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A máfia da toga quer tirar o ex-presidente Lula do povo brasileiro

Por Geuvar Oliveira

A crueldade dos números da economia

Do Blog do Amarildo

A Bitcoin é a nova forma para a velha especulação

Por Fernando Nogueira da Costa

A visão liberal da história enxerga qualquer moeda apenas como uma mercadoria a mais, escolhida segundo critério de comodidade e/ou segurança por um sistema econômico auto regulável, sem a arbitrária intervenção estatal. Assim, a história monetária se reduziria à pesquisa das distintas características essenciais ou requisitos físicos da moeda-mercadoria.
Nesse sentido, essa visão se confunde com a numismática, isto é, a ciência que se ocupa das moedas. Numisma é a moeda cunhada por senhores feudais, daí a etimologia da expressão “senhoriagem”: tributo que se pagava como reconhecimento de um senhorio. Referia-se ao direito que o concessionário da cunhagem da moeda pagava ao soberano. Na época contemporânea, se transformou na diferença entre o valor real – poder aquisitivo de fato – e o valor nominal da moeda: aquele com que o Estado emissor paga seus funcionários e fornecedores.

Na verdade, os atributos físicos requisitados para ser uma moeda pouco importam para nos entendermos sua essência. Por exemplo, a pedra-moeda, na Ilha de Yap, na Micronésia, não oferecia muita facilidade de manuseio e transporte como ocorre quando pequena quantidade corresponde a grande valor. Esculpia-se a moeda e a fincava na terra como símbolo de riqueza atribuída pela comunidade aos detentores.

É mera curiosidade saber que o sal foi escolhido, para evitar falsificações, por sua indestrutibilidade e inalterabilidade – exceto com liquidez, quando vira água salgada do mar. Daí o pagamento de “salário”. Pecus (gado) não permite divisibilidade, para dar trocos, e uma boa moeda tem de permitir múltiplos e submúltiplos. Um boi todo “marcado” em seu couro o dificulta ser transferível pelo portador.

Pecus está na etimologia de pecuniário – relativo a dinheiro – e peculato: crime de desvio de um patrimônio ou valor público por funcionário que tenha acesso a eles em razão da sua função. É crime específico do servidor público (ou equiparado como político profissional em “cargo de confiança”) e trata-se de um abuso de confiança pública.

As formas de moeda foram se transformando em direção à sua “invisibilidade” material: moeda-mercadoria - metal-cunhado - papel-moeda conversível - moeda fiduciária (não-conversível) - moeda bancária (escritural). Houve progressiva desmaterialização.

A moeda-bancária, por exemplo, exigiu a constituição do sistema bancário, o uso generalizado do cheque com câmara de compensação, e a percepção de que a reconversão ao lastro monetário, isto é, ao encaixe bancário, não era solicitada por todos clientes ao mesmo tempo. Toda fidúcia está baseada em confiança. Logo, todas as formas de moeda se respaldam em crença: ação de crer na possibilidade de alguma coisa. É espécie de convicção íntima ou opinião que se adota com fé quase religiosa. O especulador a respeito do futuro sempre “quer crer”...

Qual é a inovação financeira da moeda eletrônica ou digital? Não ser baseada em fidúcia estatal, ou seja, não ser emitida por um Estado nacional, mas sim estar circulando em escala mundial através de rede de computadores ligada pela internet. Bit é a sigla para Binary Digit [dígito binário], constitui a unidade de informação em computador ou cibernética equivalente ao resultado de uma escolha entre duas alternativas.

Os nerds em tecnologia, no caso, os Cyberpunk ou Ciberanarquistas, se cansaram de reunir “alta tecnologia e baixa qualidade de vida” (High tech, Low life). Buscaram elevar a qualidade de sua vida. Para isso, mesclaram ciência avançada, como as tecnologias de informação e a cibernética, com algum grau de mudança radical na ordem social.

Leigos em Economia Monetária, durante a crise mundial de 2008 descobriram que o poder do sistema bancário multiplicar moeda é fruto de efeito de rede, no caso, regulado pela Autoridade Monetária estatal. Não aceitando a submissão da sociedade aos poderes governamentais de “salvar bancos grandes demais para falir”, e adotando uma ação coletiva que se opõe, radicalmente, à autoridade do Estado, os Ciberanarquistas inovaram ao criar uma moeda digital fora da regulação estatal.

Há conceitos simples por trás dessa inovação monetária. Moeda é um ativo – forma de manutenção de riqueza – comumente oferecido ou recebido pela compra ou venda de bens e serviços. Moeda oficial é aquilo que o Estado recebe como pagamento de imposto. Já dinheiro é um ativo monetário, criado pelas forças do mercado e/ou pelo poder do Estado, com aceitação geral – legal e social – para desempenhar todas suas funções. Quais são essas funções? Meio de circulação, medida de valor, reserva de valor, capacidade liberatória de dívida, padrão de pagamento diferido, enfim, instrumento de poder econômico. Para ser dinheiro, uma moeda tem de cumprir as três primeiras funções, ou seja, ser meio de pagamento, unidade de conta e reserva de valor.

O bitcoin, por exemplo, é uma moeda internacional aceita por ainda relativamente poucos especuladores só como reserva de valor e unidade de conta. Portanto, é um dinheiro parcial, não pleno, pois seu uso disseminado como meio de pagamento dependeria de mais rapidez no processamento das transações e da redução de custos de transação. A oferta e a demanda determinam sua cotação. No caso de bitcoin, a oferta está dada em cerca de 16,5 milhões de unidades em circulação. Em seu caso, a demanda cria a oferta, ao contrário do que prega a Lei de Say? Cria no mesmo ritmo de conversão entre moedas oficiais e criptomoeda?

No início, após 2009, o uso de moedas virtuais era mais para o tráfico de drogas. Os usuários entravam em sites na internet (“deep web”) e compravam produtos ilícitos pagando com criptomoedas e os recebiam via Correios. Hoje, há pelo menos oito tipos de condutas criminosas, como o estabelecimento de empresa de fachada que atua na venda de mercadorias e recebe créditos proveniente de outras empresas especializadas em vendas pela internet para posterior distribuição de dinheiro a pessoas físicas.

Outro esquema usa cartões de credito e empresas fictícias para movimentação e pagamento de faturas de cartão em valores maiores do que os devidos. Assim se constitui um crédito no meio de pagamento que, posteriormente, é sacado no Brasil ou exterior.

Outro crime citado é o chamado “ransomware”, no qual ataques em escala mundial com um vírus sequestra dados de empresas e pessoas e condiciona a liberação ao pagamento de valores em moedas virtuais. Também se compra e vende imóveis por valores abaixo do mercado com posterior pagamento das diferenças via criptomoedas.

Há, além disso, a constituição de empresa de fachada com atuação em comércio internacional, para abrir uma conta em corretora de moeda virtual, que passa a centralizar a movimentação de moedas digitais de diversas pessoas físicas, como se fossem clientes independentes. Por exemplo, os recursos transferidos para a corretora de moeda virtual são utilizados para compra de bitcoins no Brasil e posterior venda em outros países, com objetivo de remeter recursos para o exterior. Assim, operações fictícias de comércio exterior e corretoras de câmbio realizam remessa ilegal de divisas.

Um efeito de rede, também designado externalidade de rede ou busca de economias de escala, é o efeito que um adquirente de um ativo tem sobre o seu valor para outros compradores. Quando o efeito de rede estiver presente, o valor dessa forma de riqueza depende do número de aquisições realizado por outras pessoas.

Quanto mais bitcoins adquirem os especuladores, mais valioso se torna a moeda digital para cada proprietário. Isso cria uma externalidade positiva mesmo porque um deles pode comprar uma criptomoeda sem a intenção de criar valor para os outros utilizadores dela, mas acaba por fazê-lo. As redes sociais online funcionam da mesma forma retro alimentadora. Logo, as moedas virtuais alcançam maiores cotações quanto mais compradores aderirem.

Depoimentos de “celebridades” ou imaginários sucessos alheios, quando todo o ser humano se imagina superior aos outros, aquecem essa febre especulativa, validando a profecia autorrealizável. Compra-se porque a cotação está subindo e esse valor cresce porque está se comprando. Torna-se o clássico caso de Pirâmide da Felicidade (ou Esquema Ponzi) quando as novas entradas que determinam os ganhos dos que saem antes da explosão da bolha especulativa. Ela não tem fundamentos em geração de empregos e renda, mas sim está inflada com base em mera troca de propriedades.

Externalidades de rede negativas também poderão ocorrer quando os utilizadores das criptomoedas para ganhos fáceis reverterem suas expectativas face aos “mineradores” ou validadores das transações. Usando um computador potente, estes ficam testando uma combinação de letras e números até encontrar a chave correta do próximo bloco da cadeia. O blockchain é o protocolo da confiança em registros compartilhados.

No caso do bitcoin, um novo bloco é adicionado à cadeia a cada dez minutos. O minerador ou grupo de mineradores que consegue descobrir a chave antes dos outros fica com a recompensa, que hoje é de 12,5 bitcoins a cada intervalo. Com o tempo, o prêmio vai diminuir em quantidade.  Em congestionamentos de rede, os “mineradores” podem registrar maior quantidade de um ativo com menor valor.

Assim como os efeitos positivos de rede podem criar um ciclo de feedback positivo quando a rede se torna mais valiosa e mais pessoas se juntam a ela, o inverso também é verdadeiro. Em todas as bolhas, os espertos insiders saíram antes de sua explosão e os idiotas outsiders constataram que entraram para a inflar – e ficar com o mico-preto.

Ao invés de receber, ex-funcuionária é condenada por juiz a pagar R$ 67.500,00 ao banco Itaú

Uma decisão da Justiça obrigou uma ex-funcionária do banco Itaú a pagar 67.500 reais em honorários por conta de regra criada na reforma trabalhista. A sentença, do dia 27 de novembro, é de um processo julgado na 2º Vara Trabalhista de Volta Redonda (RJ). As mudanças na CLT passaram a valer no dia 11 do mesmo mês.

A ex-gerente processou o banco, em julho, pedindo reparação por fatores como hora extra, intervalo de descanso, acúmulo de função, assédio moral, auxílio-alimentação e outras gratificações. Ela havia avaliado o pedido em 40.000 reais, mas o juiz substituto Thiago Rabelo da Costa, que proferiu a sentença, fixou o valor em 500.000 reais, por considerar que havia descompasso entre o que foi pedido inicialmente e o total de pedidos.

Entre as reclamações, o magistrado deu razão à ex-funcionária apenas no item referente à ausência de intervalo para descanso antes das horas extras. Nesse caso, o banco foi condenado a pagar 50.000 reais à ex-gerente.

Por causa das novas regras da legislação trabalhista, o juiz sentenciou ambas as partes a pagar os chamados honorários de sucumbência — valor que passou a ser devido aos advogados da parte vencedora por quem perde o processo, proporcional ao valor da ação. Como o banco foi vencido em um item, foi condenado em 7.500 reais. Mas como os outros pedidos da ex-funcionária passaram a somar 450.000 reais — após a fixação do novo valor geral pelo juiz — ela foi obrigada a pagar 67.500 reais. (Do MSN Notícias)

A direita tem uma grande preocupação com o crescimento da candidatura do Ciro Gomes

A cúpula do PSDB avalia que, sem Lula na disputa, aumentam as chances de o governador Geraldo Alckmin estar no segundo turno, mas, na esquerda, é o ex-governador Ciro Gomes (PDT) quem cresce, principalmente no Nordeste.
O crescimento de Ciro, aliado ao potencial de transferência de votos do ex-presidente Lula —apontado pelo Datafolha como o melhor cabo eleitoral do Brasil— já preocupam os adversários. 

Desde que o julgamento de Lula foi marcado, Ciro tem subido o tom de suas críticas ao petista. (Com o 247)

A Editora Abril, que edita a revista Veja, faz demissões em meio a rumores de recuperação judicial

A Editora Abril, que edita Veja, revista que se especializou em atacar governos trabalhistas e prever o fim de Lula, anunciou internamente, nesta quarta-feira, mais um "passaralho".
Já se sabe de 130 demissões, que devem continuar até fevereiro. Desse total, informações dão conta de que 17 seriam jornalista. A maioria das áreas de marketing e administrativa.
Vários publicações deverão ser fechadas e, no mercado, fala-se na possibilidade de recuperação judicial.
Recentemete, o presidente Walter Longo foi demitido pela família Civita e substituído pelo vice-presidente jurídico, Arnaldo Figueiredo Tibyriçá – num sinal de que a editora prepara a renegociação de suas dívidas com o mercado. (Com o 247)

A luta não acaba em 24 de janeiro. O guerreiro do povo brasileiro será mais uma vez vitorioso

Por Tereza Cruvinel, no 247
A corrida do TRF-4 para condenar Lula é chocante porque explicita um alinhamento despudorado do Judiciário com as forças politicas, econômicas e midiáticas empenhadas em barrar sua candidatura. Porque escancara a estratégia do tapetão, de garantir a eleição de um preposto do golpe pela exclusão de Lula, hoje líder isolado nas pesquisas, com o dobro das intenções de voto do segundo colocado. Passaram-se apenas 42 dias entre a condenação de Sergio Moro e a emissão do voto do relator no tribunal de apelação . E pouco mais de uma semana depois, a data do julgamento é marcada.  Mas surpreendente não é a decisão do TRF-4, de antecipar para 24 de janeiro  o julgamento de seu recurso contra a sentença de Moro, furando a fila de processos e atropelando o recesso. Os que deram o golpe não iriam mesmo conformar-se com um retorno de Lula à Presidência  depois de tudo o que fizeram para encerrar o ciclo dos governos petistas.  Mas o jogo vai além de Lula e não termina em 24 de janeiro.
Haverá ainda jogo jurídico, pois mesmo com Lula condenado e esgotados os recursos na segunda instância antes de agosto , ele pode reabrir a batalha judicial, nos tribunais superiores, quando tentar registrar sua candidatura e ela for indeferida.  Poderá concorrer sub judice, como fizeram muitos prefeitos em 2016, com  toda a carga de incerteza que isso traria para a disputa.  
E haverá jogo político-eleitoral, pois a disputa real não será entre Lula e os outros, mas entre as forças golpistas e as que se opuseram ao golpe.  Se Lula for impedido de encarnar, para o eleitorado, a repulsa ao golpe, ao governo desastroso de Temer, a suas reformas e a seu entreguismo, a seu fisiologismo,  outro nome do PT ou da centro-esquerda cumprirá este papel, tendo Lula como cabo eleitoral.   E não será difícil derrotar o candidato do retrocesso que a população já decifrou, sofre na pele  e rejeita, embora não proteste por uma série de razões. Entre elas, a inibição que paralisa todos aqueles que se deixaram enganar, bateram panelas e pediram o impeachment de Dilma.  Estão todos se guardando para quando a eleição chegar.
O que não sabemos é se ela chegará,  pois  se tiver havido o golpe do impedimento de Lula, outras patranhas poderão ser cometidas para garantir o resultado desejado. Ninguém deve se iludir.   Depois de terem se apossado do Estado e do governo sem o voto e o consentimento popular, eles não terão limites na escaramuça para conservá-lo. Se for preciso, mandam as aparências que ainda restam às favas e escancaram o Estado de Exceção.

Crápulas e inimigos do povo marcam o dia da prisão do Lula, o melhor presidente da história do Brasil

Por Ricardo Cappelli, no 247
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) marcou na tarde desta terça feira a data do suposto julgamento do recurso impetrado pela defesa de Lula no caso do Triplex do Guarujá. Os desembargadores analisarão a sentença do "imparcial" Moro, que condenou o ex-presidente mais popular da história do Brasil à 9 anos e 6 meses de reclusão.
O trâmite do processo fala por si só. A tramitação da sentença no tribunal leva em média 56 dias, segundo notícias veiculadas na imprensa. No caso Lula ocorreu em algumas poucas horas. O relator do recurso proferiu seu voto em tempo recorde, e o julgamento foi marcado com velocidade nunca antes vista na história. Um claro deboche à expressão imortalizada por Luís Inácio.
O Globo ontem, em editorial, atacou FHC por este dizer que gostaria de derrotar Lula nas urnas. Segundo a Família Marinho, uma recaída do Príncipe por este ter convivido com o metalúrgico nos tempos sombrios da ditadura. Uma atitude inaceitável para o conglomerado midiático, para quem "a duras penas o país mudou e não comporta mais este tipo de comportamento."
Não há qualquer dúvida sobre a condenação. Como o STF não fará qualquer revisão da prisão após condenação em segunda instância até lá, é possível que seja preso. A primeira pergunta é esta. Terão coragem de prender o líder mais popular do país, líder das pesquisas de opinião? Serão covardes ao ponto de condená-lo apenas para tirá-lo das eleições sem emitir ordem para a sua prisão? Quais as consequências de uma ou outra decisão?
Para quem acreditava que ainda vivíamos numa democracia, que estávamos a léguas de distância dos anos de chumbo, a velocidade do julgamento de Lula é um fato definitivo. Estamos com um golpe de estado a todo vapor. As baionetas foram substituídas pelos tribunais. A Operação Condor ganhou o nome do local onde se lavam carros.
A direita perdeu de vez o bom senso e resolveu jogar a democracia às favas. Sabem da incapacidade de seus escolhidos, Alckmin, Bolsonaro, e dos natimortos Doria e Huck, de sucesso num pleito democrático. Têm a plena consciência que a pauta de direitos regressivos e de entrega do futuro da nação JAMAIS passará nas urnas. Daí apostarem numa eleição de fachada, sem povo, apenas com os fantoches do mercado.
Está em curso a completa desestabilização do Brasil. Será impossível retomar um projeto nacional de desenvolvimento ou qualquer tipo de paz social com a radicalização em marcha. A Globo, âncora da desestabilização, ultrapassou todos os limites, e dobra a aposta no enfrentamento social.
A cobra do fascismo apoiada na Aliança do Coliseu, formada pela Globo com setores antinacionais da burocracia estatal, colocou a cabeça de fora para o golpe definitivo. A esquerda precisa procurar todas as forças democráticas e patrióticas do país. É hora de conversar com todos os democratas, inclusive os que não comungam dos mesmos ideais. É preciso procurar inclusive os setores militares comprometidos com a democracia.
O que Lula fará? Não se trata do senhor Luís Inácio, mas do personagem histórico representante da esperança e dos sonhos de milhares de pessoas de carne e osso. Getúlio, na mesma situação, entregou sua vida. Adiou a escuridão por dez anos. Lula irá para o cárcere como exigem os Marinho? Aceitará o destino que a reação quer lhe impor? O que faremos?
O dia 24 de janeiro de 2018 passará a fazer parte dos livros de história. O início será escrito pelos inimigos do povo. Pelo time de Silvério do Reis. O final ainda está em aberto, cabe ao povo brasileiro escolher o seu enredo.
Getúlio foi assassinado. Juscelino foi "morrido". Jango foi expulso. Brizola, Arraes e Amazonas foram para o exílio. Centenas tombaram, deram suas vidas por amar a liberdade. Seremos novamente derrotados passivamente? Seremos mais uma vez coadjuvantes de uma democracia de fachada? O que fazer?

Luis Nassif afirma que será muito difícil jogar a corrupção da Globo para debaixo do tapete

Rede Brasil Atual - As investigações em curso nos Estados Unidos sobre a corrupção no futebol e denúncias contra a Rede Globo de pagamento de propina para ter direitos de transmissão de jogos de competições como Copa América, Copa Libertadores e Copa Sul-Americana podem romper uma parceria "informal" estabelecida entre a emissora e membros do Ministério Público. Essa é a avaliação do jornalista Luis Nassif, editor do Jornal GGN.
Em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria, na Rádio Brasil Atual, Nassif disse acreditar que a pressão vinda do FBI e dos Ministérios Públicos da Espanha e da Suíça vai tornar impossível uma blindagem da Globo em relação ao escândalo de corrupção no futebol. "Todo o escândalo da Fifa é um escândalo brasileiro, que foi desenvolvido com participação do Havelange e da Globo", analisa. "Nenhum governo que entre pode conviver com um poder absoluto como o da Globo e a sua capacidade de manipulação. Em algum momento, isso vai explodir."
Confira abaixo a entrevista.
Quando exatamente começou esse esquema de corrupção envolvendo a participação da Rede Globo?
A questão da compra de direitos de transmissão começa nos anos 1970. Naquele momento, o presidente da CBD (Confederação Brasileira de Desportos, antecessora da CBF), João Havelange, descobre um veio grande. As grandes marcas, como a Nike, não tinham ainda descoberto o futebol como um grande veículo de vendas.
Então, é provavelmente nos anos de 1970 que começa isso, com a Globo assumindo gradativamente a compra dos direitos de transmissão. O esquema criado por ela era assim: pegava-se um laranja – no caso, o J. Hawilla –, a CBF vendia os direitos, digamos, por 100. Ele pagava 200 e 100 iam para o bolso dos cartolas. Depois, revendia para a Globo por 300, que então revendia as cotas de patrocínio por três vezes esse valor. Esse know how de corrupção chega até a Fifa. Todo o escândalo da Fifa é um escândalo brasileiro, que foi desenvolvido com participação do Havelange e da Globo.
Depois teve o caso da compra dos direitos sem o uso de laranjas, não?
Essa que foi a bola fora da Globo. Quem levantou tudo isso foi o FBI, no âmbito de uma grande operação destinada a desmontar o monopólio de grupos nacionais sobre o futebol nos diversos países da América Latina e da África.
J. Hawilla foi detido, lá atrás. Então, o Marcelo Campos Pinto, da Globo, compra os direitos diretamente de Ricardo Teixeira, e do pessoal da CBF, sem o uso de um laranja. Aí a Globo se expõe, de forma ampla. O FBI já tinha essa informação, desde 2013, 2014, e as investigações continuavam.
Os Estados Unidos têm uma estratégia global baseada em dispositivo de cooperação internacional, um acordo envolvendo Ministérios Públicos de todos os países no combate à corrupção, que foi criado em 2002, depois dos atentados. Eles criaram um novo departamento para centralizar todas as investigações, inicialmente, contra o terrorismo. Depois, aquilo se expandiu para combater a corrupção.
Conseguiram aprovar, na OCDE, uma legislação maluca, que diz que qualquer ato de corrupção, se envolver o dólar, o local para julgar é nos Estados Unidos. Esse departamento começa a desenvolver uma estratégia em defesa dos interesses econômicos das empresas americanas. Os dois setores que eles passam a investigar são o petróleo – daí surge a Lava Jato, alimentada por informações de órgãos dos EUA – e o futebol. Com a internet, os grupos de mídia norte-americanos passam a querer controlar esse mercado bilionário que é o do futebol.
Nessa parceria com o MP brasileiro, os americanos oferecem informações sobre a Petrobras. No caso do futebol, o nosso Ministério Público começa a investigar, mas na hora de enviar informações iniciais para os EUA, uma juíza de primeira instância do Rio de Janeiro acolhe liminar que impede a investigação. O MP então se cala, não reage. No caso da Petrobras, eles foram decisivos para derrubar uma presidenta da República. No caso da Globo, pararam.
É um caso de corrupção brasileira, envolvendo a CBF, mas que foi descoberta pelo MP da Espanha, quando prendeu o ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, assecla de Ricardo Teixeira.
O repórter do Estadão Jamil Chade tem feito um belíssimo trabalho que mostra que tudo foi levantado pelo FBI, que alimentou o pessoal da Espanha e da Suíça, porque o Brasil já não respondia mais. Só depois que o caso explodiu na Espanha é que o MP pediu para transferir para cá as investigações. A PGR passou para o Ministério Público do Rio para que investigasse. E tenho todas as dúvidas se isso vai acontecer. Até agora, nada. Totalmente parado.
Essas investigações dos Estados Unidos ficaram mais intensas após perderem a disputa para sediar a Copa do Mundo de 2022 para o Catar.
Não sei se especificamente por isso. Se analisarmos a expansão do capitalismo norte-americano, no pós-guerra, eles entram em praticamente todos os mercados da América Latina, em todos os setores, o que faz parte da estratégia geopolítica e econômica deles. O único setor que não conseguiram entrar foi a mídia. As redes de TV norte-americanas tentaram entrar por aqui, mas, nos países da América Latina, havia de um lado as concessões públicas – a TV aberta – e, por outro lado, legislações nacionais que impediam o controle de capital estrangeiro nos veículos de comunicação.
A única tentativa que ocorreu foi da Globo com o grupo Time Life, que, depois, foi obrigado a devolver a parte que tinha comprado. Teve CPI e um monte de coisas. Não conseguiram entrar.
Quando vem a TV a cabo, começam a romper com isso. Mas aí há uma dispersão de audiência, porque, na TV a cabo, são muitos canais. Quando vem a internet, implode de vez todo esse sistema de defesa desses grupos nacionais, como a Globo e o Clarín.
O grande diferencial deles era o controle sobre o futebol. Na Inglaterra, por exemplo, mesmo os programas de maior audiência não chegam a 5%. Quando entra o futebol, vai a 15%. No Brasil, é a mesma coisa. Toda a estrutura de audiência da Globo repousa nos eventos esportivos. Por isso que a Record entrou na briga para conseguir esses direitos, justamente quando o J. Hawilla caiu fora.
Para os grupos americanos que entraram agora – Disney, ESPN, Fox –, e que estão transmitindo futebol no mundo, o interesse era esse: acabar com esse esquema de máfia, envolvendo grupos de mídia, que garantiam blindagem aos cartolas perante o poder público de cada país. Por que a CBF ficou intocável durante tanto tempo? Porque a Globo dava retaguarda. Tudo isso veio abaixo agora.
Isso pode ser explicado, em partes, pela posição totalmente imprudente da Globo na derrubada da Dilma, convocando para o impeachment, fazendo todo aquele carnaval. Lá atrás, quando começou esse jogo do impeachment, algumas pessoas ligadas ao Lula sugeriram conversar com a Globo para que não fosse tão irresponsável. O próprio Emílio Odebrecht, segundo me contaram algumas fontes, teria dito que não dava mais para a Globo, que estaria refém dos EUA. Isso, estamos falando de 2014, 2015. Ficaram refém, nesse período todo, das delações do J. Hawilla e do (José Maria, ex-presidente da CBF) Marin.
Desde lá, ela estava como refém, então, se aproxima do MP, dando apoio para a PEC 37, ou ainda às 10 medidas de combate à corrupção, que todo mundo é a favor mas ninguém tem a menor ideia do que é, porque a Globo fica martelando no Jornal Nacional como se fosse a saída para o Brasil. Esse pacto então continuou. Com Janot, a Globo estreita relações. Faz jogadas com ele contra Raquel Dodge. Só que, agora, mudou o MP. A Raquel Dodge é mais independente que o Janot. Então, vamos ver. Vai ser um jogo interessante.
Nesse período, a gente percebe até uma mudança no Jornal Nacional, que passa a dar destaque para a Lava Jato e à perseguição contra o PT de forma bastante intensa.
É nítido isso. Quando começam as manifestações, em 2013, estava viajando e vi um comentário do (Arnaldo) Jabor, que dizia que o MPL não valia 20 centavos. Comentei com a pessoa do lado: ‘Amanhã, ele vai mudar de opinião’, porque perceberam que aquele clima de mal-estar que existia, nas redes sociais, também por conta da crise econômica e de dificuldades do governo Dilma, iam acabar concentrando na figura da presidenta. Dito e feito. No dia seguinte, Jabor e outros colunistas mudaram de opinião e começaram a insuflar e a montar todo o golpe em torno da Lava Jato.
Pessoas já devem estar estudando sobre tudo isso que está acontecendo. Uma hora todas essas informações devem vir à tona.
Com o avanço das redes sociais, e todas essas informações, conseguimos entender, quase em tempo real, o que estava acontecendo. Estou com um livro pronto sobre isso, juntando todas as seções "Xadrez" que escrevi, com todos esses pontos.
Evidentemente, no começo desse jogo, não se tinha a visão do todo. Mas tinham elementos onde era possível perceber o papel da mídia, do MP, da Polícia Federal. Mas, para a presidenta Dilma, não adiantaram os alertas. Ela tinha a impressão de que a Lava Jato ia derrubar a corrupção, e como ela não fez nada, seria poupada. Foi de uma ingenuidade fatal.
Você imagina que possa acontecer alguma coisa contra a Rede Globo em relação a esse caso?
Não sei. Não dá para a gente analisar a Globo hoje. Hoje ela está superpoderosa ainda, mas a imprudência de derrubar uma presidenta da República, depois tentar derrubar um segundo (presidente), é uma coisa muito grave. Nenhum governo que entre pode conviver com um poder absoluto como o da Globo e a sua capacidade de manipulação. Em algum momento, isso vai explodir.
Não sei se vai ser nesse momento, com uma procuradora acossada por todos os lados, se as investigações vão prosseguir. Mas tem um ponto central, que é o seguinte: é o FBI que está investigando, é o MP da Espanha, da Suíça. Então vai ser impossível para o MP brasileiro segurar por muito tempo.
O caso do Aécio, por exemplo, que foi poupado até o caso JBS. O desconforto que se via nos procuradores, pelas redes sociais, era enorme. Julgavam que derrubaram a presidenta porque são competentes e têm poder. São nada, são apenas técnicos de investigação, com acesso a informação de tudo quanto é país, podendo impor delação premiada. Estão fazendo uma coisa fajuta.
Estamos fazendo uma série, em parceria com o DCM, sobre as delações premiadas, que tem empresas que participaram de corrupção na Petrobras e essas figuras foram liberadas, nem prisão pegaram. Pagaram R$ 3 milhões por uma corrupção que chegava à casa dos bilhões. Os principais corruptores estão sendo soltos. A única condição é dar declarações contra Lula e o PT.
Esse caso agora do programa de computador da Odebrecht. Os advogados do Lula pediram para periciar, e Moro não deixou. Nós publicamos, por meio de informações do livro de Tacla Duran, que houve a manipulação dos extratos, de tudo. O sistema da Odebrecht, com vários servidores, agora que a CPI trouxe informações muito mais completas, Dallagnol anunciou a perícia em dois HDs e um pendrive. Que história é essa? Um sistema que tinha vários servidores vai caber em dois HDs?
Eles fizeram um jogo todo para pegar Lula. Induziram todo mundo, esses advogados que estão ficando ricos com as delações premiadas. O pacto é o seguinte: tem que falar alguma coisa contra o Lula. Como eles não tinham documentos, começaram a manipular os próprios extratos bancários. Agora, isso vem à tona e pode derrubar toda a Operação Lava Jato. Os caras ficam num jogo de esconde que está sendo ridículo.
Em São Paulo, o MP conseguiu isolar dois grandes escândalos: da Siemens e da Alston. Você afirma que o caso da Globo seria a ‘hora da verdade para o MP’. Esse caso não vai dar para isolar?
O MP tem procuradores muito bons. Agora, em Minas, por exemplo, depois dessa arbitrariedade contra a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), tem um procurador que foi contra. Quando saiu, na Lava Jato, algumas operações contra o Lula, procuradores do Distrito Federal apontaram a falta de fundamento e mandaram arquivar. Por outro lado, é um poder extremamente corporativo.
Esse caso de São Paulo, do procurado Rodrigo De Grandis, é um escândalo o que ele fez com a Alston. O MP suíço requisitou informação, e ele guardou numa pasta e esqueceu. Isso é mentira. O próprio José Eduardo Cardozo, em off – porque não tem coragem de vir a público para nada –, deu declaração de que o Ministério da Justiça pediu várias vezes essa documentação. Foi claramente uma atitude para esconder informação.
Houve investigação por parte da corregedoria do Ministério Público, mas como estava na época do auge da Lava Jato, não poderiam enfraquecer o MP, então livraram a cara dele. Hoje ele é candidato a desembargador pelo quinto do MP.
O MP tem gente séria. Dependendo do procurador, vamos ver o trabalho que vai ser feito. Mas, repito: a pressão para apurar virá de fora, com o FBI, o MP da Espanha e o da Suíça. Vai ser muito difícil jogar para debaixo do tapete.

O cantor e compositor Caetano Veloso com ação no Supremo contra o deputado Pastor Marco Feliciano por injúria e difamação

O cantor e compositor baiano Caetano Veloso ingressou com uma queixa-crime contra o deputado federal Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) por injúria e difamação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar da bancada evangélica acusou Caetano de cometer estupro. "Por que que o Ministério Público não faz uma representação contra Caetano Veloso porque em inúmeros sites na internet você encontra uma declaração dele dizendo que tirou a virgindade de uma menina de 13 anos de idade na festa de 40 anos dele. Todos nós sabemos que isso é crime, isso é estupro de vulnerável, isso é pedofilia, e o Caetano se incomodou com isso e mandou uma notificação extrajudicial ", afirma.
Segundo os advogados do músico, os ataques pessoais contra Caetano tiveram início após ele declarar apoio à performance com nudez que causou polêmica ao ser exibida no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Na época, Feliciano disse que os artistas e intelectuais que defendiam a mostra eram "hipócritas e desonestos" e que deveriam ser transformados em "piada". Ele também questionou o Ministério Público por não pedir a prisão de Caetano porque "estupro é crime imprescritível".
Segundo a defesa de Caetano, "a intenção do parlamentar foi, inequivocadamente, a de ofender". "Ao dizer que o querelante merece ter a prisão requisitada pelo Ministério Público Federal porque estupro é crime, o querelado intenta, por óbvio, chamá-lo de estuprador. A pesar de que a conduta que o deputado imputa ao querelante ser crime em nosso ordenamento, como não há uma narração fática nesse trecho, mas "somente" a atribuição de defeitos hipotéticos, a conduta do parlamentar se amolda ao tipo penal da injúria", alegam os advogados. (Com o 247)

O jornalista Ricardo Kotscho afirma que o Michel Temer tira dinheiro da saúde e educação para comprar deputados

O jornalista Ricardo Kotscho critica em seu blog a compra irrestrita de votos por Michel Temer na Câmara dos Deputados para a aprovação da reforma da Previdência, enquanto obras de creches estão inacabadas no País.
"Para aprovar a reforma ainda este ano, Temer escalou três ministros, inclusive o da Saúde, para dar um jeito de "abrir espaço" de R$ 3,6 bilhões a serem negociados com a base aliada da Câmara para a compra dos votos que faltam", escreve Kotscho. Ele lembra que, enquanto isso, um "estudo da Confederação Nacional dos Municípios vai apresentar ao TCU e ao MEC uma lista com 476 creches inacabadas e 441 com obras paralisadas no país".
Kotscho destaca que "a milionária campanha que o governo faz na televisão para nos convencer de que o principal objetivo da Reforma da Previdência é acabar com os privilégios" é "uma verdadeira ode à hipocrisia e ao cinismo". "Cabe perguntar: privilégios de quem? Podemos começar pela trinca que comanda o Palácio do Planalto: Temer, Padilha e Moreira Franco", diz o jornalista.
Leia a íntegra no Balaio do Kotscho.

O Jornal Nacional mostra que o Michel Temer levou as pessoas a voltarem a usar fogão a lenha por causa do preço do gás

Diário do Centro do Mundo - Jornal Nacional, da Rede Globo, fez reportagem sobre volta da “cozinha à moda antiga” — o fogão a lenha —, em razão do preço do gás (quase 70% mais caro de junho até agora), e virou piada na internet.
Teve gente sugerindo que, depois da reportagem que glamurizou a lenha, o Jornal Nacional faça outra, sobre a substituição do carro pelo jegue e da energia elétrica pela vela.
E mostre aonde chegamos depois que a Globo ajudou Michel Temer a erguer a ponte para o futuro em cima do golpe que incinerou 54 milhões de votos.

Mesmo na cadeia Eduardo Cunha consegue colocar seu fiel escudeiro no governo de Michel Temer

Um dos principais aliados do ex-deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), atualmente preso em Curitiba (PR), o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) vai assumir um dos cargos mais estratégicos do governo de Michel Temer, na articulação do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional.

A convite de Michel Temer, Marun assume a Secretaria de Governo, em substituição ao deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB), que deixou o comando da pasta na última sexta-feira (8). Carlos Marun, de 57 anos, tomará posse na próxima quinta-feira (14).

Segundo nota emitida pelo Palácio do Planalto, Antonio Imbassahy continuará na função até a transmissão oficial do cargo. Neste sábado (9), Imbassahy participou, em Brasília, da convenção nacional do PSDB, na qual o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi eleito presidente do partido. Na convenção, Imbassahy afirmou que deixa o governo com a sensação de dever cumprido e reiterou seu compromisso com a reforma da Previdência, prestes a ser votada no plenário da Câmara dos Deputados.
 O nome de Marun já vinha sendo especulado desde o dia 22 de novembro, quando Alexandre Baldy tomou posse como ministro das Cidades. Nesse dia, o Palácio do Planalto chegou a anunciar a posse de Marun junto com a de Baldy em seu perfil no Twitter, mas depois apagou a postagem. Desde então, a saída de Imbassahy era considerada questão de tempo no Palácio do Planalto.

Marun é do partido de Temer e, desde o início do governo atual, colocou-se como um dos fiéis aliados do presidente na Câmara dos Deputados. Foi presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência e um dos principais articuladores da rejeição das duas denúncias contra Temer apreciadas na Casa. Nesse período, Marun ia com frequência ao Palácio do Planalto reunir-se com o presidente.
Carlos Eduardo Xavier Marun nasceu em Porto Alegre, mas construiu a carreira política em Mato Grosso do Sul. É advogado e engenheiro civil e já atuou nas secretarias de Habitação municipal e estadual. Marun, que exerce o primeiro mandato de deputado federal, assumiu, em abril deste ano, o cargo de procurador parlamentar da Câmara, por indicação do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para o biênio de 2017-2018. É vice-líder do PMDB na Câmara.


Com Agência Brasil

Para colunista da Folha de São Paulo, o Brasil tem a Presidência ocupada por uma quadrilha

Da revista Fórum – A coluna deste domingo (10), do jornalista Jânio de Freitas, entrou para os trend topics do Twitter logo cedo. Nela, de maneira direta e em tom de desabafo, o jornalista faz um breve resumo da nossa atual situação política através de comparações históricas.
Para ele, o Brasil “é um país sem estratégia, sem ideia do que é e conviria vir a ser no mundo. Na grande tecitura internacional, não vive do que faça para uma inserção desejada, mas do que cada dia lhe traz”.
Logo mais adiante, feito um rio que se alarga ao longo de seu curso, o texto do jornalista aponta o dedo nas nossas múltiplas feridas: “País de latifundiários e fazendeiros, suas políticas agropecuaristas são mera distribuição discricionária de dinheiro e privilégios, de uso à vontade. E nem isso, para uma ciência coordenada com objetivos nacionais e contingências externas”.
A perplexidade do jornalista segue em um raciocínio direto e aponta, desta vez, para a ironia que há nas profundas contradições atuais: “É difícil pensar um país assim. É difícil pensar mesmo o Brasil atual, o país de hoje. Já a partir do mais grotesco e rudimentar na situação imediata: como explicar, por exemplo, o convívio familiar entre a empolgação generalizada com os êxitos contra a corrupção e, de outra parte, a tolerância indiferente com a Presidência da República ocupada e usada por um político acusado de corrupção, formação de quadrilha, obstrução de justiça, e salvo de processos mediante a corrupção de deputados com cargos e verbas do Orçamento?”.
Ainda sobre a presidência, Jânio de Freitas prossegue sem perdoar nada e nem ninguém: “Presidência povoada por notórios como Moreira Franco, marginais como Geddel Vieira Lima, acusados como Eliseu Padilha, e deputados, senadores e ministros com lastros semelhantes na polícia e na Justiça? É difícil pensar um país assim, capaz de contradição tão corrosiva”, fulmina.
Ao final, conclui resoluto: “É difícil desenvolver a compreensão desse Brasil, tão inculto, tão controvertido, tão amalucado. Esse Brasil exultante com as ações contra a corrupção e indiferente à ocupação de sua Presidência por uma declarada quadrilha de corruptos. O Brasil é você. O Brasil somos nós”.
*Leia a coluna completa de Jânio de Freitas aqui

O jornalista Leonardo Sakamoto afirma corretamente que o maior problema de Michel Temer não é a popularidade, mas a legitimidade

O jornalista Leonardo Sakamoto criticou a declaração de Michel Temer nessa sexta-feira, 8, de que "usou sua impopularidade para fazer as reformas necessárias".
"Temer chama de 'reformas necessárias' mudanças apoiadas pelo mercado financeiro, grandes empresas e poder econômico. Mas que não foram suficientemente debatidas com o restante da sociedade e, de acordo com as pesquisas de opinião, são rechaçadas por uma parcela considerável dela. Ele diz que é corajoso por estar aplicando um remédio amargo que ninguém mais aplicaria. Mas, na verdade, é antidemocrático porque o projeto de país trazido por suas reformas não foi validado pelas urnas e, portanto, não tem legitimidade", diz Sakamoto. 
Para o colunista do UOL, o país também precisa de uma Reforma Tributária com justiça social, com a taxação de dividendos recebidos pelos mais ricos e a implementação de alíquotas maiores no Imposto de Renda para quem ganha muito. "Mas isso ele faz questão de esquecer, ainda mais em um discurso para empresários. Afinal de contas, o combinado é que o custo da crise seja pago com a dignidade dos trabalhadores, jogando a zica para longe da elite", afirmou. 
Apesar da declaração, Temer tem razão, diz Sakamoto. "Apenas um governo que não foi eleito e que não deve ser reeleito e, por isso, não está preso à viabilidade eleitoral, é capaz de aprovar uma quantidade grande de propostas e projetos que retiram direitos dos trabalhadores e de grupos mais vulneráveis sem a devida discussão com a sociedade. E em um espaço de tempo tão curto", afirmou o jornalista. (Com o 247)
Leia o texto na íntegra no Blog do Sakamoto

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, janta, dança e canta com réu da Lava Jato

Revista Fórum - Réu no chamado “mensalão tucano”, o ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG) parece estar bem tranquilo com relação as acusações contra ele. O peemedebista participou, na noite desta quarta-feira (6), da cerimônia da 24º edição do prêmio de jornalismo da CNT (Confederação Nacional do Transporte), em Brasília, e convidou para a festa o novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia – aquele que afirmou que mala de dinheiro não comprova crime.
Clésio e Segóvia sentaram na mesma mesa, jantaram juntos, dançaram e cantaram ao som dos sertanejos Leonardo e Eduardo Costa.
O peemedebista renunciou ao mandato de senador em 2014 diante das investigações do “mensalão tucano” com o objetivo de tirar o processo do Supremo Tribunal Federal (STF) e levá-lo à primeira instância.
Andrade, que foi vice-governador no primeiro mandato de Aécio Neves (PSDB) em Minas Gerais, é acusado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro na denúncia que apontou desvios de R$ 3,5 milhões de estatais em Minas para financiar, em 1998, a campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo, do PSDB.

O deputado Wadih Damous faz uma pergunta pertinente: Por que o juiz Sérgio Moro se junta a gente que diz combater?

Em vídeo no Youtube, o deputado federal Wadih Damous (PT) questiona o entrosamento do juiz Sérgio Moro com investigados na Operação Lava Jato. O parlamentar comenta o episódio mais recente, a entrega do prêmio de 'brasileiros do ano', entregue pela revista IstoÉ.
"Às vezes eu tenho impressão de que o juiz Sérgio Moro sofre de alguma patologia psíquica que não consigo entender porque não sou da área. Ontem ele foi receber mais um dos tantos prêmios que ele recebe, desta vez da IstoÉ, revista de baixíssimo conceito. Interessante é que estavam lá premiados acusados de corrupção pela operação que o justiceiro comanda. Temer, Moreira Franco, Eunício Oliveira. Isso não inibe esse juiz. Ele se mistura com gente que ele diz combater", critica Damous.

O brasileiro tem expectativa de viver mais 17 anos após completar 65 anos de idade

Uma pessoa nascida no Brasil em 2016 tinha expectativa de viver, em média, até os 75 anos, nove meses e sete dias (75,8 anos). Isso representa um aumento de três meses e 11 dias a mais do que para uma pessoa nascida em 2015. A expectativa de vida dos homens aumentou de 71,9 anos em 2015 para 72,2 anos em 2016, enquanto a das mulheres foi de 79,1 para 79,4 anos.

A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino em 2016 não completar o primeiro ano de vida era de 14,4 a cada mil nascimentos. Já para as recém-nascidas, a chance era de 12,2 meninas não completarem o primeiro ano de vida.

A mortalidade na infância (de crianças menores de cinco anos de idade) caiu de 16,1 por mil em 2015 para 15,5 por mil em 2016. Das crianças que vieram a falecer antes de completar os 5 anos de idade, 85,8% teriam a chance de morrer no primeiro ano de vida e 14,2% de vir a falecer entre 1 e 4 anos de idade. Em 1940, a chance de morrer entre 1 e 4 anos era de 30,9%, mais que o dobro do que foi observado em 2016.

Entre as Unidades da Federação, a maior expectativa de vida foi encontrada em Santa Catarina, 79,1 anos, e a menor no Maranhão, 70,6 anos. Uma pessoa idosa que completasse 65 anos em 2016 teria a maior expectativa de vida (20,1 anos) no Espírito Santo. Por outro lado, em Rondônia, uma pessoa que completasse 65 anos em 2016 teria expectativa de vida de mais 15,9 anos. Considerando-se a diferença por sexo, a população idosa masculina capixaba teria mais 18,2 anos e a feminina, mais 21,8 anos. Entre as menores expectativas, estão os homens idosos do Piauí, com mais 14,6 anos, e as mulheres de Rondônia, com mais 17,1 anos.

Essas e outras informações estão disponíveis nas Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2016, que apresentam as expectativas de vida às idades exatas até os 80 anos e são usadas como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. A presente edição traz comparações com 1940, ano a partir do qual foi verificada uma primeira fase de transição demográfica, caracterizada pelo início da queda nas taxas de mortalidade.

Todos os resultados das Tábuas de Mortalidade podem ser acessados aqui.



Taxa de mortalidade infantil é de 13,3 óbitos por mil nascimentos 

Em 1940, a taxa de mortalidade infantil era de aproximadamente 147,0 óbitos de crianças menores de um ano de idade para cada mil nascidos vivos, e de 76,7 por mil na faixa de um a quatro anos. Das 212,1 crianças em cada mil, que morreram antes de completar cinco anos de idade, 69,1% morreram antes do primeiro ano de vida. Esses números indicam uma concentração de óbitos no primeiro ano de vida.

Entre 1940 e 2016, a mortalidade infantil apresentou declínio da ordem de 90,9%, passando de 146,6 por mil para 13,3 por mil, e a mortalidade entre um e quatro anos de idade, redução de 97,1%, indo de 76,7 por mil para 2,2 por mil.

Expectativa de vida aumentou 30,3 anos entre 1940 e 2016
Tabela 3 – Expectativas de vida em idades exatas, variação em ano do período e tempo médio de vida- Brasil – 1940/2016
Idade Expectativas de Vida Variação (em anos ) 1940/2016 Tempo Médio de Vida – Ambos os Sexos
1940 2016
Total Homem Mulher Total Homem Mulher Total Homem Mulher 1940 2016
0 45,5 42,9 48,3 75,8 72,2 79,4 30,3 29,4 31,1 45,5 75,8
1 52,2 49,7 54,9 75,8 72,3 79,3 23,6 22,6 24,5 53,2 76,8
5 52,5 49,7 55,3 72,0 68,5 75,5 19,5 18,8 20,2 57,5 77,0
10 48,3 45,5 51,1 67,0 63,6 70,6 18,8 18,0 19,5 58,3 77,0
15 43,8 41,1 46,6 62,1 58,7 65,7 18,4 17,6 19,1 58,8 77,1
20 39,6 36,9 42,5 57,5 54,1 60,8 17,8 17,2 18,3 59,6 77,5
25 36,0 33,3 38,8 52,9 49,8 56,0 16,9 16,5 17,2 61,0 77,9
30 32,4 29,7 35,2 48,3 45,3 51,1 15,8 15,6 16,0 62,4 78,3
35 29,0 26,3 31,6 43,7 40,9 46,4 14,7 14,6 14,8 64,0 78,7
40 25,5 23,0 28,0 39,1 36,5 41,6 13,6 13,5 13,6 65,5 79,1
45 22,3 19,9 24,5 34,7 32,2 37,0 12,4 12,3 12,5 67,3 79,7
50 19,1 16,9 21,0 30,3 28,0 32,5 11,3 11,1 11,5 69,1 80,3
55 16,0 14,1 17,7 26,2 24,1 28,2 10,2 9,9 10,5 71,0 81,2
60 13,2 11,6 14,5 22,3 20,3 24,0 9,1 8,7 9,5 73,2 82,3
65 10,6 9,3 11,5 18,5 16,8 20,0 8,0 7,5 8,5 75,6 83,5
70 8,1 7,2 8,7 15,1 13,6 16,3 7,0 6,4 7,6 78,1 85,1
75 6,0 5,4 6,3 12,1 10,8 13,0 6,1 5,4 6,7 81,0 87,1
80 anos ou + 4,3 4,0 4,5 9,5 8,5 10,2 5,2 4,4 5,7
Fontes: 1940 – Tábuas construídas no âmbito da Gerencia de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica.
2015 – IBGE/Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeção da população do Brasil por sexo e idade para o período 2000-2060.
Em 1940, a expectativa de vida era de 45,5 anos, sendo 42,9 para homens e 48,3 anos para mulheres. Entre 1940 e 1960, o Brasil praticamente reduziu pela metade a taxa bruta de mortalidade (o número de óbitos de um ano dividido pela população total em julho daquele mesmo ano), caindo de 20,9 óbitos para cada mil habitantes para 9,8 por mil. A expectativa de vida ao nascer em 1960 era de 52,5 anos. Ao todo, a expectativa de vida aumentou 30,3 anos entre 1940 e 2016, chegando a 75,8 anos.

Em 1940, um indivíduo ao completar 50 anos tinha uma expectativa de vida de 19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Com o declínio da mortalidade neste período, um mesmo indivíduo de 50 anos, em 2016, teria uma expectativa de vida de 30,3 anos, esperando viver em média até 80,3 anos, ou seja, 11,3 anos a mais do que um indivíduo da mesma idade em 1940.

Homens de 20 anos têm 4,5 vezes mais chance de não completar 25 do que mulheres

Em 2016, um homem de 20 anos tinha 4,5 vezes mais chance de não completar 25 anos do que uma mulher no mesmo grupo de idade. Este fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina. Em 1940, o fenômeno da sobremortalidade masculina não era registrado no país, o que mostra que ele está relacionado com o processo de urbanização e metropolização do Brasil. A partir de 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais, que incluem os homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc., passaram a desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino.

Entre 1940 e 2016 também diminuiu a mortalidade feminina no período fértil, de 15 a 49 anos de idade. Em 1940, de cada cem mil nascidas vivas 77.777 iniciaram o período reprodutivo e destas, 57.336 completaram este período. Já em 2016, de cada cem mil nascidas vivas 98.367 atingiram os 15 anos de idade, e destas 94.208 chegaram ao final deste período. Logo, a probabilidade de uma recém-nascida completar o período fértil em 1940, que era de 573‰ passou para 942‰ em 2016.

A fase adulta, aqui considerada como o intervalo de 15 a 59 anos de idade, também foi beneficiada com o declínio dos níveis de mortalidade. Em 1940, de mil pessoas que atingiram os 15 anos, 535 aproximadamente completaram os 60 anos de idade. Já em 2016, destas mesmas mil pessoas, 860 atingiram os 60 anos.

Expectativa de vida dos idosos aumentou em 7,9 anos de 1940 a 2016
Tabela 4 – Expectativa de vida aos 65 anos – Brasil – 1940/2016
Ano Expectativa de vida aos 65 anos Diferencial (anos) (M-H)
Total Homem Mulher
1940 10,6 9,3 11,5 2,2
1950 10,8 9,6 11,8 2,2
1960 11,4 10,1 12,5 2,4
1970 12,1 10,7 13,4 2,6
1980 13,1 12,2 14,1 1,9
1991 15,4 14,3 16,4 2,0
2000 15,8 14,2 17,2 2,9
2010 17,6 16,0 19,0 3,0
2014 18,3 16,6 19,7 3,1
2016 18,5 16,8 20,0 3,1
Δ (1940/2016) 7,9 7,5 8,5
Fontes: 1940 1950,1960 e 1970 – Tábuas construídas no âmbito da Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. 
1980 e 1991 – ALBUQUERQUE, Fernando Roberto P. de C. e SENNA, Janaína R. Xavier “Tábuas de Mortalidade por Sexo e Grupos de Idade – Grandes e Unidades da Federação – 1980, 1991 e 2000. Textos para discussão, Diretoria de Pesquisas, IBGE, Rio de Janeiro, 2005.161p. ISSN 1518-675X ; n. 20
2000 em diante – IBGE/Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeção da população do Brasil por sexo e idade para o período 2000-2060. 
Em 1940, de cada mil pessoas que atingiam os 65 anos de idade, 259 atingiriam os 80 anos ou mais. Em 2016, de cada mil idosos com 65 anos, 628 completariam 80 anos. As expectativas de vida ao atingir 80 anos foram de 10,2 e 8,5 anos para mulheres e homens, respectivamente. Em 1940, estes valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4,0 anos para os homens.