-lo das eleições presidenciais do próximo ano. 
O Brasil é hoje uma nau sem rumo. Está tomado pelo radicalismo e pelo ódio. Para obter apoio do liberalismo financeiro-rentista (dos ricos, da classe média tradicional e dos interesses estrangeiros) um governo sem qualquer legitimidade adota uma reforma neoliberal absurda e inviável, como foi a emenda que congelou em termos reais os gastos públicos e se dispõe a privatizar monopólios públicos como o Eletrobrás, ao mesmo tempo em que investe contra as reservas indígenas e a proteção do ambiente. Em um momento em que o neoliberalismo recua no mundo rico, avança aqui e nos condena ao atraso.
Não creio que Lula seja o candidato ideal. Em seu governo houve responsabilidade fiscal, mas nada foi feito contra os dois preços macroeconômicos que têm causado desindustrialização e baixo crescimento: os juros altos e o câmbio apreciado no longo prazo. Nada foi feito porque não Lula logrou transformar essa questão em uma questão nacional, e porque contou com uma assessoria econômica que lhe mostrasse o caminho. No plano econômico, na centro-esquerda, Ciro Gomes está mais preparado do que ele. 
Mas nesta pequena nota eu não estou discutindo candidatos à presidência da República. Estou afirmando que uma nação democrática não pode impedir que um líder político da dimensão de Lula seja proibido de concorrer. Os promotores da força-tarefa e o juiz Moro cometeram um grande erro ao eleger Lula como seu principal alvo, e ao condená-lo sem qualquer prova no ridículo caso do tríplex do Guarujá. Já temos um poder executivo e um poder legislativo desmoralizados; cabe ao poder judiciário preservar-se agindo como o árbitro que deve ser e não como parte interessada. 
Uma nação é um povo com uma história e um destino comum. A democracia é o regime político que a nação brasileira conquistou em 1984, depois de uma longa e dura luta. As eleições do próximo ano são uma oportunidade para a nação brasileira, depois de uma animada campanha eleitoral, unir-se em torno de um governo legítimo e um projeto de desenvolvimento. Eleições realmente livres são a condição fundamental para superarmos o radicalismo e o ódio e voltarmos a ter uma nação.