Slider

Opinião

Política

Notícias

Economia

Esporte

Pesquisa do Datafolha mostra que, para os brasileiros, o ex-presidente Lula é o mais preparado para melhorar a economia

O eleitor brasileiro avalia que o ex-presidente Lula é quem melhor tem condições de retirar a economia brasileira do atoleiro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira 22. "O ex-presidente Lula é o pré-candidato ao Planalto mais preparado para acelerar o crescimento da economia do país, avalia o eleitor brasileiro. Segundo pesquisa Datafolha, 32% dos entrevistados citaram o petista como o melhor nome para desempenhar essa missão. O resultado da pesquisa é bastante similar ao quadro geral de intenção de voto do eleitor, com o ex-presidente sendo seguido pelo deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 15%, e Marina Silva (Rede), 8%", aponta a reportagem.
A pesquisa também aponta que 49% dos brasileiros desejam que ele dispute as eleições, enquanto 48% dizem que não. Lula vem sendo mantido como preso político há mais de dois meses justamente para não disputar as eleições presidenciais de 2018, que ele venceria com facilidade. No próximo dia 26, o Supremo Tribunal Federal julgará seu pedido de liberdade.
Os números da pesquisa são ainda melhores no Nordeste. "Para reverter esse quadro de estagnação, Lula é o favorito de eleitores de todas as faixas etárias e regiões do país. No Nordeste, onde tradicionalmente tem maior aprovação, o petista é visto como o melhor remédio para a economia por 51% dos entrevistados, contra apenas 8% do segundo colocado, Bolsonaro", aponta ainda a reportagem. (Com o 247)

A Lava Jato chega com força ao PSDB de São Paulo e atinge em cheio o governo de Geraldo Alckmin

Depois de uma longa ausência, a operação Lava Jato finalmente chega a São Paulo e aponta seu canhão judicial-policial para as obras do Rodoanel, foco de inúmeras ilegalidades largamente denunciadas pela imprensa e pela blogosfera. O alvo são obras iniciadas em 2013, durante o governo Alckmin e os desvios chegariam a R$ 600 milhões. A operação cumpre mandados de prisão, busca e apreensão.
"A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (21) uma operação para prender 15 pessoas suspeitas de desvio de dinheiro nas obras do trecho norte do Rodoanel Mário Covas. A operação Pedra no Caminho também cumpre 51 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Carapicuíba, Arujá, Bofete, Ribeirão Preto e São Pedro, no estado de São Paulo, e também em Marataízes e Itapemirim, no estado do Espírito Santo.
São alvos de mandados ex-diretores da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), executivos das construtoras OAS e Mendes Junior, de empresas envolvidas na obra e gestores dos contratos com irregularidades.
O alvo de prisão principal é Laurence Casagrande Lourenço, ex-diretor presidente da Dersa, a estatal responsável pelas rodovias do estado de São Paulo. Atualmente, Laurence preside a Companhia Energética de São Paulo (Cesp). No último ano ele acumulou o cargo de secretário de Transportes e Logística do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Além dele, a 5ª Vara da Justiça Federal em São Paulo expediu mandados de prisão temporária contra um ex-diretor de Engenharia da Dersa, um gerente responsável pelo trecho norte do Rodoanel, fiscais e executivos das empreiteiras que realizam a obra viária, que quando estiver pronta vai ligar a Rodovia dos Bandeirantes à Dutra."
Em nota, o Ministério Público Federal afirmou que são investigados os crimes de corrupção, organização criminosa, fraude à licitação, crime contra a ordem econômica e de desvio de verbas públicas. As obras tiveram recursos da União, do Governo do Estado de São Paulo e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e foram fiscalizadas pela Dersa.
As obras são divididas em seis lotes, tiveram início em 2013 e ainda estão em andamento. Apurações do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) identificaram diversas irregularidades e superfaturamento de centenas de milhões de reais, por meio da celebração de aditivos contratuais desnecessários, visando a apropriação indevida de recursos públicos em prejuízo da União, do Estado de São Paulo e do BID.
"Para maquiar o sobrepreço adotou-se a prática de "jogo de planilhas", expediente comum em fraudes a licitações com muitos itens contratados de forma global, em que o licitante oferece preço acima do mercado para alguns itens e abaixo da referência para outros, de modo a colocar-se artificialmente como menor preço global. Esse expediente é comum em fraudes às licitações", afirma a nota da Procuradoria.
“No Lote 1, foram apurados aumentos de 16% a 430% em serviços de escavação e explosivos, estrutura de túneis, carga e desmonte de argamassa, acrescendo indevidamente à obra cerca de R$ 60 milhões. No Lote 2 apurou-se aumento de 987% (mais de R$ 21 milhões) nos serviços de escavação e explosivos e no Lote 3, aumentos de até 1.223%.”
A investigação da CGU apurou que vários contratos foram celebrados por preços baixos, relativamente ao orçamento inicial previsto pela Dersa, sendo incluídos outros serviços por meio dos termos aditivos para elevar substancialmente o custo das obras e prejudicar a concorrência, burlando o verdadeiro objeto da licitação. Os acréscimos indevidos nos Lotes 1, 2, 3 e 5 alcançaram mais de R$ 143 milhões.
O TCU constatou superfaturamento na casa dos R$ 33 milhões e manipulação proposital de quantitativos nos contratos, que acabaram por ocultar impacto financeiro consistente em acréscimos indevidos que somam mais de R$ 600 milhões de reais.
Leia mais aqui
 (Com o 247)

Dilma Rousseff denuncia na Inglaterra a prisão política do ex-presidente Lula

A presidente eleita Dilma Rousseff recebeu nesta terça-feira 20 a solidariedade internacional de entidades sindicais, ao participar, na Inglaterra, do Congresso da UNI Global Union, organização que reúne mais de mil sindicatos de trabalhadores do setor de serviços de 150 países. "Nosso candidato é Luiz Inácio Lula da Silva e a eleição de outubro é a condição inicial para haver um acordo no Brasil para que nós nos reencontremos e possamos unir novamente o país", discursou.
Ela foi ovacionada por 2,5 mil trabalhadores de todo o mundo, aos gritos de "Lula Livre", segundo texto publicado em seu site. Ela ressaltou também em sua fala que os líderes políticos que promoveram o golpe no Brasil têm hoje um grande problema: seus candidatos não chegam a obter 10% das intenções de votos nas pesquisas. "O golpe se desmoralizou", disse.
Dilma agradeceu o apoio e aproveitou o discurso para denunciar a agenda de retrocessos no país, desde o golpe ocorrido em 2016. "O golpe foi contra os trabalhadores e os direitos sociais", destacou. Ela disse que a precarização dos direitos dos trabalhadores é resultado direto da agenda promovida pelo governo de Michel Temer.
Ela recebeu das mãos da nova secretária-geral da UNI Global Union, Christy Hoffmann, uma placa em homenagem a Lula. Emocionada, ela reiterou a candidatura de Lula à Presidência da República, denunciou a prisão política do ex-presidente e agradeceu o apoio dos sindicalistas internacionais, que assinaram petição pela liberdade do líder brasileiro. "A prisão de Lula é mais uma etapa do golpe no Brasil", apontou.
Pela manhã, Dilma esteve reunida com professores das universidades de Leeds, Cambridge, Manchester e Liverpool para falar sobre os retrocessos ocorridos no Brasil desde o processo de impeachment sem crime de responsabilidade ocorrido em 2016, quando ela foi afastada do governo.
"Há uma agenda de retrocessos sem precedentes no Brasil", disse. Ela listou os cortes nos investimentos, a imposição do teto nos gastos sociais e a reforma trabalhista, além da venda de ativos de empresas estratégicas brasileiras, como a Eletrobras, a Embraer e a Petrobras. (Com o 247)

Jornalista afirma que "É quase um consenso no meio jurídico que o processo de Lula tem que ser anulado"

O programa Boa Noite 247 destacou os últimos fatos envolvendo o cárcere arbitrário de Lula, passando pelo apoio de setores da igreja católica ao ex-presidente e um recurso de suspensão da sua prisão que será julgado na próxima sexta-feira (23). "É quase um consenso no meio jurídico que o processo de Lula tem que ser anulado", declara o jornalista Alex Solnik.
Apoio de setores da Igreja
O Frei franciscano Sérgio Antônio Görgen, da Ordem dos Frades Menores, visitou Lula na tarde desta segunda e levou a público uma mensagem do ex-presidente. "Ele alimenta a fé de que irá sair da prisão e ser presidente da República, ajudando o povo a reencontrar sua dignidade e soberania, ressaltando que está na hora de reagir", reproduziu o Frei.
O jornalista Alex Solnik interpreta a fala de Lula. "A reação que Lula cita é em relação às urnas, para que o Brasil volte a ser o que era", analisa.
O jornalista William de Lucca também analisa a fala do ex-presidente baseando-se em um viés eleitoral. "Lula acredita que as pessoas precisam manifestar-se nas pesquisas e nas urnas", opina.
Discurso do Papa Francisco
O Papa Francisco discorreu, durante sermão, sobre o papel nocivo da mídia "quando é utilizado por pessoas sem escrúpulo, fortalecendo ditaduras", disse o pontífice.
"O Papa é um chefe de Estado que fala através de parábolas, independente se seu sermão tenha ligação direta com Lula ou não, o importante é que o Papa apoia Lula", destaca Solnik.
Recurso julgado
Um recurso pela suspensão da prisão do ex-presidente Lula, até que o recurso especial seja julgado no Supremo Tribunal Federal (STF), será avaliado na próxima sexta-feira (23).
"Apesar da obstrução que do TRF4 para que tal recurso não chegue à Suprema Corte, é possível que ministros de STF aceitem o recurso" avalia Solnik, que opina: "Está mais do que na cara que o processo de Lula tem que ser revisto e anulado".
A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta terça-feira (25) a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), na Lava Jato, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro.
"Quase todos os processos que julgam os petistas são baseados em delações sem provas, sempre que uma liderança do PT começa a se destacar, consequentemente ele é atacado", observa de Lucca. (Com o 247)

Márcio Porchmann afirma que o governo Temer se especializou no desmonte da industrialização nacional

Por Marcio Pochmann, na Rede Brasil Atual - A construção de um dos parques industriais mais avançados e integrados do mundo permitiu ao Brasil abandonar, a partir de 1930, a condição de atraso imposta pela antiga e longeva sociedade agrária. Ainda que tardio, o avanço do capitalismo industrial transcorreu concomitante com o estabelecimento de uma nova e complexa sociedade urbana rica, porém permeada por significativa desigualdade econômica, social e de poder.
A permanente postergação da realização das reformas clássicas do capitalismo contemporâneo, como a agrária, tributária e social, impossibilitou que a elevação ao patamar dos 10 países mais ricos fosse acompanhada por uma sociedade justa e democrática. Com isso, a prevalência de enorme concentração de pobres e camadas de trabalhadores informais, a maioria dependente da oferta de serviços às famílias ricas (piscineiros, domésticos, passeadores de cães, seguranças, motoristas particulares, jardineiros, manicure, pedicure, personal trainer, entre outros)
Por outro lado, a ascensão do receituário neoliberal durante os governos dos Fernandos (Collor, 1990-1992 e Cardoso, 1995-2002) impôs inegável inflexão à anterior trajetória industrializante da economia nacional. A consequência direta foi a precoce transição para a sociedade de serviços em decorrência da simultânea queda relativa da produção, da renda e do emprego na agropecuária e indústrias de transformação e construção civil.
A transição antecipada da sociedade industrial para a de serviços terminou não sendo mais a abrupta e intensa diante dos governos liderados pelo PT (2003-2016) que buscaram recuperar o parque industrial através das políticas de conteúdo nacional, de financiamentos produtivos, desoneração fiscal, entre outras iniciativas. Assim, as indústrias de petróleo e gás, naval, fármacos, automobilístico, da construção civil, entre outras, voltaram a ganhar proeminência na produção, emprego e renda.
Apesar disso, a volta da aplicação do receituário neoliberal pelo governo Temer desde o golpe de 2016, passou a produzir significativa retomada do desmonte do parque industrial brasileiro. Isso é que se pode constatar diante da profusão de exemplos associados à generalizada regressão econômica vislumbrada no complexo de petróleo e gás, na indústria naval, na construção civil e outros.
Também no setor químico podem ser constatadas importantes transformações no Brasil, como a fusão dos grupos Du Pont e Dow Chemical. Além disso, o recente anúncio da negociação de venda da petroquímica Braskem pela Odebrecht para uma corporação transnacional com sede na Holanda (LyondellBasell) impõe esvaziamento ainda maior na participação da presença do capital privado nacional no setor produtivo. Somente a aquisição da Braskem pode levar os seus 8 mil empregos distribuídos por 40 fábricas pela multinacional holandesa que detém 13 mil ocupados dispersos em suas 55 fabricas instaladas em 17 países.
Diante disso, percebe-se como o governo Temer se especializa no desmonte da industrialização nacional. Para tanto, põe fim ao antigo tripé de capitais que havia permitido o salto econômico que consolidou um dos parques de manufatura mais importante do lado sul do planeta Terra.
A continuidade do processo entreguista da nação pelo governo Temer protagonizado pela privatização do setor produtivo estatal encontra maior eco com o avanço da desnacionalização da indústria empossada pelo capital privado nacional. Tudo isso, com o possível fechamento das empresas operando no país (como no caso da venda da Embraer), a transferência de tecnologia nacional para estrangeiro (como no caso da exploração da camada do pré sal pela Petrobrás), o que compromete ainda mais as possibilidade de manutenção da soberania nacional.

Os cantores Chico Buarque e Martinho da Vila convocam para o festival Lula Livre

Personalidades como os cantores Chico Buarque e Martinho da Vila, o escritor Leonardo Boff e o jornalista Eric Nepomuceno fazem uma convocatória para o festival Lula Livre, marcado para acontecer no dia 28 de julho, na Praça dos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro.
"Pedir a imediata libertação de Luís Inácio Lula da Silva não significa apenas um gesto de solidariedade ao mais popular presidente deste nosso país. Significa também um gesto de solidariedade a todos nós, brasileiros e brasileiras. Um gesto de exigência para que se respeite a Justiça, pilar básico de qualquer sistema minimamente democrático", diz o texto, que também é assinado por Lucélia Santos, Luís Nassif, Conceição Evaristo. Fernando Morais, José Celso Martinez Correa, Hildegard Angel, Luiz Carlos Barreto e Ziraldo.
De acordo com a nota, "o caso de Luís Inácio Lula da Silva tem um simbolismo único na história recente do nosso país. Todo o julgamento do presidente Lula foi um erro jurídico sem limites. Não havia, na primeira instância – leia-se Curitiba –, uma única e mísera prova dos crimes dos quais ele foi acusado. Não se trata de opinião, mas de constatação".
"O mesmo se deu na segunda instância, o TRF-4, onde prevaleceu a ausência de provas, demonstrando que se tratou claramente de manobra jurídica, armada e efetivada diante da complacência de todas as demais instâncias. Inadmissível é não permitir que Lula participe das eleições. Inadmissível é mantê-lo preso num flagrante desrespeito às regras mais elementares da Justiça".
Segundo o texto, "com o país à deriva, com o crescente aumento dos riscos de naufrágio, é imperioso retomar, com urgência, o rumo da normalidade. E essa caminhada só se dará com a realização de eleições efetivamente livres e representativas da vontade popular". 
"Nós nos opomos rigorosamente à arbitrariedade a que Lula está submetido, e que deve cessar de imediato. Queremos sua liberdade já. Entendemos ser direito invulnerável dos 146 milhões de eleitores poderem optar inclusive por não votar nele. Diante de semelhante cenário, nós, trabalhadores e trabalhadoras das artes e da cultura, convocamos todos os setores democráticos da sociedade para um ato em defesa da liberdade de Lula e da retomada da normalidade democrática, independente de partidos e correntes políticas", continua.
"Assim, unidos numa frente ampla e irrestrita, realizaremos no dia 28 de julho, na Praça dos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, o mesmo tipo de evento que vem sendo realizado em diferentes cidades de diferentes países: o FESTIVAL LULA LIVRE", acrescenta. (Com o 247)

Ciro Gomes é entrevistado por um de seus eleitores, o Caetano Veloso. Assista à entrevista aqui

Eleitor declarado de Ciro Gomes, Caetano Veloso entrevista o pré-candidato do PDT à Presidência. Foi no canal no Youtube Mídia Ninja. Veja aqui.


Eleitor declarado de Ciro Gomes, Caetano Veloso entrevista o pré-candidato do PDT à Presidência. Foi no canal no Youtube Mídia Ninja. Veja aqui.
Na entrevista, Ciro diz que enquanto esteve em Harvard, como pesquisador visitante por 18 meses, chegou a chorar várias vezes de saudade, em sábados “quando não tinha o que fazer”. Ciro conta que na segunda-feira “caía na biblioteca para estudar, ler”. E afirma: ” Depois volto como acadêmico, pouco ligando para conveniência eleitoral”.
Nos tais sábados, Ciro diz que muitas das vezes era Caetano quem ele ouvia. E cita “London London”, composta pelo baiano durante o exílio cumprido na Inglaterra.
Foi a segunda edição de uma série de entrevistas, iniciada com o ex-ministro de Dilma Rousseff (PT) Mangabeira Unger, conselheiro de Ciro.

Gilmar Mendes diz que ver um enigma no ex-presidente Lula: mesmo preso lidera as pesquisas

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) que a operação Lava Jato gestou um enigma com a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas mesmo com ele preso. "Isso é um milagre da Lava Jato, talvez também é um enigma que ela produziu", disse ao jornalista Roberto D'Ávila, na GloboNews, em programa exibido na noite desta quinta.
“Ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar afirmou que a situação do petista provoca uma confusão na disputa eleitoral. "Eu disse até outro dia para jornalistas portugueses que o diabo nos preparou um coquetel com toda essa confusão." Na avaliação do ministro, é necessário "decifrar o enigma" que mantém Lula à frente nas pesquisas ao mesmo tempo que a população pede por candidato sem máculas da corrupção.
"Poucos políticos candidatos a presidente, o líder da pesquisa com 30% de apoio e algo irredutível, apesar de todas as revelações, informações e até de um certo massacre midiático. E quando se pergunta o que as pessoas querem, elas respondem que não querem candidato envolvido com corrupção. Não obstante, eles apontam o ex-presidente Lula. Então, esse é um enigma que nós precisamos decifrar", disse o ministro. (Com o 247)
Leia mais aqui

Economista do Ciro Gomes afirma que é contra a privatização de refinarias da Petrobrás, desmentindo a Reuters

Por Nelson Marconi, em seu Facebook –  “Concedi essa entrevista à Reuters em que falo sobre diversos pontos do programa não abordados em conversas anteriores. É importante esclarecer que em nenhum momento eu falo em privatizar refinarias da Petrobrás, que fique em claro; esta medida NÃO é parte de nosso programa. Entendemos, isso sim, que deve haver mais competição no refino, como o título da matéria diz, e, portanto, vemos com bons olhos se o setor privado também investir no refino. A Petrobras é uma empresa estratégica para o país e não passa pela nossa cabeça, nem de longe, vender os seus ativos. Seria incoerente com tudo que vemos defendendo. Acho que minha afirmação é bastante clara e suficiente.”
Íntegra da entrevista está aqui.
Por Iuri Dantas e Brad Haynes
SÃO PAULO (Reuters) - O programa de governo do principal pré-candidato de centro-esquerda nas eleições presidenciais deste ano, Ciro Gomes (PDT), prevê abertura do setor de refino de petróleo à concorrência, com alienação de ativos da Petrobras e permissão para que empresas privadas construam novas refinarias, bem como prevê que o BNDES volte a ter perfil de banco de fomento com taxa de juro mais barata.
Além disso, segundo o economista Nelson Marconi, coordenador do programa de governo de Ciro, a plataforma prevê uma atuação do Banco Central no mercado de câmbio que gere mais previsibilidade, em intervenções para que a cotação fique em torno de um determinado patamar, além de um rearranjo de receitas e despesas com o objetivo de reduzir rapidamente a dívida pública.
Os tópicos foram destacados à Reuters pelo coordenador de programa do pré-candidato, que vem despontando como a alternativa dos eleitores mais de esquerda em pesquisas quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há mais de dois meses, fica fora dos cenários.
"Refino, pelo amor de Deus, não precisa ser monopólio da Petrobras, que não deixa ninguém entrar neste mercado", afirmou na noite de terça-fera Marconi, de 53 anos, doutor em economia e professor da Fundação Getúlio Vargas.
"Do ponto de vista do refino, a gente quer absolutamente aumentar a competição... Você fica menos dependente de petróleo refinado importado", acrescentou.
Prevista em lei desde 1997, a abertura do setor de refino nunca aconteceu na prática, levando a Petrobras a exercer um monopólio que define preços para todas as distribuidoras de combustíveis do país.
"A tecnologia que as refinarias usam na Petrobras está meio defasada", disse Marconi. "Então tem que estimular de alguma forma o surgimento de outras refinarias com tecnologia que, inclusive, baixam os custos de produção."
A Petrobras pretende vender 60 por cento de sua capacidade de refino no país e no fim de abril lançou o projeto de se desfazer de quatro unidades, para criar dois pólos de refino no Nordeste e Sul do país. A venda de ativos da estatal, porém, enfrenta protestos de petroleiros e foi alvo do Tribunal de Contas da União (TCU).
Marconi disse ainda que a proposta para uma nova política de preços da Petrobras não está fechada, mas adiantou como pressupostos a remuneração do capital e cobertura de custos, além da decisão de que a estatal não deve transferir para o consumidor as flutuações dos preços do petróleo e do câmbio no dia a dia.
A política de preços da Petrobras, com aumentos mais frequentes em linha com a cotação internacional do petróleo, foi apresentada pelo governo como uma forma de atrair investimentos para o setor, após forte intervenção estatal durante a gestão Dilma Rousseff. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu consulta pública sobre os repasses ao consumidor, numa tentativa de regular o tema.
O alto preço do diesel foi o estopim de uma greve de caminhoneiros que durou 11 dias, em maio, e provocou desabastecimento no país todo. A crise levou o então presidente da empresa, Pedro Parente, a pedir demissão do cargo.
Maior estatal do país, a Petrobras pode impulsionar o crescimento econômico também via política de compras governamentais de produção local, citou ele, elencando também o setor de saúde como outro caminho para a iniciativa.
Ele também defendeu que as reservas de petróleo são ativo estratégico e devem ficar com a Petrobras e que contratos fora do modelo de partilha serão revistos e indenizados.
CÂMBIO

A forte turbulência no mercado cambial levou o dólar a um patamar "relativamente certo", "ao redor de 3,80 reais", na visão do economista, e um eventual governo Ciro buscaria dar mais previsibilidade sobre esse mercado com atuações do BC e criação de um fundo soberano para suavizar os fluxos comerciais.
"Sobre o tripé (econômico), os vértices podem não ser os mesmos... o câmbio não é mais tão flutuante", disse Marconi, que na década de 1990 foi assessor econômico do Ministério da Administração e Reforma do Estado e depois coordenou a área de recursos humanos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
"Tem que ter uma certa previsibilidade, tem que diminuir essa variância do câmbio."
Outra forma de conter a volatilidade cambial no Brasil seria reduzir os atrativos para o capital especulativo por meio de um menor diferencial da taxa de juros nacional em relação à internacional. Na avaliação de Marconi, o caminho mais indicado é adotar instrumentos conhecidos, como swap cambial, leilão de linha e uso de reservas e evitar medidas pouco usuais.
"A gente está buscando não usar controle de capitais, esse tipo de coisa, porque aí sim dá ruído no mercado", afirmou. "A gente prefere que o BC faça intervenção."
A solução para atingir um câmbio "competitivo" para exportadores seria um controle rígido das contas públicas e da dívida nacional, explicou o economista. "Nossa variável de ajuste vai ser o fiscal, tem que ser o fiscal, este modelo todo funciona se tiver o fiscal em ordem."
Ainda na esfera do BC, o economista defende pessoalmente a adoção de duplo mandato, com meta de emprego e inflação, mas que o sistema de metas permita absorção mais racional de choques de preços. Isso poderia ocorrer, explica Marconi, alterando o horizonte de convergência da inflação para o objetivo e estabelecendo o alvo como a evolução acumulada em 12 ou 24 meses, em vez do ano calendário como é feito hoje.
BNDES

A equipe do pedetista também avalia que é preciso retomar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), recentemente substituída pela Taxa de Longo Prazo (TLP) como referência nos empréstimos do BNDES, para estimular investimentos em infraestrutura, e reduzir o ritmo de desembolsos do banco de fomento para o Tesouro Nacional.
A TJLP é uma taxa de juros subsidiada e, assim, menor do que as praticadas pelos mercados. Já a nova TLP tem uma estrutura parecida com os juros de mercado, vinculada a títulos públicos atrelados à inflação, e foi uma medida adotada e bastante comemorada pelo governo do presidente Michel Temer.
"Colocar uma taxa de juros associada a um título da dívida, que oscila, para quem vai fazer investimento, não tem lógica", afirmou Marconi.
Ele defendeu também que é preciso reduzir os repasses do BNDES ao Tesouro e que o banco capte recursos via debêntures e outro mecanismos para se sustentar. Só neste ano, o BNDES antecipará o pagamento de 130 bilhões de reais à União para ajudar no ajuste fiscal.
A candidatura Ciro representa uma iniciativa "progressista" e de "centro-esquerda", afirma Marconi, ressaltando a importância de aprovar a reforma da Previdência, as mudanças fiscais e tributárias, ao mesmo tempo em que retoma investimentos públicos em áreas típicas de Estado, como educação e saneamento. No ano passado, foram comprometidos 357,4 bilhões de reais em subsídios no Orçamento.
FISCAL

Marconi explica que o eventual governo de Ciro faria um corte de despesas correntes e tributação de lucros e dividendos, além da criação de novo imposto sobre movimentação financeira para transações acima de um determinado valor, que ainda está sob estudo na campanha.
"A gente vai colocar um imposto sobre lucros e dividendos e reduzir a tributação na pessoa jurídica para compensar, mas provavelmente vai ter algum ganho líquido de arrecadação", afirmou. "E a gente vai fazer algum imposto também sobre movimentação financeira, até reduzir a dívida e chegar num determinado patamar."
Outra iniciativa será o corte dos subsídios no Orçamento federal em 15 por cento já em 2019, criando espaço para retomada de investimentos públicos na construção de escolas e saneamento básico. A área de logística e infraestrutura também deve receber aportes do poder público, mas em menor medida, uma vez que serão retomados projetos de concessão à iniciativa privada paralisados durante o governo Temer, disse Marconi.
Os mercados financeiros não veem Ciro com bons olhos, com avaliações de que ele poderia adotar medidas populistas e com pouca preocupação fiscal. Para Marconi, que mantém contato frequente com economistas do mercado, ao fortalecer a esfera produtiva, o mercado financeiro também será beneficiado.
"O Ciro é uma pessoa que tem experiência administrativa grande, foi governador (do Ceará), prefeito (de Fortaleza), ministro", afirmou ele. "Tem experiência e nunca fez nenhuma loucura, pelo contrário", acrescentou.
"Acho que (a visão sobre Ciro) tem mudado mais rápido em relação ao meio empresarial. Eles percebem que estamos falando o tempo todo que estamos defendendo eles", disse. "Não estamos fazendo aqui uma revolução socialista, pelo contrário, queremos que gerem mais emprego."

O jornalista Ricardo Boechat recorre a notícias falsas para espalhar grosserias contra o ex-presidente Lula e seus apoiadores

O jornalista Ricardo Boechat recorreu novamente à baixaria e atacou o 247 nesta quarta-feira, 13. Alheio à retratação do Vaticano, o colunista da Band News, criticou a divulgação de que o advogado Juan Grabois veio ao Brasil trazer um terço abençoado pelo Papa e foi impedido pela Polícia Federal de entregar o entrega-lo ao ex-presidente.


"Aqui no Brasil divulgaram há poucos dias muitos sites ligados ao campo da esquerda, tem um que é um 248, 249, uma besteirada qualquer, [dizendo] ’religioso é impedido de entregar terço abençoado pelo Papa a Lua, que o Papa mandou para Lula, não deixaram o emissário do Papa entregar o terço benzido pelo Papa a Lula, que maldade’. Aí ontem o Vaticano disse ’não tem esse negócio de emissário do Papa entregando nada para o Lula não", disse Boechat em comentário na Band News. 


Além da linguagem chula e preconceituosa ao se referir ao Brasil 247, o maior veículo progressista na internet, e aos demais veículos da mídia independente, Ricardo Boechat demostrou estar mal informado. Ele baseou seu ataque em uma nota do Vaticano que pouco tempo depois foi deletada.



"O Papa abençoa ou benze tantos terços quanto levarem para ele, recomenda em geral que sejam dados a prisioneiros no mundo, independentemente da situação específica de cada prisioneiro. Não houve nesta visita deste cavalheiro nenhuma missão específica do Papa. Aí esse site e outros da mesma linha blá, blá, bla, ’depois de Lula, agora a imprensa brasileira censura o Papa’, são uns malucos completos", disse o jornalista. 

Se tivesse se dado ao trabalho de entrar na página do Vaticano, Boeacht teria visto que a informação que ele se baseou para atacar o 247 não existe mais. Ele teria lido a correção que o Vatican News fez, que confirma a notícia divulgada pelo 247, de que o advogado Juan Grabois veio trazer a Lula um terço abençoado pelo pontífice assim como palavras do Papa Francisco. "Grabois definiu inexplicável a rejeição de não ter podido se encontrar com Lula a quem queria levar um Terço abençoado pelo Papa, as palavras do Santo Padre e as suas reflexões com os movimentos sociais e discutir assuntos espirituais com o ex-chefe de Estado", diz o texto.

É o segundo episódio de disenteria verbal de Ricardo Boechat contra o campo da esquerda em menos de dois meses. Em abril, ele partiu para misoginia ao insinuar que a presidente deposta Dilma Rousseff faria uma “visita íntima a Lula”, o que foi motivo de revolta nas redes sociais. 

Ao contrário do que a mídia golpista queria, o Vaticano confirma que consultor do Papa Francisco tentou se encontrar com o ex-presidente Lula

O Vaticano confirmou o noticiário da mídia independente sobre o caso de Juan Grabois, que é consultor do Papa Francisco, e tentou levar ao ex-presidente um terço abençoado pelo pontífice. A Agência Lupa, que é ligada ao grupo Uol, da família Frias, acusou sites como 247, DCM e Fórum de propagar notícias falsas, mas foi ela quem propagou uma informação inverídica. Aguardamos seu pedido de desculpas. (Com 247)
Cidade do Vaticano
Corrigindo um nosso serviço precedente sobre o caso Grabois-Lula, devemos ressaltar que havia imprecisões na tradução e nas transcrições que induziram a alguns erros. Abaixo apresentamos a notícia correta.
O advogado argentino Juan Gabrois é Consultor do ex-Pontifício Conselho Justiça e Paz, que passou a fazer parte do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, e é o coordenador do encontro mundial dos movimentos sociais em diálogo com o Papa Francisco.
Grabois concedeu uma entrevista (https://youtu.be/A7F-C1Bi5Q0) depois de ter sido impedido de visitar o ex-presidente Lula no Cárcere de Curitiba, onde está detido há mais de dois meses. Grabois definiu inexplicável a rejeição de não ter podido se encontrar com Lula a quem queria levar um Terço abençoado pelo Papa, as palavras do Santo Padre e as suas reflexões com os movimentos sociais e discutir assuntos espirituais com o ex-chefe de Estado.
Grabois disse que está muito preocupado com a situação política no Brasil e em vários países da América Latina. Enfim, disse estar muito triste pela proibição de realizar esta visita, mas que o importante é ter conseguido levar a Lula o Terço.

O Lula não desiste do povo e o povo não desiste do Lula

A mensagem que Lula veiculou no início da noite de domingo para o Partido dos Trabalhadores, noticiada com exclusividade pelo Brasil 247, tem vários significados importantes. A cena política brasileira, sabotada pela imprensa, criminalizada pelo poder judiciário e desorganizada por partidos de direita e da falsa esquerda que não possuem agenda positiva (que sequer possuem agenda), não pode simplesmente ser eliminada do mapa como muitos gostariam. A política não é uma instância passível de aniquilação porque ela é a única via civilizatória para que as sociedades decidam o seu destino. Ela é incontornável. O ser humano fará política sempre, pois sem ela, o que resta é a barbárie. 
É essa barbárie que a imprensa, o golpe e o PSDB quiserem instalar no Brasil, para que o país voltasse a ser uma peça de decoração no cenário doméstico e internacional. O Brasil bom, para a imprensa e para a elite brasileira, é o Brasil exótico, o Brasil carnavalesco, o Brasil do futebol, o Brasil do favor, o Brasil do jeitinho. Foi exatamente a perda simbólica e narrativa desse Brasil grotesco que levou a nossa classe média a um desidentificação histérica e coletivamente perigosa. Nós nunca estivemos tão perto da desintegração social e simbólica como agora. O brasil corre o risco de desaparecer, de se cindir, de se fragmentar não apenas enquanto sociedade, mas enquanto território soberano. 
O significado de pátria também foi criminalizado por nossas elites justamente por isso: ele é perigoso. Ele é o desdobramento natural da política que, por sua vez, é o desdobramento natural dos anseios do povo. O sentido de pátria e de nacionalidade é altamente mobilizador e o poder de fato, financeiro e violento, combate esse sentido com unhas e dentes. 
Vem daí a apropriação que a Rede Globo faz dos símbolos nacionais: futebol e carnaval. Ter a posse do sentido de nacionalidade através do futebol cumpre duas pusilânimes funções: neutraliza - por que recobre com sua saturação insuportável materializada na dicção de um Galvão Bueno, o maior salário da Globo - todo de qualquer sentimento de nacionalidade que não seja a catarse futebolística. Gostar do Brasil enquanto país produtor de tecnologia ou país que combate a miséria é a antítese da rede Globo de Televisão. 
Em assim sendo, como ela poderia se esbaldar com seu Criança Esperança, uma mera fachada para lavagem de dinheiro, assistencialista e de péssimo gosto? Um país soberano e sem fome repele essas mixarias grotescas como o programa fraudulento e assistencialista da Globo e todas as suas variações espalhadas pelo Brasil, através de Rotarys Clubs, maçonarias e aparelhamentos de colégios de ensino básico. 
O Brasil assistencialista morreu com Lula e Dilma, foi exatamente o contrário do que o discurso tacanho, frustrado e ressentido da elite quis fazer acreditar. Eles se viram impedidos de dar a sopa para os moradores de rua porque o país já estava dando universidade para os moradores de rua. 
O gozo da elite brasileira sempre foi muito mesquinho e pobre. Resume-se a Miami e a filantropia de quinta categoria, mero marketing para congraçamento entre congêneres solitários intelectualmente. Sergio Moro é a expressão máxima dessa pobreza intelectual, tirando semanas e semanas de licença para desfilar sua caipirice e subserviência mundo afora e envergonhar mais ainda o Brasil. 
Toda essa anestesia social pela qual o Brasil traçou parte de sua história é que alimenta a nova agenda da imprensa pós prisão de Lula. Para eles, é preciso manter a letargia política, a incerteza, o medo e a incompreensão. Como eles não aceitam Lula, eles preferem extravasar o sintoma através da ideia de "incompreensão". É mais confortável - a preguiça atávica do brasileiro não é do negro, não é do índio, não é do pobre; a preguiça intelectual brasileira é a da elite. 
Lula segue impávido por entre a mediocridade do golpe e da imprensa brasileira. É o único que tem a coragem de enfrentar sua violência e sua limitação intelectual, tão bem traduzida por um Fernando Henrique Cardoso, um sociólogo que não produziu nada de relevante e que sempre manifestou sua repulsa pelo Brasil, seja literalmente, seja através das entrelinhas de seu discurso errático e oportunista. A elite sente saudade de um "igual" instalado nos corredores de poder. Viu sua saciedade pelo medíocre ser parcialmente acalentada pelo ser das trevas que atende pelo significativo antinome de 'Temer'. Temer não tem um nome, Temer tem uma alcunha. 
A mensagem de Lula ao partido diz exatamente isso sem dizer. O que está subscrito na mensagem de Lula aos seus companheiros de partido e indiretamente ao povo brasileiro é que a missão de derrotar essa treva elitista e violenta que parasita o Brasil desde o descobrimento está mais viva do que nunca. Lula usou palavras contundentes que ele ainda não havia usado e isso marca claramente uma inflexão, a inflexão do confronto. Leiamos um trecho de sua mensagem: 
"Apesar de todos os golpes que sofremos nos últimos tempos, apesar de terem rasgado a Constituição para depor a companheira Dilma Rousseff, apesar da campanha de mentiras da Rede Globo e da perseguição da Lava Jato, nosso partido está vivo, dinâmico, e representa hoje a esperança do povo brasileiro para superar uma das mais profundas crises do país."

A palavra "rasgado" é muito forte. Ela demarca um novo momento retórico de Lula. Ele está cansado de contemporizar e conciliar diante de tanta violência e mentira. Todo homem tem um limite, até um homem diferente como Lula. Lula sabe - e sente - momentos propícios para elevar o tom e creio que ele percebeu um momento como esse exatamente agora. 
A inteligência desproporcional de Lula, investida de uma declaração de amor e lealdade cada vez maior do povo brasileiro - que o coloca no momento mais alto de sua popularidade -, ainda prepara o Partido dos Trabalhadores, em sua mensagem, para partir para cima do golpe e não se intimidar com o discurso fascista e residual de uma sociedade vítima do aniquilamento moral propiciado pela Rede Globo. Mais um trecho: 

"Agora é hora de se apropriar das lições que a vida nos ensinou, de reiterar e aprofundar seus compromissos históricos com o povo brasileiro, a inclusão social, a promoção dos direitos do povo, das mulheres, crianças, negros, indígenas, da população LGBT, das pessoas com necessidades especiais; a valorização dos salários e a geração de empregos; o apoio às pequenas e médias empresas, à agricultura familiar e à reforma agrária; a defesa da soberania nacional."

Lula está dizendo que a luta do PT não é ideológica: é humana. É daí que decorre o neofascismo brasileiro, essa doença que se apoderou de uma grande nação em construção - para sabotar sua construção: ao ideologizar o projeto humanista do PT, a direita teve que adotar o discurso fascista, pois o contrário de 'humano' não é conservadorismo: é 'desumano'. É nisso que o PSDB se transformou: em um partido 'desumano'. 
O grande 'defeito' de Lula é seu amor incondicional e desproporcional pelo Brasil. Isso também é insuportável para a elite e para o golpe, que não ama nada nem ninguém. Lula ama o Brasil como ama sua família, como ama seus companheiros de luta, como ama a lealdade, como ama a fraternidade, como ama Chico Buarque, como ama você, como ama a mim - o amor simplesmente 'está' nele. É por isso que todos esses seres e instâncias amam Lula e querem protegê-lo das trevas judiciais ressentidas, medíocres e sem um pingo de credibilidade que se apossaram do discurso do poder judiciário brasileiro, com intimidações e chantagens.
O cenário não é nada fácil, mas, afinal, quem disse que manter a democracia e a humanidade seria uma tarefa fácil? 
Neste domingo, com um Datafolha consagrador e com sua mensagem ao partido, que encarna seu sonho, e ao país, que simboliza sua luta, Lula foi mais uma vez o gigante habitual. Mostrou que está vivo, forte, amoroso e de posse do mais profundo e visceral sentido histórico. (Do 247)